[ 21 de Agosto de 2004 ]

JOGO DE APRESENTAÇÃO AOS SÓCIOS PARA A ÉPOCA 2004/05

OLHANENSE, 0 - VITÓRIA DE SETÚBAL, 0

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)

OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Anselmo, Lameirão e Branquinho; Alexandre e Sérgio Marquês; Vasco Matos e Livramento; Toy e Afonseca;
Treinador: Paulo Sérgio
Jogaram ainda: Cândido, Ricardo Silva, Edinho, Rui Loja, Miranda, Glaedson, Hugo Colaço e Philip Adizua
Disciplina: Nada a assinalar

V. SETÚBAL:
Marco Tábuas; Éder, Auri, Hugo Alcântara e Bruno Ribeiro; Ricardo Chaves, Sandro, Manuel José e Zé Rui; Meyong e Jorginho;
Treinador: José Couceiro
Jogaram ainda: Paulo Ribeiro, Veríssimo, Puma, Igor, Hélio, Nandinho, Ricardo Pessoa, Mário Pessoa e Binho

Disciplina: Amarelos a Veríssimo (48') e Puma (65') e advertência a José Couceiro (81').

Antes do início da partida foram entregues as faixas de campeões da Zona Sul da época passada (foto
de cima) e ao intervalo Branquinho e Edinho receberam os troféus individuais (imagens de baixo)

 

RECORTES

 

in www.ojogo.pt

"DE CRUZEIRO PARA A SUPERLIGA"

Em dia de apresentação aos sócios, o Olhanense recebeu as faixas de campeão da Zona Sul da II Divisão B, mas não foi além de um empate sem golos ante um Vitória de Setúbal que jogou quase toda a partida em velocidade de cruzeiro.

A primeira metade foi muito fraquinha e com poucas ocasiões de golo. Apesar da pouca objectividade demonstrada pelos atacantes do conjunto algarvio, os sadinos foram também incapazes de jogar de forma imaginativa, apresentando um futebol algo "mastigado", talvez pelo facto de estarem a jogar muitos particulares em poucos dias.

Assim, foi preciso esperar pelo minuto 35 para ver o Setúbal criar alguns embaraços ao Olhanense, ainda que a oportunidade de golo protagonizada por Jorge Ribeiro tenha nascido de um forte remate de meia distância, que levou a bola a embater na trave da baliza algarvia.

O reatamento trouxe um futebol mais aberto de parte a parte. Os pupilos de Paulo Sérgio surgiram com vontade de brilhar perante os seus associados e conseguiram mesmo levar por diversas vezes o perigo à baliza sadina. José Couceiro resolveu mexer também na estrutura da equipa e o Setúbal acabou por reequilibrar a contenda, criando ocasiões para fazer funcionar o marcador.

A falta de sorte e sobretudo a pouca pontaria demonstrada pelos avançados de ambos os conjuntos acabaram por determinar que o jogo terminasse com o resultado com que começou.

 

in www.record.pt

"SADINOS SEM SOLUÇÕES PARA MANDAR NO JOGO"

Sinais preocupantes de incapacidade na exibição do Vitória de Setúbal em Olhão: na primeira parte, só por uma vez os sadinos estiveram perto do golo, num remate de longe de Bruno Ribeiro (a bola bateu na barra) e a equipa não mostrou soluções no último terço do terreno, sendo as suas iniciativas anuladas por um Olhanense disciplinado e rigoroso no preenchimento dos espaços.

Durante largos períodos não se percebeu, de resto, quem era a formação da SuperLiga, pois o futebol praticado pelos dois conjuntos teve muito de igual, até na "alergia" ao remate, pois tanto sadinos como algarvios resolveram a contento os problemas surgidos nas proximidades das suas áreas, mas quando se tratou de construir viram-se, de um e outro lado, grandes dificuldades.

Esperavam-se mudanças na segunda parte e, de facto, isso sucedeu mas surpreendentemente (ou talvez não...) foi o Olhanense a "pegar" no jogo, com o Vitória de Setúbal, mais "encolhido", a responder em contra-ataque. Jorge Vidigal fez a bola bater na barra, na cobrança de um livre directo, e deu o mote para o melhor período do espectáculo, sob o mando dos algarvios.

Nélson Afonseca atirou contra um poste e Vasco Matos e Toy perderam, também, boas ocasiões, com o futebol ligado e vertical do Olhanense a baralhar um Vitória de Setúbal que tentava sair em rápidas escapadas, criando perigo num lance de agradável recorte de Éder e num cabeceamento de Hugo Alcântara após um canto (a bola bateu num poste).

Feitas as contas, fica uma impressão bem positiva do Olhanense, que prepara o regresso à Liga de Honra após 13 anos de ausência, e sobram sinais de preocupação para José Couceiro, face às insuficiências reveladas pelo conjunto, sem argumentos no ataque e algo permeável na retaguarda, no segundo tempo.

A apresentação dos algarvios foi assinalada pela entrega das faixas aos campeões da Zona Sul da II Divisão B e ainda de prémios aos jogadores que mais se evidenciaram na última campanha, com Edinho a arrecadar o que se destinava ao melhor marcador e Branquinho o troféu disciplina.

O árbitro Nuno Almeida viu-se forçado a mostrar por duas vezes o amarelo (Veríssimo e Puma), rubricando trabalho positivo.

Foto retirada do jornal "Record"
Foto: www.record.pt
 

 

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