[ 01 de Agosto de 2004 ]


I  PORTIMÃO  CUP

FINAL:
MK DONS, 1 - OLHANENSE, 1  (4-3 por G.P.)

Estádio do Portimonense SC (21h30)
Árbitro: António Costa

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Jorge Vidigal, Anselmo, Miguel, Colaço e Miranda; Sérgio Marquês e Alexandre; Glaedson e Ricardo Silva; Afonseca;
Jogaram ainda: Branquinho, Vasquinho, Lameirão, Vasco Matos, Livramento, Rui Loja, Edinho e Toy.
Treinador: Paulo Sérgio.

GOLOS:
1-0 por Alan Smart (16')
1-1 por Afonseca (44')

DESEMPATE POR GRANDES PENALIDADES:
3-3 após a primeira série de cinco.
Marcaram Rui Loja, Vidigal e Colaço, falharam Edinho e Toy.

Na segunda série Branquinho atirou ao lado e Julien Hornuss (MK Dons), converteu em golo, dando o troféu à sua equipa.
Num Estádio ainda com menos público que na noite anterior (o facto da equipa da casa não ter chegado à final foi preponderante), Paulo Sérgio entendeu experimentar uma táctica defensiva diferente, com três centrais. "Repetentes" da equipa titular que venceu o Portimonense foram apenas Miguel Teixeira e Jorge Vidigal na defesa e os "trincos" Sérgio Marquês e Alexandre. O brasileiro Anselmo e Hugo Colaço deram boas indicações, mas denotaram ainda alguma falta de entrosamento, tal como o lateral esquerdo Miranda. No ataque Ricardo Silva esteve em bom nível, assim como Afonseca, sempre que chamados a intervir, apesar do municiamento do algo solitário Glaedson ter sido algo deficiente na primeira parte.

As primeiras oportunidades da partida pertenceram aos rubro-negros, mas os ingleses acabariam por inaugurar o marcador na sua primeira ocasião de golo. Alan Smart concluiu de cabeça, dentro da área, já bem perto de Bruno Veríssimo, numa falha de marcação dos centrais.

Galvanizados com o golo os MK Dons tomaram conta do jogo, com um futebol directo e rápido, bem ao estilo do seu país de origem. Deste choque de estilos surtiu muita luta a meio-campo e pedaços de futebol algo confusos, tendo o ligeiro ascendente inglês sido sempre resolvido por Bruno Veríssimo. o titular da época passada rivalizou mesmo com a excelente exibição do reforço Cândido na noite anterior.

Destaque, como curiosidade, para a imensa gritaria dos atletas ingleses entre si que, num estádio quase vazio, faziam-se ouvir em alto e bom som (tal como, por vezes, as indicações de Paulo Sérgio, de lado a lado do campo), sempre que tinham o esférico em seu poder. Este facto, e o jogo em si estar pouco interessante, levou a que se fizessem ouvir as habituais e bem humoradas "bocas" das poucas dezenas de adeptos olhanenses presentes.

Com o aproximar do intervalo os rubro-negros começaram a conseguir responder com lances ofensivos e, num deles, Afonseca isolou-se em posição frontla à entrada da área, "fuzilando" autenticamente o guardião contrário.

A etapa complementar ficou marcada pela expulsão do autor de golo inglês (por agressão a Bruno Veríssimo) e pelo domínio da equipa de Paulo Sérgio, que abdicou dos três centrais e fez entrar vários jogadores (mais do que na noite anterior). Foram várias as ocasiões, assim como os pontapés de canto, mas o golo não apareceu. Destaque ainda para um livre perigosíssimo de Jorge Vidigal, a fazer lembrar o golo frente ao Portimonense cerca de vinte e quatro horas antes.

Com o empate no tempo regulamentar o troféu teve de ser decidido na marcação de grandes penalidades. A primeira serie ficou 3-3, com destaque para que os dois golos não apontados pelo MK Dons terem sido defendidos por Bruno Veríssimo.

Na primeira grande penalidade da segunda serie Branquinho falhou logo a primeira, atirando forte mas ao lado. De seguida o francês Julien Hornuss concretizou o seu "penalty", valendo o troféu para o MK Dons, curiosamente a única equipa de um terceiro escalão do seu país. Todos os outros participantes pertencem à segunda divisão.
Contámos quatro adeptos ingleses na bancada a aplaudir o golo dos MK Dons, o que prova que esta certamente não foi a melhor escolha em termos de equipa inglesa. É que, se o "antigo" Wimbledon já era mais conhecido pelas loucuras dos seus jogadores (o "crazy gang" liderado pelo mítico Vinnie Jones, hoje estrela de cinema) do que propriamente pelos números da sua massa adepta, estes novos Dons são uma equipa ainda mais impopular.

Nos tempos de Premier League o Wimbledon FC era mesmo a equipa com menos assistência, chegando a falar-se de uma mudança do clube para a Irlanda, para tentar alterar essa situação. Tal nunca chegou a suceder, mas na época passada o clube deparou-se com uma grave crise financeira e, associado ao negócio que o salvou da extinção, esteve a mudança geográfica de Wimbledon (zona de Londres mais conhecida pelo evento de ténis do que pela equipa de futebol) para Milton Keynes, a mais de 100Km de distância. Descontentes, alguns adeptos fundaram o AFC Wimbledon, que começou a competir nos escalões amadores. Em Junho passado a Federação inglesa obrigou o Wimbledon FC a deixar de usar um nome que geograficamente não lhe pertencia, passando para Milton Keynes Dons.

Se o Recreativo de Huelva foi uma escolha quase que lógica, dado o número de turistas ingleses que se pode observar na Praia da Rocha, cada qual com a camisola do seu clube (dos mais variados escalões...) acreditamos sinceramente que o MK Dons foi a pior escolha possível em termos de atrair público. 
 

JOGO DE APURAMENTO PARA O TERCEIRO CLASSIFICADO:
PORTIMONENSE, 2 - RECREATIVO DE HUELVA, 4

Estádio do Portimonense SC (17h30)

GOLOS:

0-1 por Calle (10')
0-2 por Uche (17')
0-3 por Cheli (30')
0-4 por Angel (36')
1-4 por Paulinho (68')
2-4 por Morgado (90')
 






 

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