[ 28 de Março de 2006 ]

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Arbitragem debaixo de fogo
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)    Por: Manuel Luís


A arbitragem de João Capela na recepção do Olhanense ao Chaves, no último domingo, fez perder a paciência a jogadores, técnicos, dirigentes e massa associativa dos leões de Olhão. No fim do jogo, coube ao vice-presidente para o futebol, Isidoro Sousa apontar o dedo em várias direcções. "Estamos desiludidos com algumas situações de arbitragens que têm ocorrido. Estamos de forma séria no futebol, pagamos atempadamente, mas se não querem que o Algarve tenha uma equipa na Liga principal digam-nos de uma vez por todas e paramos de vez", disse, em tom de aviso. "Falei com o árbitro da partida, que reconheceu ter tido um dia menos feliz, mas quando um árbitro tem um dia menos bom e só erra para um lado, dá para desconfiar que algo não está bem." E avisou: "Na próxima semana vamos dar a conhecer publicamente mais algumas situações..."

Assumindo ainda que, "pela primeira vez em 21 anos", sente "uma perseguição bárbara ao Olhanense", remata, desalentado: "Queremos perguntar a quem de direito se o nosso clube está a incomodar alguém... Há muito que pedimos para ser recebidos pela Comissão de Arbitragem da Liga e ainda não recebemos informação de quando o seremos."
 

Olhanense denuncia
"perseguição bárbara" da arbitragem
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires


O vice-presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, manifestou-se ontem "desiludido" com o que tem observado nos últimos jogos do seu clube, criticando de forma global a actuação dos árbitros.

"Sentimo-nos desiludidos com o que temos visto nos últimos jogos. Em 21 anos de clube, sinto pela primeira vez que estamos a ser perseguidos de forma bárbara", acusou.

Isidoro Sousa afirmou ter em boa conta o juiz de ontem, João Capela, mas estranhou só ter "apitado contra nós". "Errar é humano, mas quando se erra só para um lado dá para desconfiar", referiu ainda o responsável, no final do encontro com o Desp. Chaves.

Os responsáveis do Olhanense ponderam tomar, ainda esta semana, uma posição sobre o assunto, assim como continuam à espera da resposta do Conselho de Arbitragem da Liga de Clubes em relação ao pedido de reunião com o organismo.

Por outro lado, a escritura de constituição da Olhanense Algarve Futebol SAD, remarcada para hoje, foi novamente adiada, por motivos que se prendem com o facto de a Câmara Municipal de Olhão ainda não ter aprovado, em Assembleia Municipal, a sua participação no capital na empresa.
 

Olhanense adia SAD pelo
menos até ao final da época
Em: "Barlavento" (www.barlavento.online.pt)    Por: Hugo Rodrigues


O Sporting Clube Olhanense vai adiar a constituição da Sociedade Anónima Desportiva pelo menos até ao final do campeonato. A direcção do clube de Olhão justifica a atitude com as arbitragens dos últimos jogos, nos quais, consideram, têm sido prejudicados.

A direcção do Olhanense, em comunicado, diz mesmo que irá «ponderar se vale a pena continuar a apostar neste pântano que é o futebol profissional português». A SAD é adiada «embora o seu capital social já esteja todo depositado no banco» e de o projecto já ter sido aprovado pela maioria dos sócios.

«Todos nós sabemos o que se passa com o caso Apito Dourado e é de lamentar que a nossa justiça seja lenta e tardia», de modo a ter «com celeridade os inocentes livres de qualquer suspeição e os culpados privados de influenciar a verdade desportiva».

Os responsáveis pelo emblema olhanense afirmam ainda que solicitaram uma reunião ao presidente da Comissão de Arbitragem Luís Guilherme, que terá recusado, devido a comentários feitos à arbitragem pelo treinador do clube algarvio Paulo Sérgio, no final do encontro Barreirense-Olhanense.

A direcção do Olhanense afirma não entender por que razão a direcção de um clube não é recebida devido às declarações de um técnico. Por outro lado considera que Paulo Sérgio apenas fez uma análise ao jogo e referiu a arbitragem como «parte integrante» dele.

«Por isso, não vemos motivo algum para que a direcção do clube não possa ser recebida, e mais se de facto for esse o verdadeiro motivo, não haveria nenhum clube português que tivesse audiências com o senhor Luís Guilherme», dizem.

O Olhanense lança mesmo a ideia de o Algarve e do Alentejo ponderarem ter um campeonato próprio e voltar «ao amadorismo puro, como no início do século passado», já que as equipas de ambas as regiões continuam «a ser marginalizadas por quem tem o poder».

As forças vivas da região também não são poupadas, uma vez que, no entendimento da direcção do Olhanense, votaram ao abandono o futebol profissional algarvio. Referem especificamente a falta de apoio ao projecto «Juntos pelo Algarve», ao qual só a Ceal aderiu.
 

Olhanense queixa-se das arbitragens
Em: "Algarve Desporto" (www.algarvedesporto.pt)


A arbitragem conduzida pelo lisboeta João Capela no passado domingo em Olhão, no jogo Olhanense-Chaves deixou marcas difíceis de sarar nas hostes algarvias ao ponto dos seus responsáveis, pela voz do vice-presidente Isidoro Sousa, ameaçarem tornar público várias situações que têm penalizado o emblema de Olhão na Liga de Honra.

“Têm ocorrido algumas situações a nível de arbitragem que nos têm penalizado verdadeiramente, daí estarmos desiludidos. Parece que nos estão a perseguir e não querem que o Olhanense aspire a um direito desportivo que lhe assiste, que é lutar em pé de igualdade pelas vitórias e também pela subida à SuperLiga”, desabafou Isidoro Sousa.

As palavras do dirigente encontram eco na massa adepta e também nos jogadores e equipa técnica. “Todos nos sentimos frustrados. No balneário isso é notório. Embora o árbitro tenha reconhecido que teve um dia mau, com vários erros, a verdade é que errou só para um lado e em nosso prejuízo”, explicou o treinador Paulo Sérgio.

No lado do dirigente Isidoro Sousa, o desencanto alarga-se à Comissão de Arbitragem da Liga “à qual pedimos para sermos recebidos mas até à data não nos deram qualquer resposta, sustentou.
 
 
 

     
     
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