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Jogo-treino com boa
assistência, apesar da hora e do dia, embora se esperassem mais emigrantes Ucranianos a
assistir à partida. O facto de ser dia de trabalho e a pouca publicidade fizeram com que
os principais animadores das bancadas fossem os muitos jovens da Escola Alberto Iria (que
se situa mesmo em frente ao José Arcanjo), apoiando a equipa da sua terra, e rivalizando
com os adeptos de leste, sempre que estes se manifestavam.
Na primeira parte houve um grande equilíbrio entre as duas equipas não se notando a
diferença existente, não só por ser um treino, mas talvez também por o Olhanense ter
feito actuar a sua equipa habitual, com apenas uma novidade, Alberto (ex-Farense), que
parece desempenhar funções muito similares às de Ricardo Jorge, que deixou o clube
recentemente. Poucas oportunidades de golo ditaram um justo nulo numa 1ª parte onde o
Olhanense alinhou com: Bruno Veríssimo; Emerson, Mário Artur, Lameirão e
Branquinho; Alberto e Carlos Alberto; Romicha, Rui Andrade e Fábio; Paulo Sérgio;
Na etapa complementar o Olhanense surgiu com um "onze" praticamente novo: Tiago;
Paulo Renato, Xavier (depois Hélder), Mário Artur e Eufigénia; Alberto (depois Emerson)
e Zé Maria; Amaral, Livramento (depois Guilherme Bento) e Duarte; Afonseca;
A equipa rubro-negra perdeu claramente fio de jogo, da primeira para a segunda metade,
apesar de Amaral ainda ter dado um ar da sua classe em algumas jogadas de bom recorte. O
outro reforço ex-Farense, Livramento, jogou pouco tempo (por problemas físicos?), dando
lugar a um jovem com bom estilo, Guilherme Bento, apesar de ainda algo "verde".
Hélder Rocha, o técnico-adjunto (que já na temporada passada voltou a jogar colmatando
as necessidades da equipa) ainda fez uma "perninha" ao lado de Mário Artur.
Óscar, aquele que pode ser o verdadeiro reforço do Olhanense para a segunda
"volta" (recupera de grave lesão), estava equipado mas não chegou a alinhar.
O Dínamo de Kiev marcaria o primeiro golo numa boa jogada do seu número sete, em que o
flanco esquerdo rubro-negro não está isento de culpas, e o próprio guarda-redes pareceu
mal batido. O jovem Tiago viria a redimir-se, mais tarde, defendendo uma grande penalidade
(a segunda da partida, que poderia ter dado um injusto 3-0 para os Ucranianos). O Dínamo
chegou ao 2-0 na marcação de um "penalty". A melhor oportunidade do Olhanense
na segunda metade esteve nos pés de Nélson Afonseca, que a desperdiçou, frente à
baliza adversária. |