[ 29 de Maio de 2003 ]

BALANÇO DA ÉPOCA 2002/03

   
Por João Martins
Finalmente terminou o campeonato. Nos jogadores faltava a motivação natural de quem queria fazer mais e melhor e não conseguira .O 10º lugar na tabela classificativa cheirou a muito pouco, para quem prometia mais no inicio da competição.

Será fácil falar agora, mas o Vítor Urbano, que tinha sido a salvação do Olhanense na ultima época, também me pareceu não ser a solução para outros voos e mais uma vez falhou a aposta de um treinador do Norte.

O certo é que começamos a criar falsas expectativas na pré-temporada, e nos seis jogos realizados, acabamos por conseguir outras tantas vitórias, duas delas perante o vizinho Farense. Mas ainda a procissão ia na praça... senão vejamos:
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Fomos afastados na primeira aparição da Taça à segunda eliminatória diante o Lusitânia dos Açores;

Na primeira volta conquistamos apenas 28 pontos, e já estávamos na 8ª posição, com o Estoril a superiorizar-se a tudo e a todos, com uma cómoda vantagem de 14 pontos. Mas também é preciso lembrar que apenas seis pontos nos separavam do 2º classificado, o Pontassolense e havia ainda muito campeonato para disputar;

Na segunda volta obtivemos 27 pontos, sofrendo mais uma derrota e menos um empate, do que na primeira metade do campeonato;
Assim, finalizámos em 10º lugar com 55 pontos, menos 28 que o "campeoníssimo"  Estoril-Praia, uma diferença abismal para uma equipa que queria ficar nos primeiros lugares da classificação.

Agora é tempo de balanço, de meditar no que realmente correu mal e "colocar o dedo na ferida", procurando chegar aos culpados, se é que os há. Na minha modesta opinião o plantel até dava garantias, era equilibrado nos variados sectores do terreno, com um misto de juventude e de alguma veterania, o que é sempre importante no futebol.

Na frente de ataque, desde há muitos anos que o Olhanense, não tinha tantas soluções e, convém lembrar que fomos o terceiro melhor ataque da Zona Sul com sessenta golos e, Paulo Sérgio foi o artilheiro-mor com catorze marcados, o que é obra. Mas vejamos:
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Vitor Urbano começou cedo a ser contestado, mas muito tardio na saída;

Gorriz conhecedor da casa deu um abanão na equipa, mas era tarde demais;
Gastou-se uma pequena fortuna para os magros cofres do clube, ouviu-se falar em incumprimentos de ordenados nos jornais, com a Direcção a responder que os patrocinadores não tinham correspondido ao que deles se esperava.

Não adianta lamentar agora, há que pensar no futuro e seguir em frente. E o futuro é sem dúvida uma maior aposta no futebol juvenil, há anos esquecido, mal estruturado e no "sobe e desce" constante nos "Nacionais". É altura de sacrificar o ordenado de dois ou três jogadores do plantel sénior e entregar o sector da formação a profissionais, porque para ficar em décimo lugar, se calhar com uma aposta forte na formação iremos colher bons dividendos, e não só no futebol jogado.

Para terminar, não será, também, altura de haver uma mudança quase que radical nas cadeiras directivas? É que uma lufada de ar fresco sabe sempre bem...


«Na frente de ataque, desde há muitos anos que o Olhanense, não tinha tantas soluções e, convém lembrar que fomos o terceiro melhor ataque da Zona Sul com sessenta golos e, Paulo Sérgio foi o artilheiro-mor com catorze marcados (...)»

FOTO: Nuno Eugénio

 

 

 

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