[ Dezembro de 2007 ]

A FORMAÇÃO COMO ÚNICA SAÍDA

   

por Vitor Calça Pereira (*)

Nesta época 2007/2008, vemos com agrado duas equipas do SCO a disputar os respectivos campeonatos nacionais. Juvenis e Iniciados.

Creio que não podemos deixar de realçar o feito alcançado, pois todos nós temos conhecimento da falta de infra-estruturas (campo para treinar) com que os técnicos dos diversos escalões se debatem.

Para que os jovens praticantes alcancem no futuro patamares de excelência adequados á realidade do SCO, é necessário disputar campeonatos competitivos com uma exigência superior aos disputados nos distritais.

Não conhecendo a filosofia em vigor no sector de formação, creio que existirá um plano director de fundamentos desportivos redigido pelo seu Coordenador em sintonia com o treinador principal.

Nesse documento deverá estar bem explicito o perfil de atleta pretendido, bem como dos princípios de jogo norteadores da metodologia de treino aplicada.

Serão esses princípios de jogo que irão ser incutidos e treinados até ao ínfimo pormenor que permitirá no futuro próximo alimentar o plantel profissional com alguns atletas oriundos da formação.

Para tal é obrigatório disputar jogos com elevada competitividade e complexidade táctica, para moldar a mentalidade ganhadora dos jovens praticantes.

S
endo os juniores o último patamar formativo, apesar de neste escalão já estar presente o grau de exigência elevado, quer a nível de personalidade emocional, quer sobretudo, da consciencialização de uma atitude condigna com o futuro praticante de uma modalidade que não se coaduna com determinados comportamentos considerados normais na adolescência.

Esse escalão, os juniores, será o rosto de todo o trabalho efectuado pelo sector da formação. Serão estes jogadores o reflexo do trabalho a que foram sujeitos desde os iniciados e pela sua qualidade será avaliado o seu percurso.

Nesta linha de pensamento, é muito importante a equipa de juniores disputar assiduamente os diversos campeonatos nacionais do seu escalão etário.

Não podemos correr o risco de atletas vindo dos escalões etários inferior estagnarem quando deviam potencializar os seus recursos técnico-tácticos.

O facto da equipa de juniores do SCO não se ter mantido no Campeonato Nacional do seu escalão, com a consequente descida ao Campeonato Distrital do Algarve, não ajudou em nada a afirmação dos seus elementos num patamar superior.

É muito importante para os jovens constatar que é politica do clube apostar na formação. Também por isso é fundamental ter um jogador formado no clube a jogar regularmente na equipa principal.

Também eu preferia ver jovens provenientes dos juniores no plantel principal do Olhanense. Não sou contra a vinda de 2 (dois) ou 3 (três) elementos na situação de empréstimo no clube, sobretudo quando esses jovens têm qualidade para ajudar a equipa.

A vinda de 7 (sete) elementos nessa condição, mesmo que seja o clube de origem a suportar os seus honorários, só se compreende atendendo á realidade económico-financeira do clube.

Qual a motivação de um atleta da equipa de juniores, sabendo que no final lhe restará como alternativa para prosseguir a sua carreira o Distrital ou, no máximo uma equipa da III divisão?

Um abraço e saudações desportivas.

* - Colunista do site Futebol Interior
Blog: oblogdovcp.blogspot.com
 

 

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