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Carlos Nóbrega, candidato à presidência do Olhanense, quer
juntar os clubes algarvios que competem no futebol
profissional e a direcção da Associação de Futebol do
Algarve (AFA) num projecto em que, através de protocolos,
as associações municipais, turísticas e empresariais
apoiem esses emblemas, promovendo o Algarve nas suas
camisolas.
A ideia foi defendida no passado sábado, durante a
apresentação das suas principais medidas para o Olhanense.
A Lista A candidata-se com Carlos Nóbrega, que deverá
suceder a José Cardoso, por sua vez candidato a
vice-presidente na mesma lista, um claro sinal de união no
seio daquele clube algarvio (tudo aponta para que seja
mesmo a única lista presente a sufrágio).
"Trata-se de um '25 de Abril', de uma revolução pacífica.
Esta é, como se diz, a 'prova dos nove', para confirmar
se, realmente, as pessoas passam das palavras aos actos",
asseverou o candidato. "Alguém tem de dar o primeiro
passo, senão, não chegamos lá."
Este projecto, a desenvolver em conjunto com Portimonense
e AFA, "deverá fazer com que as diversas associações
coloquem uma verba nas equipas da região que militam nos
escalões de futebol profissional", sustentou.
Carlos Nóbrega está consciente de que outros, de forma
individual, já falharam nesses intentos, "porque cada um
olha para o seu umbigo". A diferença para este projecto é
a sua "abrangência": "Cada clube que participe nas
competições profissionais beneficiará de um subsídio."
Para o Olhanense, o candidato defende um caminho sério e
sustentado, com a SuperLiga na mira. "Não vou prometer
nada. Apenas garantir que vamos subir passo-a-passo,
cumprindo os nossos objectivos, até chegar lá", referiu.
Até porque competir na Liga de Honra é uma perda de tempo
e dinheiro.
A manutenção de Paulo Sérgio e da maioria dos jogadores é
o primeiro passo nesse sentido. Carlos Nóbrega reconheceu
a existência de contactos com o técnico, "que está
contente em Olhão e é uma pessoa de palavra", tudo
apontando para que continue no comando técnico da equipa.
O principal objectivo na área financeira passa por
continuar o trabalho de saneamento financeiro do clube,
que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos, "de
modo a que, brevemente, possamos ter uma situação
auto-sustentável", sustentou.
Em termos patrimoniais, além do arrelvamento do José
Arcanjo, o Estádio Padinha deverá ser reformulado, estando
em cima da mesa dois estudos: o primeiro num loteamento
habitacional, para permuta com empresa de construção; o
segundo, uma parceria com o proprietário dos armazéns
localizados a sul do recinto, para desenvolvimento de um
espaço comercial com uma empresa da especialidade, para
que o clube possa alugar o espaço por um período largo de
tempo ou tenha participações nessa empresa.
Estádio Algarve como "alternativa"
Apesar de tudo, Carlos Nóbrega não põe de parte a
hipótese de utilizar o Estádio Algarve, na eventualidade
de subir à SuperLiga. "Os jogos com 'grandes' obrigarão a
olhar para esse recinto como alternativa, possibilitando
que o número de espectadores seja bem maior."
Entre as outras medidas, contam-se a remodelação do
futebol juvenil, um site oficial, "para tirar partido de
algumas situações" (venda de produtos, angariação de
sócios e pagamento de quotas), a Loja Olhanense, "para
promover a marca", a revista do clube, um kit de exposição
para todos os eventos do concelho, novos cartões de sócio
(estudante, empresa), a interacção com as escolas e novas
modalidades amadoras, entre outras.
"Este é um projecto de continuidade do trabalho estupendo,
de décadas, feito por José Cardoso, que com empenho
pessoal e a ajuda de uma equipa generosa, levantou o clube
de uma situação difícil", sublinhou Carlos Nóbrega.
Sufrágio até final de Março
As eleições para o Olhanense ainda não estão marcadas
mas segundo Filipe Ramires, actual presidente da
Assembleia Geral, "não deverão passar de Março".
A Lista A propõe Carlos Nóbrega (Direcção), Filipe Ramires
(Assembleia Geral) e Eduardo Cruz (Conselho Fiscal) para
presidentes dos principais órgãos sociais. Quanto às
vice-presidências, são candidatos: José Cardoso
(Administração e Finanças), Isidoro Sousa (Futebol
Profissional), Lígia de Sousa (Relações Públicas), Carlos
Favinha (Modalidades Amadoras) e Manuel Teixeira
(Património). Miguel Ferreira é o candidato a Tesoureiro.
EDGAR PIRES |
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Subir à SuperLiga, com o técnico Paulo Sérgio no comando
da equipa, é o propósito de Carlos Nóbrega, que ontem apresentou a
sua candidatura à presidência do Olhanense, no acto eleitoral
previsto para Março, em data ainda a definir.
“Queremos criar uma base financeira estável, a fim de podermos dar o
passo em frente, a ascensão ao patamar superior. Desta aposta faz
parte Paulo Sérgio. O trabalho do nosso treinador tem merecido a
atenção de outros clubes mas ele disse-me que o projecto é aliciante
e pediu-me para não ficar preocupado. É um homem de palavra e fala
olhos nos olhos”, refere Nóbrega.
Entre as fontes de receita a explorar conta-se o velhinho Estádio
Padinha: “Poderemos optar entre uma urbanização tradicional e um
centro comercial, aqui em parceria com o dono dos terrenos
vizinhos.”
O bingo poderá sair do lugar onde se encontra para dar lugar a
prédios, e o relvado do Estádio José Arcanjo, em estado lamentável,
será substituído.
José Cardoso (administração), Isidoro Sousa (futebol profissional),
Lígia Sousa (relações públicas), Carlos Favinha (actividades
amadoras) e Manuel Teixeira (património) são os vice-presidentes, e
Miguel Ferreira o tesoureiro, enquanto Filipe Ramires e Eduardo Cruz
lideram Assembleia Geral e Conselho Fiscal.
Parceria com o Portimonense
As direcções do Olhanense e do Portimonense, com a AF Agarve, vão
estabelecer uma parceria que tem como finalidade “mobilizar
empresários e um conjunto diverso de entidades num projecto global
que visa a criação de um fundo destinado aos clubes da região que
disputem a SuperLiga ou queiram lá chegar”, garante Carlos Nóbrega.
O candidato à liderança do Olhanense diz que esta “será a prova dos
nove, pois todos dizem que querem o Algarve na SuperLiga, mas poucos
ajudam. Um ou dois clubes no escalão principal representam uma
promoção de valor significativo para a região”.
ARMANDO ALVES |