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Taborda (Naval) *
Toni (Chaves)
Duka (Portimonense)
Carlão (Maia)
Gilmar (Varzim)
Glauber (Naval)
Fajardo (Naval) **
Livramento (Olhanense)
Rui Borges (E. Amadora)
Henrique (E. Amadora)
Rui Miguel (Aves)
*Perante o empate entre quatro guarda-redes (Taborda, Paiva, Tó
Ferreira e Sérgio Leite) o primeiro critério de desempate baseou-se
nos golos sofridos; havendo nova igualdade entre Taborda e Paiva,
ambos com 12, o segundo critério o maior número de golos sofrido num
só jogo
**A igualdade entre Fajardo (Naval) e Jorge Gonçalves (Leixões)
obrigou a critério de desempate, que foi o da equipa com mais golos
marcados. |
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O PRODUTO NACIONAL
AINDA MARCA
DIFERENÇA
Por
ANDREA VIEIRA
e SUSANA CARDOSO
Pelo segundo ano consecutivo ouvimos os 18 treinadores da Liga de
Honra para encontrar os melhores jogadores que actuam no segundo
escalão do futebol profissional. Um processo simples e através do
qual verificamos que afinal o produto nacional ainda continua a
marcar a diferença dentro de campo...
No meio da competitividade da Liga de Honra continua a haver espaço
para a afirmação de alguns futebolistas. Esta época não foi excepção
e, ao cabo de 15 jornadas, nada melhor do que dar a palavra aos
entendidos na matéria, ou seja, os 18 treinadores, e, então, foi
possível uma análise transparente quanto aos jogadores com um papel
decisivo nas carreiras das respectivas equipas, para, assim,
chegarmos ao onze ideal.
Numa prova conhecida pelo lançamento de
várias carreiras e pela redescoberta de talentos esquecidos, no topo
das preferências volta a estar o produto nacional, contrariando-se a
tendência de um mercado virado para os reforços vindos do outro lado
do Atlântico. Os seis portugueses a figurar no 'onze' são a prova
viva de que aqui também se fabricam bons talentos, sem esquecer a
aposta dos clubes na prata da casa, comprovada pelas nomeações de
Paulo Jorge (Maia) e Jorge Gonçalves (Leixões) como as jovens
promessas do campeonato.
Na equipa ideal, formada por seis portugueses, também surgem bem
destacados um luso-francês, um cabo-verdiano e três brasileiros.
Juntos constituem a base de uma equipa que, certamente, prometeria
bons espectáculos. Da Naval e do Estrela da Amadora chegaram mais
referências, se calhar, com base na campanha positiva que ambas têm
vindo a fazer. Mas foi a equipa da Figueira da Foz a mais
"generosa", atendendo às nomeações de Taborda, Glauber e Fajardo,
enquanto do lado dos estrelistas consta o nome de Rui Borges e
Henrique.
Parte interveniente do sucesso dos figueirenses, o guarda-redes
Taborda surge como titular da baliza, depois de ter sido apontado
como o melhor guarda-redes. Uma escolha explicada pela estatística
do campeonato, na qual a Naval, a par do Maia, possui a defesa menos
batida, apenas com 12 golos sofridos em 15 jogos. Na linha defensiva
surge o lateral-direito Toni (Chaves), um luso-francês, ao lado dos
dois centrais de serviço: o cabo-verdiano Duka (Portimonense) e o
brasileiro Carlão (Maia).
No auxílio ao sector mais recuado estão os
trincos brasileiros Gilmar (Varzim) e Glauber (Naval), enquanto o
médio-ofensivo Fajardo (Naval) surge em campo pronto a dar uma
mãozinha à defesa, tornando-se também um dos municiadores do ataque.
Aqui, aparece na ala-direita o jovem Livramento (Olhanense) e no
lado esquerdo o experiente Rui Borges (Estrela da Amadora). Prontos
a disparar em direcção à baliza estão os avançados Henrique (Estrela
da Amadora) e Rui Miguel (Aves). Um conjunto de sucesso e pronto a
causar estragos por onde quer que passe.
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