[ 12 de Maio de 2004 ]

in O JOGO, 12/05/2004, por Manuel Luís

MANTER A TRADIÇÃO DOS IRMÃOS VIDIGAL

Alinha pelo Olhanense o mais novo dos quatro irmãos Vidigal que ainda jogam futebol. Foi dos elementos da equipa em maior evidência ao longo da época, acabando por ser preponderante na subida à Liga de Honra.

Jorge Vidigal sabe que "vai ser muito difícil superar o irmão Luís", que jogou no Sporting e que actualmente se encontra ao serviço dos italianos do Nápoles, mas, seja como for, o raçudo lateral-direito não desiste, pois tem consciência de que o futuro poderá ser risonho caso o seu esforço seja reconhecido. "Continuando a trabalhar como tenho feito até agora, poderei
chegar onde o meu irmão já chegou", salientou.

Para isso mesmo poderá contribuir o facto de o defesa terminar o seu vínculo com o emblema algarvio no final desta temporada e de ainda não ter sido abordado para renovar. Neste momento, para Vidigal, "todas as hipóteses são viáveis, passem elas por continuar ou sair de Olhão", apesar de reconhecer que "o Olhanense possui um plantel valoroso, trabalhador e humilde, que mereceu a subida de divisão". Apesar de deixar abertas as portas de saída do
clube algarvio, Vidigal garante no entanto que não tem quaisquer contactos nesse sentido.

Em conclusão, e profetizando as possibilidades do Olhanense se manter na Liga de Honra, o lateral não tem dúvidas: "Se o Olhanense conseguir mais ajudas, já que matéria humana e infra-estruturas não lhe faltam, terá todas as condições para se aguentar e fazer boa figura na próxima época."

in O JOGO, 12/05/2004, por Manuel Luís

REGRESSAR À SUPERLIGA EM TRÊS ANOS
O Sporting Clube Olhanense, principal emblema desportivo da cidade piscatória algarvia, regressou no último domingo à Liga de Honra, 14 anos depois da sua única participação (1990/91) na então II Divisão de Honra.

Imortalizada pelo cantor Zeca Afonso como "Vila da Restauração" - e mesmo sem poder contar com as ajudas financeiras da desaparecida indústria conserveira que durante décadas marcou a cidade cubista -, Olhão conseguiu deixar vincada na história mais uma subida de divisão. Um feito - como disse a O JOGO Isidoro Sousa, chefe do departamento de futebol dos "leões" de
Olhão - "só possível graças ao valor e humildade de todo um plantel, mas também às grandes ajudas da autarquia e dirigentes ou empresários do clube e da cidade, como José Damásio".

Para o responsável pelo futebol do Olhanense, aliás, "mais do que nunca é necessário arregaçar as mangas desde já, para preparar a próxima época e continuar a unir esforços entre as forças vivas de Olhão". O objectivo é agora despertar o emblema algarvio de uma certa letargia para tentar um regresso aos "velhos tempos", quando o Olhanense se sagrou campeão nacional na época de 1923/24 e disputou as então chamadas II Divisão de Honra (uma vez) e I Divisão (15 vezes).

"Só assim será possível ao Olhanense atingir uma meta a que há muito se propõe", diz Isidoro Sousa. Essa meta passa por regressar em breve à SuperLiga, mas com cautelas: "Só daqui por três anos, e sem loucuras financeiras, mantendo o técnico e a maioria do actual plantel, reforçado, no máximo, com seis jogadores."

in O JOGO, 12/05/2004, por Manuel Luís

BRUNO VERÍSSIMO EXALTA TRABALHO DE EQUIPA
Muito do mérito na promoção do Olhanense à Liga de Honra fica a dever-se à segurança e valia do guardião Bruno Veríssimo, que chegou a estar 802 minutos sem sofrer golos, entre a 8ª e a 17ª jornadas.

"É sempre um prazer quando essas situações nos acontecem, mas o feito não é só meu, devo-o a todo um trabalho de equipa e é claro que gostava de repetir mais vezes o feito", começou por reconhecer, em tom humilde.

Para Bruno Veríssimo, a promoção alcançada este ano resulta dum trabalho conjunto de todos os elementos que fazem parte da vida do clube. "A nossa subida de divisão deve-se à valia e a muito trabalho dos jogadores, equipa técnica e Direcção. Depois, no campo, as pessoas acabam por ver o fruto do muito trabalho e da união existente no Olhanense", sublinhou o guarda-redes.

Sem esquecer que representa "um clube com um historial desportivo e associativo enorme", o guardião não esconde que "o Olhanense merece estar na Liga de Honra ou na SuperLiga".

Com a mesma frontalidade, o titular dos algarvios (27 anos) assume os seus objectivos para o futuro, apesar de ainda ter mais um ano de contrato com o clube. "Terei todo o prazer de continuar no Olhanense na Liga de Honra, pois gosto muito do clube e da cidade, mas quero trabalhar sempre mais e melhor para atingir outros voos, talvez na SuperLiga", concluiu."

in O JOGO, 12/05/2004, por Manuel Luís

FARENSE PODE FORNECER JOGADORES
No Estádio José Arcanjo, as negociações para preparar a próxima época continuam a bom ritmo. Mas apesar de tudo estar no segredo dos dirigentes, O JOGO sabe que o técnico Paulo Sérgio já tem em vista alguns jogadores de clubes vizinhos. Neste sentido, o Farense poderá ser um dos "fornecedores" da equipa da cidade da Restauração, tendo em vista o difícil campeonato da Liga de Honra.

O Olhanense não pretende gastar mais de 400 mil euros com o futebol profissional na próxima época, estando o treinador algarvio igualmente atento às listas de dispensas de alguns clubes das zonas centro e norte do país, pois foi aí que Paulo Sérgio alinhou como jogador.
 

     
     
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