[ 12 de Junho de 2005 ]

in "Record" (www.record.pt)
PORTIMONENSE E OLHANENSE PRETENDEM MAIORES RECURSOS: Todos juntos pelo Algarve

in "A Bola" (www.abola.pt)
OLHANENSE E PORTIMONENSE UNIDOS PELA MANUTENÇÃO DOS
REPRESENTANTES DO SUL NA LIGA DE HONRA: algarvios apelam à região

in "Regiao Sul" (www.diario-online.pt)
Olhanense e Portimonense querem Algarve unido
Principais emblemas da região propõem criação de fundo

"Juntos pelo Algarve" é o lema que junta Olhanense e Portimonense em torno de um objectivo concreto: retirar a região da marginalidade futebolística. Os responsáveis dos dois clubes defendem que "desperdiçar o futebol como enorme veículo de promoção" põe em causa a sua participação nos campeonatos profissionais. A solução passa pela "união" e por um fundo comparticipado pelos empresários e instituições para viabilizar a permanência dos emblemas na Liga de Honra.

Carlos Nóbrega e João Sintra juntaram-se, no sábado, na Estalagem Oásis, na Manta Rota, para apresentar o projecto que os une, cujo seguimento prossegue durante esta semana. Estão previstas reuniões com as cinco mais importantes estruturas empresariais algarvias, a Junta Metropolitana do Algarve e a Região de Turismo do Algarve, que findará o conjunto de encontros.

"O Algarve não pode continuar a ser marginal no que respeita à presença dos seus clubes de futebol e, acima de tudo, o alheamento que temos vindo a registar, dos principais agentes económicos e sociais, como suporte e garante da viabilização da permanência dos emblemas ao mais alto nível, torna o actual cenário difícil e comprometedor", avisam os dois presidentes, num comunicado conjunto.

Para os responsáveis, trata-se da "derradeira oportunidade" para retirar o futebol algarvio da actual situação, promovendo igualmente a região. "Não temos dúvidas quanto à importância da modalidade para a formação dos jovens e, em especial, para o próprio turismo e promoção da região", frisam. Sem mais investimento, "é impossível conseguir continuar na Liga de Honra".

Assim, "união" é uma palavra essencial no discurso de Carlos Nóbrega e João Sintra. "Os interesses individuais não deverão prevalecer face aos interesses colectivos, porque afinal está também em causa a competitividade e a afirmação do Algarve".

Às instituições com quem se vão reunir, Olhanense e Portimonense propõem a criação de um fundo para todos os clubes do Algarve que cheguem e permaneçam na Liga de Honra, cuja gestão será assegurada pela Associação de Futebol do Algarve, através de uma comissão especialmente formada para o efeito. Em contrapartida, "os clubes que participem naquele escalão farão nas suas camisolas e noutros acessórios a promoção da região".

Na apresentação do projecto, Carlos Nóbrega avisou que "o trabalho de casa está feito, interessa agora passar ao trabalho de rua". Esta acção pioneira junta os dois máximos representantes do actual futebol algarvio mas, reforçam, "a mensagem que se quer passar é que pretende beneficiar o futebol algarvio e os seus clubes", com o fundo a ser dividido equitativamente por todos os que participem no segundo escalão do futebol português.

Sobreviver na Liga de Honra

Os presidentes dos dois clubes chamam a atenção para o facto de já sobreviverem, na Liga de Honra, com os orçamentos mais baixos, na ordem dos 500 mil euros, enquanto os outros vivem com o dobro, triplo ou mais. Para os clubes do Algarve, a competição resume-se a um sorvedouro de dinheiro. "E apesar de todas estas dificuldades, somos dos poucos clubes com as contas em dia", explicam.

A receptividade inicial "tem sido boa", disse João Sintra. Os presidentes não sabem o que os espera, nas reuniões já agendadas, mas já têm respostas previstas: "Se nos for dito 'sim', temos tempo para projectar as coisas; com um 'nim', temos de nos mexer; mas com o 'não' nós paramos. Sem apoios, o que andaríamos aqui a fazer", resumiu Nóbrega. "Se não temos condições para estar na Liga da Honra, vamos para os escalões mais baixos", acrescentou João Sintra.

A preparação de Olhanense e Portimonense, em relação à época 2005/2006, tem avançado, mas "em bases mínimas", reconhecem os dois presidentes. Só o sucesso deste "projecto ambicioso" pode garantir, no futuro, melhores infra-estruturas para arriscar voos mais altos. "Só paramos quando nos disserem 'não' na cara", concluiu Carlos Nóbrega.

Edgar Pires

 

     
     
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