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O INÍCIO DE
CARREIRA DE PAÍS NO BRASIL |
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Em 1971, País era
apenas um goleiro dos Juniores, e o quarto goleiro dos seniores do
América do Rio. Brigavam pela posição, o argentino Buticce (que o
América havia comprado em 1970 e que depois seria vendido ao
Corinthians), Wanderlei (goleiro Catarinense que o América comprou
junto ao Atlético do Paraná) e Miguel Banana que foi formado no
clube. Em 1974, quando o América foi campeão da Taça Guanabara (1º
turno do Campeonato Carioca) e só não foi campeão estadual porque
foi "roubado" na decisão contra o Flamengo, País já era o reserva
(suplente). Em 1975, com a dispensa do goleiro titular Rogério
(foi acusado de entregar a decisão do ano anterior), Pais ganhou a
posição. Com ele o América não ganhou mais nada. País sempre foi
muito instável. Combinava grandes defesas com falhas incríveis. Na
decisão da Taça Guanabara de 1975, já na prorrogação entre América
e Fluminense (o empate daria o título ao América) ele sofreu um
golo de falta do Rivelino de longe da área. Depois de alguns anos,
a torcida e o próprio América e ele mesmo, resolveram mudar. País
então seguiu sua vida, transferindo-se para o Santos FC, do Estado
de São Paulo. |
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[
Por Sílvio Kholer do site FUTEBOLSUL
, em 2003
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"QUE FIM
LEVOU?" |
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País José de
Oliveira, o País, ex goleiro do América (RJ), Santos, Sport Recife
e Náutico, vive atualmente em Niterói-RJ, onde nasceu em 11 de
julho de 1953 e trabalha como preparador de goleiros.
País iniciou sua carreira no América (RJ) em 1971 e
profissionalizou-se em 1974, sendo nesta época, reserva imediato
de Rogério, um goleiro louro que veio do extinto CEUB para o
Mequinha. Após a final do Carioca de 1974 em que o América perdeu
para o Flamengo por 2x0 , com dois frangaços de Rogério em chutes
despretensiosos de fora da área do então promissor lateral Júnior
(que atuava pelo lado direito), País assumiu a meta do América,
destacando-se como um dos melhores goleiros do Brasil, sendo
inclusive posteriormente, convocado por Cláudio Coutinho para a
seleção brasileira que iniciava a preparação para a copa na
Argentina.
Em 1978 foi atuar no Santos, onde jogou até 1979, transferindo-se
para o Sport Recife (tricampeão pernambucano 80, 81e 82). Em
Pernambuco, jogou também no Náutico de 1985 a 1988, quando arrumou
suas malas e foi jogar em Portugal. De volta para o Brasil em
1990, iniciou sua carreira de preparador de goleiros, tendo
passagens pelo Bonsucesso (RJ), Macaé Sports, Entrerriense (RJ) e
CFZ (RJ). |
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[
Retirado do site do jornalista MILTON
NEVES
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O PIOR
GUARDA-REDES QUE EU VI JOGAR NO OLHANENSE |
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Já foi discutido entre a malta do
olhanense.net a possibilidade de organizarmos poules, sejam sobre o melhor
"onze" de sempre do Olhanense, o melhor jogador, ou os melhores
de sempre em
cada posição. Enquanto nenhum dessas iniciativas foi para a
frente, tentei, um destes dias, começar a fazer o meu "onze" ideal.
Garanto-vos que simplesmente não conseguia passar do guarda-redes.
Ainda alinhavei alguns jogadores nas posições "de campo", mas na
baliza simplesmente não conseguia escolher. Senão, reparem
no leque, por ordem mais ou menos cronológica, de guardiões que eu
vi defender (e valorosamente) as redes rubro-negras:
Guimarães, Tavares, Gorriz, os dois Tozés, Formiga, Ivo, Rogério e
agora Bruno Veríssimo. Acho que não me esqueci de nenhum. Ou seja,
dá para concluir que pelo menos numa posição o "meu" clube esteve sempre bem
servido... ou talvez não! É que... de repente, vem-me à memória a terrível
imagem daqueles primeiros jogos na Divisão de Honra, onde cada
remate ou cruzamento adversário era um calafrio para o
público do José Arcanjo.
Era o País! Comecei a assistir a jogos do
Olhanense em meados da década de oitenta, mas posso garantir, sem
qualquer tipo de dúvida, que o País foi o pior guarda-redes das
duas últimas décadas. Perguntem aos vossos pais e avós se alguma
vez viram um pior. Eu, sinceramente, duvido. Dizem que o Tólinhas
era "castiço", mas não acredito que fosse pior.
E foi assim que, há pouco tempo, vi nascer em mim este fascínio
nostálgico (que quase me atrevo a qualificar como mórbido...), por
País. Um misto de
saudade com felicidade de tempos que felizmente nunca mais voltarão, de tão maus
que foram. É que esse já veterano guarda-redes
brasileiro felizmente só jogou uma dúzia jogos a titular pelo Olhanense,
pois chegou
até mesmo a "pegar" algumas "manias" aos companheiros do plantel
da
altura, ouvindo-se falar, mesmo nos jornais desportivos nacionais,
das suas "macumbas" com "galinhas pretas" e
coisas do género. Parece que funcionaram uma vez, mas no final nem
isso nos salvou da descida. Ou seja, pode-se dizer que "franguices" era mesmo
com o País...
Começando a história pelo seu início, obviamente, estávamos nos
primeiros tempos da época 91/92, e o Olhanense, após ter
vencido a Zona Sul da 2ª Divisão "B", preparava-se para disputar a
Divisão de Honra.
RICARDO FORMOSINHO não chegou a acordo para
continuar no comando técnico e, vá-se lá saber porquê, o Olhanense achou por bem contratar
JOSÉ ROCHA, antigo atleta do clube, que
actuou na última equipa do Olhanense na I divisão (talvez daí a
opção "sentimental") e que na época anterior havia orientado os
nossos vizinhos do Silves, classificando-se na 10.ª posição da mesma Zona Sul que
a formação rubro-negra venceu...
Com a saída de
GORRIZ (um dos esteios da subida na época anterior)
para o Portimonense e o empréstimo ("para rodar") do então jovem
FORMIGA, o Olhanense via-se com apenas um guarda-redes
para a época que principiava, o jovem
IVO, cedido pelo Farense. Note-se até que na
FOTOGRAFIA tirada ao plantel, para os Cadernos de "A
Bola", existem apenas dois guarda-redes, além de Ivo está
outro (José Pedro, de seu nome) que acabaria por não ficar no plantel.
Foi então que José Rocha, vá se lá saber porquê (sim, a repetição
é propositada), resolve ir buscar os veterano País (que
tinha sido o "seu" guarda-redes em Silves, na época anterior,
quando se classificou nesse fantástico décimo lugar da Zona Sul).
Os primeiros jogos foram um suplício. Uns diziam para se dar tempo
ao tempo, que apesar do estilo aparentemente bizarro, aquele homem
(a quem alguns já chamavam de "Gigante Gabriel") era capaz de defesas espectaculares. Defesas? Bem, realmente
recordo-me de acções espectaculares, mas... todas pela negativa para a
sua equipa! Se não me falha a memória, "enterrou" autenticamente a
equipa logo no primeiro jogo em casa.
Ele eram golpes de vista que eram verdadeiros... golpes de vista!
Ele era o facto de raramente agarrar uma bola, ele eram as defesas
com o cotovelo, antebraço ou lá o que era... enfim... recordo-me perfeitamente do
sentimento de alívio das pessoas com quem costumava ir
ao futebol quando se soube que o Olhanense tinha contratado o
MENDES
(que já havia representado alguns emblemas primodivisionários).
Mendes
era realmente um pouco melhor, mas isso não
era suficiente, e quando
FORMOSINHO
regressou ao comando da
equipa, apostou no jovem
IVO (cedido pelo Farense) que ainda fez alguns bons jogos na melhor fase da
equipa que, contudo, não chegaram para evitar a despromoção.
Abaixo poderão ler algumas histórias deste País nos seus tempos de
jovem, onde parece que não era menos "causo" do que foi em Olhão.
Desde arremessar pedras de volta para as bancadas a ser
considerado o segundo pior guarda-redes de sempre do Santos
(segundo? bem, muito mal deveria estar o clube de Pélé... mas,
pensando duas vezes... Rodolfo Rodriguez é escolhido como o melhor
de sempre nessa equipa, "unanimemente"). Aproveitamos
para agradecer em
especial a Silvio Kholer, que fez o relato do início de carreira desta verdadeira "personagem" que foi
País,
inicialmente na primeira linha do futebol brasileiro e, mais tarde, nas Divisões
inferiores do futebol português. |
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[ Por Miguel
Saial
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HISTÓRIA
ENGRAÇADA
SOBRE A PASSAGEM DE PAÍS PELO SANTOS FC |
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«CAUSOS: QUE PAÍS É ESSE?,
por
Tony Monteiro (Campinas/SP)
Como todo moleque que atravessou a infância simultaneamente ao
auge de Pelé, não tive escapatória: virei, desde a mais tenra
idade, torcedor do Santos Football Club de glórias mil, como diria
o saudoso dramaturgo (e também "peixeiro") Plínio Marcos.
Mas, mesmo depois da aposentadoria do Rei, o time da Vila mais
famosa do mundo viveu bons momentos de glória antes de entrar na
pindaíba que encara atualmente. No final dos anos 70, o time
revelou uma garotada que enchia os olhos. O ponta-direita Nilton
Batata, o cerebral Pita e o endiabrado Juari eram dessa safra.
E foi numa noite de quarta-feira que tudo aconteceu. Naquela
época, o calendário era menos cruel e eram raros os clássicos no
meio de semana. Por isso, aquele Santos x Palmeiras numa quarta à
noite foi um acontecimento. Juntamos a galera, com namoradas a
tiracolo e tudo (sim, naquela época dava pra levar uma garota ao
estádio), e partimos pro Morumba.
O Santos entrou em campo endemoninhado. A defesa do Palmeiras,
lenta e pesada, era impiedosamente humilhada pelo velocíssimo
ataque santista. Logo no início, Nilton Batata cruza e Juari
executa: Santos 1 x 0. Quando ele fez sua famosa comemoração,
correndo em volta da bandeirinha de escanteio, o estádio se
transformou num cenário de êxtase coletivo.
Mas o problema estava do outro lado do campo: ostentando a camisa
1 que já tinha sido de Athiê, Gilmar e Cejas, estava País. Moreno
alto e desajeitado, o goleiro tinha sido descoberto, sabe-se lá
por qual iluminado, fazendo trapalhadas debaixo das traves do
simpático Ameriquinha do Rio de Janeiro. Qualquer bola na área do
Santos, em especial vinda de cruzamentos, era emoção garantida. Só
que a garotada continuava impiedosa e a bola mal chegava à área
santista. E o placar só não crescia porque com a outra camisa 1
estava o atual treinador do Santos, Leão, que resolveu tirar a
noite para fazer milagres.
Nessa tocada foi o resto do primeiro tempo e o início do segundo.
Juari era caçado pela zaga esmeraldina, que mal conseguia fazer
faltas nele. E Leão pegando tudo. E País assistindo o jogo.
A partida já estava chegando ao final e os próprios palmeirenses
já estavam achando o 1 x 0 contra um excelente negócio. Até que,
numa bola centrada, lá pelos 37 minutos, País sai caçando
borboletas e deixa o gol vazio. Foi só aparecer um pé pra tocar
pra dentro: 1 x 1. A torcida comemorou como se fosse final de
campeonato.
Só que tinha mais. Quase no apagar das luzes, mais um cruzamento,
mais uma saída estabanada do goleiro e mais um gol do Palmeiras.
Fim de jogo e o placar eletrônico do estádio gritava um
inacreditável Palmeiras 2 x 1. O pasmo que tomou conta da torcida
santista foi tamanho que mal ouvíamos as provocações dos rivais.
A saída do estádio foi demorada. Não que houvesse tanta gente
assim, mas era preciso primeiro se recuperar do baque para depois
seguir em frente. E foi nessa hora que passamos diante de dois
sujeitos que conversavam, com caras de quem tinham acabado de
voltar de um enterro:
– Pois é, meu amigo – dizia um deles –, o país é uma merda e o
goleiro é uma bosta...»
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NOTA: Esta história foi
inicialmente encontrada numa pesquisa em que a hiperligação
já não funcionava (a página
www.metaltricolor.net/causos/quepais.htm pode ser vista no arquivo do
GOOGLE) |
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PAÍS ESCOLHIDO
COMO 2.º PIOR GUARDA-REDES
DE SEMPRE DO SANTOS |
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«Vinte anos de Santos !!
Em 1978, com 5 anos, assisti a meu primeiro jogo ao vivo do
Santos. Foi uma vitória por 2 X 0 sobre o Nacional de Manaus, na
Vila Belmiro. Para comemorar os 20 anos deste fanatismo sem igual,
resolvi fazer uma retrospectiva interessante.
Há cerca de um ano coloquei na página dos irmãos Áquila um
trabalho que realizei, listando todos os jogadores que vestiram a
gloriosa camisa alvinegra desde 1978. Este trabalho pode ser
acessado .
Aproveitando este levantamento, escalo abaixo dois times
espaciais:
O Melhor Santos dos Últimos 20 Anos , com os craques memoráveis
deste período e o Santos Mais Trágico que Vi Jogar , com peþas
inesquecíveis pela sua ruindade. Vamos a eles:
Santos Tragédia F.C.
- Flávio: O goleiro Campeão Paulista de 78 era o "coramina": tomou
gols incríveis e quase entregou o título para o São Paulo. Basta
dizer que no ano seguinte o Santos trouxe o também ruim País para
o gol.
- Armstrong: Jogou uma única vez (Flamengo no Maracanã), o
bastante para inclui-lo neste time. O norte-americano foi o maior
fiasco da década de 80.
- Marcelo Fernandes: Só jogou porque é sobrinho do diretor José
Paulo. Péssimo pelo alto, horrível no chão. Além de tudo, metia-se
a chutar faltas, invariavelmente no placar eletrônico.
- Camilo: Outra grande"ôpromessa". Bateu o recorde de entregadas.
E o pior é que ano após ano a diretoria o reintegrava ao elenco.
- Gílson: A lateral esquerda é bastante disputada, mas Gílson leva
por um pouquinho de ruindade. Trazido por Minelli em 92, não
acertou um passe em 4 meses de clube.
- Sérgio Santos: Este volante se contundiu em início de carreira,
mas isso não explica a ineficiência nos passes. Improvisado na
lateral era ainda pior. Cansou de entregar gols ao adversário.
- Solano: Meia recuado que veio do São Bento. Basta dizer que ele
jogava menos do que o zagueiro Nildo, que veio junto para Santos.
Sua sonolência em campo vale uma camisa 8 nessa seleção.
- Zizinho: Certamente o pior camisa 10 da história da Vila.
Enganou no São Paulo e depois foi ao México onde se naturalizou.
Contratado então pelo Santos, teve sua melhor partida em derrota
para o Botafogo de Ribeirão em pleno Pacaembu. A torcida
praticamente expulsou-o da Vila após o jogo.
- Serginho Fraldinha: O ataque começa em alto estilo, com o
pontinha Playmobil que foi trocado com César Sampaio. Felizmente
foi vendido ao CRB há dois anos. Irritante.
- Arthur: Centroavante africano que lembrava Coutinho no
físico...e Luisão (outro sério candidato) no futebol. Veio de
Zimbabwe com o também desastroso Kennedy e conseguiu fazer menos
gols do que Baez
- Sidney: É, aquele das trancinhas...veio do São Paulo, não marcou
um gol sequer e perdeu três pênaltis. Parecia um parasita em
campo, mas de noite lembrava um atleta na noite santista.
Banco: Gilberto (goleiro), Raul (lateral), Luis Carlos (zagueiro),
Dido e Totonho (meio campo), Arizinho, Soares e Dino Furacão
(ataque)
O Melhor Santos Pós-Pelé
Rodolfo Rodriguez: Unanimidade. O uruguaio levou o Santos muito
além do que podia, além de fazer a defesa mais espetacular da
história. Além de tudo tinha ótima personalidade.
Índio: Depois de um começo desastroso, contrariou os críticos e
viveu uma fase muito boa. Era a principal opção de ataque santista,
em uma posição problemática.
Márcio: Muito rigor, raça e um tanto de violência. Durante toda a
década de 80 foi a cara da defesa santista, chegando até mesmo à
Seleção.
Joãozinho: Melhor como zagueiro do que como técnico. Tinha boa
saída de bola e comandou a defsa em 78. Depois foi acusado de
participar da Máfia da loteria.
Marcos Adriano: Por incrível que pareça foi o melhor lateral dos
últimos 20 anos. A carência nessa posição é enorme. Adriano teve
boa fase em 95, apoiando com raça e técnica.
Dema: Até sua contusão no joelho comandou o meio com maestria.
Merecdiamente chegou à Seleção. O único senão eram as constantes
expulsões.
César Sampaio: Seguiu a tradição de ótimos volantes. Cresceu com o
Santos e aprimorou uma técnica apurada. Na marcação, um carrapato.
Foi trocado por Serginho Fraldinha.
Pita: Desde a época dos Meninos da Vila (78), foi o craque do
meio-campo. Injustamente não foi à Copa de 82. Quando foi trocado
já estava desgastado na Vila, mas fica o grande futebol.
Giovanni: O maior craque dos anos 90. Carregou o time nas costas
enquanto esteve na Vila. Cobrado demais pela torcida, saiu antes
da hora. Perfeito em todos os fundamentos.
Nilton Batata: De todos os Meninos da Vila, era o que tinha mais
técnica. Além da velocidade que todos se lembram. Uma pena quando
foi vendido para o México.
Serginho: Claro, o "Chulapa". Mais de 100 gols com a camisa do
Peixe. Além do título de 84, quebrou o galho voltando das trevas
várias vezes nos anos 90. Caso de amor com o Santos.
Banco: Sérgio (goleiro), Nélson (lateral), Toninho Carlos (zagueiro),
Lino, Ailton Lira e Edu Marangon (meio-campo) e Almir, Juari e
João Paulo (atacantes).» |
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[ opinião publicada numa
PÁGINA
sobre este clube brasileiro ] |
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INCIDENTE EM
QUE PAÍS ESTEVE ENVOLVIDO
[ recorte de uma revista
PLACAR de 1982 ] |
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