OS NOVOS MAQUEIROS

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Depois do malfadado jogo com a Casa Pia, em que os forasteiros passaram a maior parte do tempo a fingir lesões quando constataram que no José Arcanjo não havia maca (implicando assim que a assistência aos atletas tivesse que ser prestada dentro das quatro linhas, forçando a paragem do jogo), na partida seguinte surgiram dois novos maqueiros.

O que é que isto tem de interessante? Bem, a curiosidade reside no facto desses dois novos maqueiros não terem o uniforme de bombeiro, até porque... não o são. Tratam-se de dois conhecidos adeptos rubro-negros que, equipados com fato-de-treino e colete a rigor, por "carolice" prestam este serviço ao clube. Aliás, estas duas figuras gozam já de uma tal popularidade entre a massa associativa, que é o verdadeiro delírio nas bancadas cada vez que entra em campo a dupla "Cavala" e "Timofte" (as alcunhas pelas
quais são conhecidos).

Através das instalações sonoras já foi até solicitado ao espectadores que "respeitassem os trabalhadores do clube", mas a verdade é que estes parecem gostar do incentivo do público e, há que dizê-lo com frontalidade, com as exibições algo cinzentas que o Olhanense tem feito ultimamente, a entrada da maca em campo acaba por ser dos momentos que mais agitação provoca ao público no José Arcanjo durante os noventa minutos, se expetuarmos quando a bola, efectivamente, entra na baliza.

Como nossa pequena homenagem ao desempenho e boa disposição desta dupla, acima deixamos uma sequência de fotos da mesma em acção, e de onde destacamos a quinta (ou a última da esquerda para a direita), onde a "linguagem gestual" da maca indicia a celebração do segundo golo (o do empate) frente ao Barreirense.



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