Finalmente terminou o campeonato. Nos jogadores faltava a
motivação natural de quem queria fazer mais e melhor e não
conseguira .O 10º lugar na tabela classificativa cheirou a
muito pouco, para quem prometia mais no inicio da competição.
Será fácil falar agora, mas o Vítor Urbano, que tinha sido a
salvação do Olhanense na ultima época, também me pareceu não
ser a solução para outros voos e mais uma vez falhou a aposta
de um treinador do Norte.
O certo é que começamos a criar falsas expectativas na pré-temporada, e nos seis jogos realizados, acabamos por conseguir
outras tantas vitórias, duas delas perante o vizinho Farense.
Mas ainda a procissão ia na praça... senão vejamos: |
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Fomos afastados na primeira
aparição da Taça à segunda eliminatória diante o Lusitânia dos
Açores;
Na primeira volta conquistamos
apenas 28 pontos, e já estávamos na 8ª posição, com o Estoril
a superiorizar-se a tudo e a todos, com uma cómoda vantagem de
14 pontos. Mas também é preciso lembrar que apenas seis pontos
nos separavam do 2º classificado, o Pontassolense e havia
ainda muito campeonato para disputar;
Na segunda volta obtivemos 27
pontos, sofrendo mais uma derrota e menos um empate, do que na
primeira metade do campeonato; |
Assim,
finalizámos em 10º lugar com 55 pontos, menos 28 que o "campeoníssimo"
Estoril-Praia, uma diferença abismal para uma equipa que
queria ficar nos primeiros lugares da classificação.
Agora é
tempo de balanço, de meditar no que realmente correu mal e
"colocar
o dedo na ferida", procurando chegar aos culpados, se é que os
há.
Na minha modesta opinião o plantel até dava garantias, era
equilibrado nos variados sectores do terreno, com um misto de
juventude e de alguma veterania, o que é sempre importante no
futebol.
Na frente de ataque, desde há muitos anos que o Olhanense, não
tinha tantas soluções e, convém lembrar que fomos o terceiro
melhor ataque da Zona Sul com sessenta golos e, Paulo Sérgio
foi o artilheiro-mor com catorze marcados, o que é obra. Mas
vejamos: |
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Vitor Urbano começou cedo a ser
contestado, mas muito tardio na saída;
Gorriz conhecedor da casa deu
um abanão na equipa, mas era tarde demais; |
Gastou-se uma
pequena fortuna para os magros cofres do clube, ouviu-se falar
em incumprimentos de ordenados nos jornais, com a Direcção a
responder que os patrocinadores não tinham
correspondido ao que deles se esperava.
Não adianta lamentar agora, há que pensar no futuro e seguir
em frente. E o futuro é sem dúvida uma maior aposta no futebol
juvenil, há anos esquecido, mal estruturado e no "sobe e desce"
constante nos "Nacionais". É altura de sacrificar o ordenado de
dois ou três jogadores do plantel sénior e entregar o sector da formação a
profissionais, porque para ficar em décimo lugar, se calhar com
uma aposta forte na formação iremos colher bons dividendos, e
não só no futebol jogado.
Para terminar, não será, também, altura de haver uma mudança
quase que radical nas cadeiras directivas? É que uma lufada de
ar fresco sabe sempre bem... |
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«Na frente de
ataque, desde há muitos anos que o Olhanense, não tinha tantas
soluções e, convém lembrar que fomos o terceiro melhor ataque da
Zona Sul com sessenta golos e, Paulo Sérgio foi o artilheiro-mor com
catorze marcados (...)»
FOTO:
Nuno Eugénio |