Jogo-treino disputado com grande dureza por parte de um
adversário que se reforçou bastante para a sua participação no
terceiro escalão (Besirovic foi a mais recente contratação) e que poderia mesmo ter saído vitorioso do
José Arcanjo, o que a acontecer seria com alguma sorte, dado o
domínio rubro-negro.
A equipa de Paulo Sérgio, apesar de ter realizado uma exibição
algo apagada, dominou no primeiro tempo, e só não marcou porque
Vidigal, Afonseca e Amaral se revelaram bastante perdulários.
Com um esquema táctico similar ao utilizada na época passada, o
Olhanense poderá ter um bom "onze", dada a boa capacidade
técnica de reforços como Calu, Glaedson e Rui Loja, substitutos
"naturais" de peças fundamentais como
Carlos Alberto, Fábio ou Romicha. A grande dúvida estará no
"banco", visto que o plantel é mais curto que a época passada e,
em termos de alternativas, muito menos rico.
Jorge Vidigal demonstra polivalência (a "trinco" na primeira
parte e a lateral direito na segunda) e "raça" como o seu irmão
que alinha em Itália, mas parece estar ainda com pouco ritmo. O grande reforço poderá
mesmo estar na
defesa, onde Miguel (agora mais experiente) poderá ser ponto de
referência de um sector algo permissivo nas duas últimas épocas.
Na segunda parte entraram Livramento (um verdadeiro
"investimento" para o nosso clube, dada a sua idade e margem de
progressão) e Edinho, que demonstrou muita vontade e
disponibilidade, mas esteve bastante azarado na concretização.
Resta saber como corresponderá à exigência de uma temporada ao
nível da 2.ª Divisão "B" este veterano que tão
boa conta deu de si quando chegou a Portugal, para o Olhanense, há mais de uma
década.
Paulo Sérgio poderá vir a apostar também noutro veterano, um jogador algo apagado na
época passada, Amaral, cuja qualidade do "toque de
bola" é indiscutível, mas que demonstra ainda alguma
insegurança, principalmente na finalização. Talvez a sua
utilidade seja mesmo maior em posições mais recuadas que a de extremo-direito
(o lugar ideal provavelmente, para o jovem Livramento, que nesta
partida actuou mais recuado).
Quanto ao jogo propriamente dito, o Beira Mar adiantou-se no
marcador numa das poucas jogadas de contra-ataque que dispôs na
etapa complementar. O Olhanense teve algumas
oportunidades para empatar, mas Edinho e Amaral não estavam,
simplesmente, nos seus dias.
O brasileiro viria, no entanto, a redimir-se na
conversão de uma grande penalidade escusada (demonstrando o modo
agressivo como os homens de Monte Gordo encararam a partida) e
estabeleceu o resultado final.
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Edinho restabeleceu o empate
O Olhanense alinhou com: Bruno Veríssimo; Paulo Renato,
Miguel, Xavier e Branquinho; Calu e Jorge Vidigal; Amaral,
Glaedson e Rui Loja; N. Afonseca;
Jogaram ainda: Tiago (g.r.), Livramento, Alberto, Caras e Edinho
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