31ª JORNADA
2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03
SEIXAL, 1 - OLHANENSE, 1 |
13
de Abril de 2003
Estádio do Bravo, no Seixal
Árbitro: Leonel Moreira (AF Porto) |
SEIXAL: João Paulo; Bruno Xavier, Valido,
Paulo Martins e Pina; Xarila (José Luís, 77'), Paiva, Joaquim (Ruben
Filipe, 66') e Mário Jorge (Bruno Moita, 77'); Pedro Pereira e
Abbass;
Amarelos: Xarila (30') |
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Paulo
Renato, Mário Artur, Xavier e Branquinho; Emerson (Eufigénia, 46'),
Alberto (Óscar, 62') e Zé Maria; Livramento, Paulo
Sérgio e Fábio Felício (Romicha, 71');
Treinador: Rui Gorriz
Amarelos: Emerson (43') e Xavier (90') |
GOLOS:
1-0 por Ruben Filipe (80')
1-1 por Paulo Sérgio (87') |
COMENTÁRIO:
Por Pedro Sousa
Seixal e Olhanense defrontaram-se esta
tarde no Estádio do Bravo e empataram a uma bola num mau jogo de
futebol, muito por culpa do terreno pesado e do forte vento que
soprou ao longo dos noventa minutos.
Começou o jogo com muita luta a meio campo, mas com ligeira
supremacia dos homens da casa, que tinham nesta partida uma das
últimas hipóteses de conseguir ainda sonhar com a permanência na
2ªB. A primeira parte decorreu sem oportunidades de golo para
qualquer das equipas, exceptuando dois remates seixalenses, mas sem
criarem grandes calafrios a Bruno Veríssimo. O meio campo
rubro-negro esteve muito combativo, mas sentiu-se a falta de Carlos
Alberto e, principalmente, de Rui Andrade, ambos ausentes por
castigo federativo. Somente Fábio e Livramento procuravam impor
alguma velocidade ao contra-ataque, mas sempre insuficiente para
criar alguma oportunidade de golo.
Ao intervalo Gorriz deixou Emerson nos balneários (uma exibição
muito apagada deste "trinco"), entrando para o seu lugar Eufigénia,
mas a toada do jogo manteve-se, com o Seixal a procurar acercar-se
da baliza rubro-negra, enquanto que os nossos rapazes continuavam a
manter uma atitude muito passiva. Só a espaços se soltava o
contra-ataque olhanense, mas sempre sem criar grandes problemas ao
último reduto contrário.
A partir dos 70 minutos de jogo o Olhanense começou a tomar conta
das rédeas do encontro e a acreditar que seria possível chegar ao
golo (já Gorriz tinha feito entrar Óscar e Romicha para os lugares
de Alberto e Fábio, respectivamente), no entanto a mais valia
técnica rubro-negra "chocava" com a eficácia defensiva seixalense.
Sensivelmente a 10 minutos do fim, o Seixal chega ao golo, por
intermédio de Ruben, através de um remate desferido à entrada da
área, com a bola a ressaltar numa falha de terreno à frente de
Veríssimo, traindo-o e não deixando qualquer hipótese de defesa. Foi
um rude golpe para os rubro-negros, mas acabava também por ser um
prémio para os homens da casa, uma vez que foram os únicos que
procuraram, com mais afinco, inaugurar o marcador.
A partir daí, o Olhanense carregou no "acelerador", e começou a
criar oportunidades de golo, chegando ao empate mesmo ao cair do
pano. Foi na sequência de um pontapé de canto apontado por Óscar,
onde o Guarda-Redes contrário faz-se mal ao cruzamento, e Paulo
Sérgio, sem dificuldade, limitou-se a encostar a cabeça.
Até ao final, o Olhanense controlou as operações e ainda esteve
muito perto de vencer, através de Óscar, com um remate perigoso à
entrada da área, e que levou o esférico a passar muito próximo do
poste esquerdo da baliza seixalense. Em suma, um empate que acaba
por ajustar-se ao desenrolar dos acontecimentos, apesar do maior
querer da equipa da casa, que teve pela frente um Olhanense
calculista, que jogou apenas pela certa, e que não procurou jogar
aquele futebol de ataque a que já nos acostumou. Foi um Olhanense
mais na expectativa, e onde se sentiu a falta de Rui Andrade, o
verdadeiro estratega do meio campo rubro-negro. A arbitragem não
teve qualquer influência no resultado. |
|