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por
Vitor Calça Pereira (*)
Nesta época 2007/2008, vemos com agrado
duas equipas do SCO a disputar os respectivos
campeonatos nacionais. Juvenis e Iniciados.
Creio que não podemos deixar de realçar
o feito alcançado, pois todos nós
temos conhecimento da falta de infra-estruturas
(campo para treinar) com que os técnicos
dos diversos escalões se debatem.
Para
que os jovens praticantes alcancem no futuro patamares
de excelência adequados á realidade
do SCO, é necessário disputar campeonatos
competitivos com uma exigência superior
aos disputados nos distritais.
Não
conhecendo a filosofia em vigor no sector de formação,
creio que existirá um plano director de
fundamentos desportivos redigido pelo seu Coordenador
em sintonia com o treinador principal.
Nesse documento deverá estar bem explicito
o perfil de atleta pretendido, bem como dos princípios
de jogo norteadores da metodologia de treino aplicada.
Serão
esses princípios de jogo que irão
ser incutidos e treinados até ao ínfimo
pormenor que permitirá no futuro próximo
alimentar o plantel profissional com alguns atletas
oriundos da formação.
Para tal é obrigatório disputar
jogos com elevada competitividade e complexidade
táctica, para moldar a mentalidade ganhadora
dos jovens praticantes.
Sendo
os juniores o último patamar formativo,
apesar de neste escalão já estar
presente o grau de exigência elevado, quer
a nível de personalidade emocional, quer
sobretudo, da consciencialização
de uma atitude condigna com o futuro praticante
de uma modalidade que não se coaduna com
determinados comportamentos considerados normais
na adolescência.
Esse escalão, os juniores, será
o rosto de todo o trabalho efectuado pelo sector
da formação. Serão estes
jogadores o reflexo do trabalho a que foram sujeitos
desde os iniciados e pela sua qualidade será
avaliado o seu percurso.
Nesta linha de pensamento, é muito importante
a equipa de juniores disputar assiduamente os
diversos campeonatos nacionais do seu escalão
etário.
Não podemos correr o risco de atletas vindo
dos escalões etários inferior estagnarem
quando deviam potencializar os seus recursos técnico-tácticos.
O
facto da equipa de juniores do SCO não
se ter mantido no Campeonato Nacional do seu escalão,
com a consequente descida ao Campeonato Distrital
do Algarve, não ajudou em nada a afirmação
dos seus elementos num patamar superior.
É
muito importante para os jovens constatar que
é politica do clube apostar na formação.
Também por isso é fundamental ter
um jogador formado no clube a jogar regularmente
na equipa principal.
Também
eu preferia ver jovens provenientes dos juniores
no plantel principal do Olhanense. Não
sou contra a vinda de 2 (dois) ou 3 (três)
elementos na situação de empréstimo
no clube, sobretudo quando esses jovens têm
qualidade para ajudar a equipa.
A
vinda de 7 (sete) elementos nessa condição,
mesmo que seja o clube de origem a suportar os
seus honorários, só se compreende
atendendo á realidade económico-financeira
do clube.
Qual
a motivação de um atleta da equipa
de juniores, sabendo que no final lhe restará
como alternativa para prosseguir a sua carreira
o Distrital ou, no máximo uma equipa da
III divisão?
Um
abraço e saudações desportivas.
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