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[ 03 de Agosto de 2004 ]
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AINDA O JOGO COM OS MK DONS
OPINIÕES E DIREITO DE RESPOSTA |
Recebemos a seguinte mensagem, da parte do jornalista do "Record"
que assinou a peça sobre a partida entre o Olhanense e o MK Dons, que
agradecemos, publicamos na íntegra e à qual respondemos mais abaixo.
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«Amigos:
Ao longo de precisamente vinte anos de actividade profissional
apenas me lembro de chegar atrasado a jogos de futebol por duas
vezes, num caso devido a uma fila provocada por um acidente, à
entrada de Faro, noutra devido a um furo, num dia de chuva
intensa.
No MK Dons-Olhanense cheguei bem a tempo de observar todo o
jogo, sendo, naturalmente, responsável pela matéria publicada no
jornal Record, pese embora os condicionalismos da circunstância:
a hora tardia da partida obrigou a que os dados fossem enviados
pelo telefone, sem que tivesse sido eu a escrevê-los, e o espaço
inicialmente previsto acabou por ser reduzido à última hora,
devido ao atraso provocado pelo desempate por pontapés da marca
da grande penalidade. Isso, todavia, não me retira
responsabilidades no que veio publicado.
Aceito todas as opiniões e tenho no Olhanense - como em todos os
outros clubes do Algarve - bons amigos que ora aplaudem o que
escrevo ora discordam, como muito possivelmente sucede com os
artigos publicados noutros jornais. E o vosso próprio site tem
dado eco, com destaque, de uma ou outra matéria sobre o
Olhanense assinada por mim, no que entendo como um sinal de
aplauso.
Aprecio e saúdo o vosso trabalho, ainda para mais tratando-se de
um site independente e, tanto quanto me é dado ver, sem apoios
publicitários. Costumo consultá-los, como fonte de informação, e
louvo o eco que dão do Olhanense, com paixão e grande amor ao
clube.
São livres de fazerem as críticas que entenderem e de
manifestarem discordância ou concordância em relação ao que eu
ou qualquer outro jornalista escreve; não devem, porém, utilizar
uma linguagem que não vos valoriza, como é a alusão a uma
possível chegada tardia de um jornalista - lançando uma falsa
suspeita, como facilmente posso comprovar, pois estava sentado
bem perto do... presidente do Olhanense - só porque não
concordam com o que veio escrito no jornal...
Escrevo-vos sem qualquer animosidade, bem pelo contrário;
continuo a acreditar que é pelo diálogo que as pessoas se
entendem e acreditem que desejo os maiores sucessos ao
Olhanense, bem como a todos os outros clubes do Algarve, sem
deixar, enquanto jornalista, de desempenhar com responsabilidade
uma tarefa que sei ser ingrata, pois nem sempre podemos agradar
a todos, como desta feita sucedeu...
Resumindo: sou receptivo a críticas e sei que cometo erros de
apreciação, como qualquer outro jornalista ou como qualquer
outra pessoa, na sua actividade profissional. Mas a crítica só
pode ser aceitável quando a ela está subjacente sentido de
responsabilidade, sem amesquinhar ou apoucar quem quer que seja.
Cumprimentos para todos os que produzem o site
Armando Alves» |
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A crónica em causa foi esta, publicada no "Record"
de 02/08/2004:
«O MK Dons conquistou, ontem, o I Portimão Cup, ao vencer, na
final, o Olhanense, por 4-3 no desempate por grandes penalidades
(1-1 no final do tempo regulamentar).
Os ingleses dominaram a primeira parte e inauguraram o marcador
por Alan Smart, aos 16', com o Olhanense a empatar aos 44', por
Afonseca, no seu único lance ofensivo. Na etapa complementar, e
após a expulsão de Smart (aos 70', por acumulação de amarelos),
os algarvios passaram a controlar a partida, mas sem criar
lances de perigo. Na lotaria dos "penalties", os ingleses foram
mais felizes.
No jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares, o Huelva
superiorizou-se ao Portimonense, por 4-2, com 4-0 ao intervalo.
Calle (10'), Uche (17'), Cheli (30') e Angel (36') marcaram
pelos espanhóis; Paulinho (68') e Morgado (90') apontaram os
tentos dos algarvios.»
A crónica, que considerámos injusta relativamente ao desempenho
rubro-negro,
mereceu destaque e um curto comentário na nossa página principal (no dia da publicação
da mesma no jornal). Abaixo encontram-se os nossos argumentos. |
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Agradecemos ao autor da crónica publicada no "Record" o tempo que disponibilizou
para nos escrever, demonstrando que se preocupa com o feed-back
do seu trabalho e que, como diz o povo, quem não se sente...
E essa foi exactamente a razão que nos levou a comentar a
crónica publicada!
Nós "sentimos". Uma enorme injustiça, inesperada, e
quase... cómica.
Respondendo ao que nos escreveu, não vamos colocar nada disso em
causa ou sequer duvidar do que nos diz, longe de nós, apenas confirmamos que realmente
é nosso hábito "recortar" crónicas
de jornais, revistas ou sites que falam sobre o nosso clube
(aliás... muitas vezes, prepotentemente, "só" fazemos isso), e
até terão sido poucas as vezes que acompanhamos esses "recortes" de
comentários ao seu conteúdo. Só que, tendo em conta o que nos foi dado a
ler, sentimos que a nossa equipa havia sido injustiçada
sobremaneira. Não foi nossa intenção iniciar qualquer
"guerrinha" e muito menos ofender ninguém, apenas demonstrar a
nossa indignação.
É óbvio que é com diálogo que as coisas se resolvem. Não
pensamos é que existam aqui grandes assuntos a resolver pois, no
fundo, são apenas duas opiniões diversas. No referido destaque na
nossa página inicial dissemos que não iríamos sequer "comentar
comentários", mas já que teve a disponibilidade de nos
contactar, vamos, por respeito também, argumentar de nossa
(in)justiça:
Cientes, realmente, de quão ingrata pode ser a tarefa do
jornalista, esta não foi a primeira vez que considerámos uma
apreciação incorrecta e não será, de certeza, a última. Agora,
nunca tínhamos era dado de caras com uma crónica tão singelamente
incorrecta (a nosso ver) e, o mais caricato, num jogo praticamente
a "feijões".
Não foi nossa intenção
"amesquinhar", mas tão somente "brincar" com
a situação, tal foi a nossa estupefacção. Preferimos nem sequer falar demasiado sério
sobre algo que era relativo a um
jogo que nem sequer foi ainda muito a sério. A alusão ao
"atraso" é, claramente, irónica. Quanto à crónica propriamente
dita, quem a leu ficou com duas
impressões:
- Na primeira parte o Olhanense só fez um remate à baliza (que deu
o golo);
- Na segunda parte o Olhanense, contra dez, não conseguiu criar
uma ocasião de golo;
Essa é que é essa. Não colocamos nada mais em causa, nem referimos
o nome do jornal ou do jornalista. Se é de culpar o jornalista, o
jornal ou as circunstâncias... não sabemos responder. Limitámo-nos
a expressar uma pequena revolta de início de época sobre algo que
foi publicado. Uma "revolta de sorriso nos lábios", se quiser.
Nem é nosso hábito qualificar as crónicas que normalmente
recortamos do "Record" ou dos outros jornais, mas esta pareceu-nos verdadeiramente incorrecta.
Voltando ainda à alusão ao "atraso", foi apenas o modo
de demonstrar a
estupefacção pelo facto de
não terem sido registados os lances de ataque imediatamente anteriores ao
golo do MK Dons. Até aí, durante o primeiro quarto de hora da
partida, só tinha dado Olhanense, como dizem os
brasileiros. Após o golo foi notório que o Olhanense demorou
para
conseguir explanar o seu futebol, dado o tipo de jogo dos
ingleses, algo atípico para as equipas do
nosso país. Mas, mesmo antes do golo de Afonseca, o Olhanense teve alguns lances de
ataque. É certo que, somando todas, as jogadas de ataque rubro-negras nessa
primeira parte podem não ter sido daquelas em que os defesas
contrários tiveram de "safar" a bola em cima da linha, mas
classificar o golo como o "único lance ofensivo"... é
escandaloso, na nossa opinião.
Contudo, essa expressão ("único lance ofensivo") até podia ter
passado despercebida, visto que
isto ainda é pré-época e tal, mas... logo a seguir apanhamos,
na mesma peça,
com a apreciação à segunda parte que dá a
entender que a jogada do golo foi MESMO o único lance
ofensivo de toda a partida, e que nem com mais um jogador a nossa equipa conseguiu
sequer chegar à baliza dos moços!
Como tal, muito sinceramente cremos que a crónica publicada no "Record" foi
injusta. É que, se o número de
cantos não é elucidativo por si só,
negligenciar as boas defesas do guardião britânico e um livre
perigosíssimo de
Vidigal (quase fotocopiado do fuzilamento na noite anterior)
parece-nos tudo muito "puxado". É um jogo de pré-época,
nem
sequer vale pontos e, talvez por isso mesmo, ficámos estupefactos com uma crónica que pintou demasiado negra a
exibição da nossa equipa. Atenção: estamos igualmente
certos que não foi um desempenho brilhante do "onze" de Paulo
Sérgio. Mas nem é isso que está em causa.
No fundo não deixa de ser uma divergência de opiniões, e a nossa
até é
"suspeita" pois somos assumidamente apoiantes do Olhanense.
Contudo, a nossa crença na injustiça do que foi publicado é inabalável.
Com o "destaque" na página inicial não quisemos denegrir
ninguém (repare que nem mencionámos nome do autor nem do
jornal), mas apenas demonstrar o que achámos.
O modo que o escolhemos para o fazer - e quem visita normalmente o nosso
site deverá reconhecer - foi, claramente, o humor. Não deixa, no entanto, de
demonstrar
o que sentimos.
E acreditamos estar no nosso direito qualificar uma peça como injusta
para as nossas cores, e de aludir a possíveis causas para tal,
ainda que de modo subjectivo ou humorístico (o que
até prova que não estamos chateados, pois até brincamos com a
coisa).
Aceitamos que a nossa abordagem, possa ser entendida tanto como
"brincadeira" ou até como "insultuosa", pois depende de quem lê e
de como
a interpreta. Todos esses tipos de apreciações são subjectivas, exactamente tal como é qualificar o desempenho atacante duma equipa numa partida como
quase nulo. Cantos, livres e defesas do guarda-redes podem não
ser considerados "lances ofensivos" ou "oportunidades de golo"
de igual modo em todas as partes do mundo, mas... optamos por discordar.
Repetimos: não quisemos "achincalhar" ou ofender ninguém, apenas
criticar o modo injusto como a crónica foi publicada, apesar da
nossa equipa não ter realizado uma partida brilhante. Repetimos
também que nem referimos nomes para não parecer que estávamos a
"perseguir" alguém. O "chegar atrasado" era obviamente irónico,
principalmente porque nos referimos também ao comentário do segundo
tempo. Ou melhor, nem nos referimos.
Contudo, por nossa parte no passa nada, a liga nem está empezada
ainda. Não andamos nisto para fazer inimigos, e muito menos na
imprensa. Isso são tácticas doutras geografias. Aqui a malta
quer é rir. Como dissemos atrás, da nossa parte esta "quase-mini-polémica"
na realidade não passa de uma divergência de opiniões. A nossa
é a nossa, não a podemos (nem conseguimos) mudar por uma questão de honestidade.
Não está em causa nada do que legitimamente nos escreveu na sua
mensagem. E repetimos: não quisemos
nem queremos ofender ninguém, que fique bem claro. Apenas colocar o dedo na ferida em questões
de... opinião.
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Uma conversa (real!) entre malta de Olhão, ontem:
"Moss atão, na foste a Portimão ontem? Tava lá o tê irmão"
"É pá na fui, fui prá ilha. Já leste o que vem no Record?"
"Já mó, na me digas nada!"
"É mó, quem lê aquilo parece que o Olhanense na jogou meme
nada..."
"Acredita, parece que só chegámos uma vez à baliza deles." |
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