Olhanense e Varzim não se encontravam no mesmo escalão... há quarenta e um anos! Ou seja, desde a época 63/64, na 1.ª Divisão. Na altura os poveiros venceram os dois jogos (no Padinha por uma bola a zero, e no norte por cinco a dois), conseguindo a manutenção, ao contrário dos rubro-negros.

Contudo, as duas formações defrontaram-se para a Taça de Portugal há exactamente quatro anos e seis dias, na época 2000/01, numa 4.ª Feira, feriado do "Dia de Finados". A vitória sorriu aos Varzinistas, que então lideravam a Divisão de Honra, mas que tiveram também alguma sorte, como se pode recordar ao ler a respectiva crónica do "Record", abaixo.

 

in "Record" (02/11/2000)
por Armando Alves e João Martins

POVEIROS FELIZES ESTIVERAM PERTO DO «KO»
Olhanense-Varzim, 1-3: Sorte não evita um valente susto 



Alemão e José Fernandes
tentam contrariar um adversário,
sob o olhar de Nuno Sousa.

 

Fernando Pires
(treinador do Olhanense):
"Tivemos o pássaro na mão, na parte final do jogo, mas um erro defensivo num contra-ataque do Varzim decidiu a eliminatória."


Rogério Gonçalves
(treinador do Varzim):
"O Olhanense transcendeu-se um pouco. Aproveitei para rodar os menos utilizados e na parte final, reduzidos a nove, tivemos alguma sorte."

O VARZIM, líder da II Liga, sentiu grandes dificuldades no reduto do Olhanense, beneficiando de uma pontinha de sorte na parte final do jogo para seguir em frente na Taça de Portugal – o 1-2, conseguido na sequência de um lance de contra-ataque, surgiu numa fase de grande assédio dos algarvios.

Os poveiros marcaram cedo e controlaram as operações até ao intervalo, com Marco Freitas a causar alguns problemas a um Olhanense incapaz de tirar proveito de um maior tempo de posse de bola.

Depois do descanso, a entrada do veloz Branquinho e a expulsão de Medeiros balancearam os algarvios na ofensiva. O cartão vermelho mostrado a José Fernandes travou um pouco o ímpeto dos locais, que pressionaram de novo depois de ficarem, mais uma vez, em superioridade numérica (segundo amarelo a Tozé).

Várias oportunidades foram desperdiçadas até Hermínio empatar e, galvanizados, os locais partiram em busca do segundo tento, vindo, todavia, a ser traídos por uma falha defensiva, aproveitada por Mendonça. O jogo ficou aí definido.

Os locais têm razões de queixas do árbitro no aspecto disciplinar. No capítulo técnico, esteve bem.

 
 
 

     
     
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