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37ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

OLHANENSE, 0 - OL. MOSCAVIDE, 0

14 de Maio de 2003
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: António Baptista (Portalegre)
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Paulo Renato (Amaral, 67'), Eufigénia, Mário Artur e Branquinho; José Maria e Carlos Alberto; Livramento (Rui Andrade, 56'), Fábio Felício (Afonseca, 84') e Romicha; Paulo Sérgio;
Treinador: Rui Gorriz
Suplentes Não Utilizados: Ivo (g.r.), Duarte e Alberto
Amarelos: Bruno Veríssimo (69') e Romicha (78')
OLIVAIS E MOSCAVIDE: Mauro; Miguel Ferreira, Vilela, Hugo Rodrigues e Nelson Silva; Rui Filipe (Paulo Dias, 83'), Travassos, Semiano e Serginho (André, 88'); Ricardo Silva e Catarino (Adelino, 70');
Treinador: João Santos
Amarelos: Serginho (13'), Miguel Ferreira (29') e Ricardo Silva (66')
COMENTÁRIO:
Texto e Fotos: Miguel Saial
É pena que, tal como na recepção ao líder Estoril e, curiosamente, nos dois melhores resultados em casa (se exceptuarmos a goleada ao Amora), o último jogo da época no José Arcanjo fosse jogado a uma Quarta-feira. Dado que em termos classificativos este jogo pouco decidiria, parte do público presente talvez esperasse ver Rui Gorriz lançar alguns jovens, mas não. Alinharam os habituais titulares, com o "onze" inicial a ser exactamente o mesmo da jornada anterior, em Loulé.

Pode não parecer, mas este era o único modo com que o grupo de trabalho poderia encarar este jogo: puro profissionalismo. Dada a indefinição reinante no José Arcanjo no que se refere à próxima temporada (desde os atletas à equipa técnica, passando pela estrutura directiva a aguardar eleições), Gorriz só teve que reafirmar a coerência demonstrada desde a sua chegada a Olhão. É certo que fez as óbvias alterações de cunho pessoal (este ou aquele jogador nesta ou naquela altura), mas manteve sempre o esquema-base da equipa resultante de um grupo que herdou de Vítor Urbano, e relativamente ao qual nada teve a ver com a sua formação. Sabendo que não há verdades absolutas no futebol, há que reconhecer esta abordagem como sensata e inteligente (e provavelmente foi o que lhe foi pedido pelos responsáveis rubro-negros).

De recordar ainda que os nossos vizinhos de Albufeira estão a contar com o referido tipo de postura para a última jornada do campeonato, onde defrontaremos um adversário directo do Imortal, ainda na luta pela manutenção. Foi com esse espírito de competitividade e profissionalismo que Olhanense e Olivais e Moscavide encararam a partida: no primeiro tempo houve muita luta e as oportunidades repartiram-se para os dois lados, sem que houvesse alguma que se pudesse adjectivar de flagrante. Ainda assim, destaque para a segurança de Bruno Veríssimo sempre que chamado a intervir.

A etapa complementar abriu com um rasgo individual de Livramento, que dribla vários adversários e remata para a defesa do guardião forasteiro. Pouco depois, o jovem Tavirense emprestado pelo Farense seria substituído por Rui Andrade. Até final a toada manteve-se, com muito equilíbrio e algumas oportunidades. Não tivemos oportunidade de ver em acção o mais reputado craque adversário, Simão, um jogador português que se evidenciou na Coreia mas que tarda em se afirmar no nosso país. Contudo, pudemos (re)ver em acção os outros dois atacantes lisboetas, curiosamente dois jogadores que já actuaram de rubro-negro: Catarino, até meio da época passada, que continua muito combativo, mas pouco concretizador para um número 9 (ou... 99 neste caso) e Ricardo Silva, que alinhou em Olhão há já alguns anos, na altura cedido pelo Vitória Sadino. Este último sim, bastante esclarecido, rápido e combativo, evidenciou as qualidades que o levaram um dia a representar o Boavista e a ter, novamente, equipas do escalão máximo interessadas nos seus préstimos, segundo os jornais desportivos.

O pouco público Olhanense que acorreu ao José Arcanjo não viu um jogo de "encher o olho", mas seria presenteado com as camisolas dos seus jogadores no final da partida. Algo não muito habitual ao longo das épocas em Olhão, mas que denota a empatia existente entre a massa adepta e este grupo. Ou melhor, entre o grupo protagonista do fantástico "renascimento" da época passada e mais alguns reforços.

FOTOGRAFIAS DO JOGO

Branquinho tenta escapar a um adversário Fábio conduz o esférico, sob o olhar atento dos adversários e dos maqueiros Amaral regressa à competição, apadrinhado por Júlio Favinha Amaral protegendo o esférico de um jogador forasteiro
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