35ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

OLHANENSE, 5 - AMORA, 1

04 de Maio de 2003
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Manuel Costa (AF Lisboa)
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Paulo Renato, Eufigénia, Mário Artur e Branquinho; Zé Maria e Carlos Alberto; Livramento (Alberto, 75'), Óscar (Romicha, 60') e Fábio; Paulo Sérgio (Afonseca, 86');
Treinador: Rui Gorriz
Suplentes Não Utilizados: Ivo (g.r.), Duarte, Guilherme Bento e Amaral
Amarelos: Eufigénia (26'), Carlos Alberto (39'), Branquinho (49') e Romicha (68')
AMORA: Humberto; Torres, Madeira, Miguel Gama (Hugo, 82') e Rebocho (Carlitos, 86'); Matias e Bruno Silva; Marco, Alex (Pedro Alves, 82') e Pedrinha; Onken;
Treinador: José Carvalho
Amarelos: Onken (18'), Torres (32'), Madeira (35'), Miguel Gama (57') e Rebocho (82')
Vermelho: Torres (42')
GOLOS:
1-0 por Carlos Alberto (16')
1-1 por Madeira (50')
2-1 por Livramento (53')
3-1 por Fábio (66')
4-1 por Romicha (89')
5-1 por Romicha (90')

FOTOGRAFIAS DO JOGO

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As decisões do árbitro provocaram alguma polémica Carlos Alberto inicia a jogada do segundo golo Livramento comemora o golo obtido Livramento comemora o golo com colegas (1) Livramento comemora o golo com colegas (2)

COMENTÁRIO:

No início, ou até mesmo durante quase todo o primeiro tempo, este embate entre duas equipas que chegaram a almejar a lugares cimeiros no início da temporada, parecia que iria ser (mais) um daqueles jogos de final de temporada, para "cumprir calendário", como se costuma dizer. Nada mais errado, pois na etapa complementar o Olhanense até poderia ter construído um resultado tão ou mais volumoso como a goleada obtida em 1999/2000 (sete bolas a zero) sobre este mesmo adversário, quando o treinador rubro-negro era o farense Manuel Balela (curiosamente presente no José Arcanjo para ver esta partida...).

Os primeiros quarenta e cinco minutos decorreram com ligeiro ascendente da parte rubro-negra, sempre mais atacante, que chegaria ao golo à passagem do primeiro quarto de hora. Foi na sequência de um livre marcado por Óscar, descaído sobre o lado esquerdo do ataque, junto à linha de área: a bola é chutada em direcção à baliza contrária e Carlos Alberto cabeceia "de raspão", em frente ao guardião Humberto, enganando-o. No Estádio muita gente ficou com dúvidas se o golo pertenceria a Óscar ou a Carlos Alberto, mas os festejos tudo indicaram que o autor foi mesmo o "trinco" e as fichas de jogo nos jornais também dão o golo ao número vinte seis rubro-negro. 

O Amora continuou a contra-atacar, e as suas maiores jogadas de perigo foram, na maior parte das vezes, não por ataque continuado ou bem conseguido, mas por inépcia da defensiva Olhanense, sempre muito lenta a tirar a bola do seu última reduto. Isto originou dificuldades para a baliza defendida por Bruno Veríssimo, e foi mesmo numa jogada desse tipo que José Maria cometeu grande penalidade, em boa hora defendida por Bruno Veríssimo, sempre muito sóbrio entre os postes.

Perto do intervalo um jogador forasteiro, Torres, entra com agressividade excessiva sobre Fábio Felício, e é expulso pelo árbitro (após este se informar com o seu auxiliar mais próximo da jogada), até aí, e durante quase toda a partida, algo incoerente na acção disciplinar.

Mesmo reduzida a dez unidades a equipa do Amora chegaria ao empate,
logo após o reinício da partida, num golo de livre directo à entrada da área. Foi talvez o que faltava para "espicaçar" a adormecida equipa rubro-negra, que partiria para uma agradável exibição, a nível atacante.

O golo da vantagem foi marcado apenas três minutos depois do golo do empate, da autoria do jovem extremo Livramento, num bom remate aproveitando um ressalto, em jogada conduzida por Carlos Alberto. Pouco depois surgiria o terceiro golo, que foi um regalo para os apreciadores de bom futebol: Fábio livra-se de um adversário junto à bandeirola de canto no lado direito do ataque, seguindo com o esférico controlado junto à linha de fundo. De seguida simula o cruzamento, mas não o faz, e, driblando todo os adversários que lhe surgiram pela frente, conduz a bola até ao coração da área até achar a posição desejada para fuzilar o guarda-redes. Um golo de levantar qualquer estádio.

A partir daí segui-se um manancial de oportunidades desperdiçadas, Paulo Sérgio estava em dia "não" no que se refere a finalização, mas o mesmo não se aplicaria a Rui Romicha, que entrou para substituir Óscar, e marcou os dois golos que fechariam a contagem. O primeiro, finalizando quase isolado uma jogada de contra-ataque conduzida por Alberto (que entrou tarde mas bem, executando rápido), que Romicha comemorou afastando os seus companheiros, fazendo questão de demonstrar que estava a dedicar a alguém em especial na bancada. O segundo, já em período de compensação, num potente remate de fora da área, "de raiva", seguindo-se uma cópia da celebração do golo anterior.

A arbitragem esteve algo incoerente na punição disciplinar, como já havíamos referido, mas tecnicamente aceitável.

Texto e Fotos: Miguel Saial

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