34ª JORNADA
2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03
BARREIRENSE, 2 - OLHANENSE, 0 |
27
de Abril de 2003
Campo D. Manuel de Mello, no Barreiro
Árbitro: Paulo Alves (AF Leiria) |
BARREIRENSE: Paulo Silva; Farinha, João de
Deus, Rolão e Bruno Saraiva; Marco Bicho, Cris Baiano (Jorge
Cordeiro, 68') e Adriano; Edinho (Chevela, 46'), Monzelo e Pedro
Duarte (João Pedro, 88');
Treinador: José Rachão |
OLHANENSE: Ivo; Paulo Renato (Rui
Andrade, 55'), Mário Artur, Eufigénia e Branquinho; Carlos Alberto e
José Maria (Afonseca, 69'); Livramento, Fábio Felício, Óscar
(Alberto, 66'); Paulo Sérgio;
Treinador: Rui Gorriz
Amarelos: Fábio Felício (10'), Paulo Renato (50') e Carlos Alberto
(60') |
GOLOS:
1-0 por Monzelo (75')
2-0 por Pedro Duarte (88') |
COMENTÁRIO:
Por Pedro
Sousa
Numa tarde solarenga e num relvado em excelentes condições, a fazer inveja a muitos existentes na SuperLiga, o Barreirense venceu o Olhanense por 2-0. Ainda o jogo estava no primeiro minuto, e já a equipa da casa criava perigo, com um cruzamento-remate que levou a bola a embater na barra da baliza rubro-negra, ontem defendida por Ivo. Pensou-se que estava dado o mote para um jogo animado, mas a primeira parte foi enfadonha, com muita disputa a meio campo e pouca capacidade criativa de ambos os conjuntos.
O Olhanense só se acercou da baliza contrária com algum perigo nos primeiros 10 minutos, através de dois livres directos, ao passo que o Barreirense procurava ser mais objectivo, mas sem que daí adviesse real perigo para a equipa rubro-negra. A emoção apenas voltou à passagem da meia hora de jogo. Eufigénia salta em falta com um jogador da casa dentro da grande área e o avançado contrário estatela-se no relvado. O árbitro do encontro não hesita e aponta para a marca de grande penalidade. Na conversão da mesma, o jogador da casa consegue fazer o mais difícil, e remata para fora, para completa desilusão das gentes do Barreiro.
O Olhanense não se sentiu espicaçado por esse lance, e continuou a jogar na mesma toada morna. Só a 5 minutos do intervalo, mais uma vez num livre directo em zona frontal, Oscar ia inaugurando o marcador, levando a bola a embater no poste direito da baliza da casa.
Ao intervalo, Gorriz mexeu na equipa, tirando Zé Maria e colocando no seu lugar Rui Andrade, mas o cariz da partida continuava sem alteração. O Barreirense procurava acercar-se da grande área rubro-negra e o Olhanense tentava apenas controlar o jogo a meio campo, com muita troca de bola, mas sem chegar à baliza contrária.
Com um jogo deste tipo, só lances de bola parada poderiam ajudar a mexer o marcador e foi isso que aconteceu aos 75' de jogo. Livre descaído para o lado direito do ataque do Barreirense, com um cruzamento para a área, ao qual Ivo se faz defeituosamente, permitindo ao jogador da equipa da casa marcar o primeiro golo da partida. Acabava por ser um justo prémio para a única equipa que tentou chegar à vitória.
Entretanto, já Gorriz tinha substituído o esgotado Oscar (o melhor homem olhanense) por Alberto, e após o golo colocou mais uma unidade ofensiva, com a entrada de Afonseca para o lugar de Paulo Renato. Mas a verdade é que nem assim o Olhanense conseguia criar perigo, apesar dos esforços de Livramento e Fábio em tentarem empurrar a equipa rubro-negra.
A 5 minutos do fim, e mais uma vez de bola parada, o Barreirense sentenciou o jogo. Um livre directo em zona frontal, superiormente executado e sem hipótese de defesa para Ivo, colocou o placard em 2-0, resultado que não sofreria alterações até final.
Em suma, foi uma vitória justa da equipa da casa, que procurou os 3 pontos desde o primeiro minuto, perante um Olhanense, que em data festiva, que não teve arte nem engenho para dar uma prenda aos seus associados e adeptos. Sente-se que os jogadores estão claramente à espera do final da época, e quando assim é, torna-se complicado esperar outro tipo de desfecho. Arbitragem boa sem influência no resultado. |
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