29ª JORNADA
2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03
CASA PIA, 0 - OLHANENSE, 1 |
23 de Março de 2003
Estádio Pina Manique, em Lisboa
Árbitro: Licínio Santos (AF Leiria) |
CASA PIA: Beto; Alfredo (Carlos André, 68'), Meireles, Colaço e Nuno; Dario, Gonçalves (Hugo Rosa, 46'), Chaves (Peixoto, 79') e Teixeira; Diogo e Furtado;
Treinador: Lívio Semedo
Amarelos: Diogo (65') |
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Emerson,
Xavier, Mário Artur (Romicha, 85') e Branquinho; Carlos Alberto e Rui Andrade;
Livramento, Óscar (Alberto, 77') e Fábio Felício; Paulo Sérgio;
Treinador: Rui Gorriz |
GOLO:
1-0 por Fábio Felício (66', de g. p.) |
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COMENTÁRIOS:
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Por Pedro Sousa
O Olhanense voltou este domingo aos triunfos fora de portas, ao
bater a equipa do Casa Pia por 1-0.
Foi um jogo sem história, tal o domínio exercido pelos rubro-negros
ao longo de toda a partida. A primeira parte decorreu sob claro
domínio olhanense, muito bem comandado pelo trio Fábio, Rui Andrade
e Óscar (que aos poucos vai regressando à forma que o notabilizou),
que se foi acercando com perigo do último reduto da equipa da casa,
onde o guardião da casa Beto se destacou com algumas defesas de boa
qualidade. Paulo Sérgio e Óscar dispuseram de duas oportunidades
claríssimas de golo, no entanto os nossos jogadores mais adiantados
teimavam em não "encontrar" o rumo da baliza. Lá atrás, Bruno
Veríssimo era um mero espectador, pois no primeiro tempo, o Casa Pia
não se aproximou uma única vez da nossa baliza.
Realce pela negativa para o árbitro da partida, que deixou passar em
claro dois lances passíveis de grande penalidade na área casapiana,
nomeadamente o segundo, a três minutos do intervalo, em que Xavier é
claramente puxado pelo defesa da casa, quando se preparava para
cabecear a bola para o fundo da baliza.
A segunda parte começou com a mesma toada rubro-negra, que não
desistia de procurar o merecido golo. Logo aos 2 minutos, Óscar
isola-se mas o remate é bem defendido pelo Guarda-Redes adversário.
As jogadas de perigo sucediam-se, e os jogadores do Casa Pia pouco
podiam fazer, perante a avalanche de futebol ofensivo rubro-negro e
assim, aos treze minutos da segunda etapa surgiu o lance que
originou o merecido golo. Na sequência de um canto largo marcado por
Oscar, a bola sobra para Paulo Sérgio que volta a colocar a bola no
centro da área, onde Livramento cabeceia, sendo o esférico cortado
com a mão pelo defesa casapiano. Livramento ainda consegue colocar a
bola dentro da baliza, mas o árbitro, muito bem, já tinha apontado
para a marca da grande penalidade (apenas ficou por mostrar o cartão
vermelho ao defesa da casa). Na conversão do castigo máximo, Fábio
Felício não perdoou e colocou justiça no marcador.
Conseguido o mais difícil, o Olhanense continuou a mandar no jogo,
perante a incapacidade do Casa Pia em criar perigo para a nossa
baliza. Entretanto, Gorriz mexia na equipa com a entrada de Alberto
para o lugar de Óscar, com o intuito de refrescar o meio campo, e
manter a tão evidente superioridade rubro-negra. Só aos 35 minutos
da segunda parte, o Casa Pia chegou com relativo perigo à baliza de
Bruno Veríssimo, mas pouco mais conseguiu do que um pontapé de canto
sem consequências de maior.
Os últimos 10 minutos foram de completo sufoco por parte dos
rubro-negros, instalados no meio campo adversário (entretanto, Fábio
cedeu o lugar a Romicha) e a criarem jogadas de ataque muito bem
delineadas, mas teimando em falhar no momento final.
Concluindo, o Olhanense atingiu uma vitória que não sofre
contestação e que apenas peca por escassa, tal a superioridade
rubro-negra ao longo da partida. Destaque para a exibição do trio
Rui Andrade, Óscar e Fábio, que foram os grandes artífices da
vitória. Rui Andrade, pela forma como controlou o meio-campo, Óscar
e Fábio pela construção de inúmeras jogadas de ataque. No Casa Pia,
destaque apenas para Beto, que com um punhado de boas defesas,
evitou males maiores para a sua equipa, que mostrou qual a razão de
estar tão mal classificada.
Sobre o árbitro já foi tudo dito no comentário: deixou passar em
claro duas grandes penalidades a favor do Olhanense e não mostrou o
cartão vermelho ao jogador da casa no lance da grande penalidade. |
Por Luís
Miguel Gomes
Numa agradável tarde para a prática do futebol, o Olhanense deslocou-se ao relvado do Casa Pia e logrou um triunfo justíssimo, que apenas peca por escasso. A equipa de Olhão passeou em campo uma notória supremacia em todos os sectores, sendo que o nosso guarda-redes não efectuou qualquer intervenção digna de registo ao longo de toda a partida.
Na primeira parte, a turma de Olhão desde cedo tentou chegar ao golo, mas se é verdade que nunca almejou com perigo a baliza contrária, também nunca deu facilidades ao seu adversário, anulando os tímidos contra-ataques da equipa lisboeta logo no sector intermediário.
Mas para que o jogo chegasse empatado a zero ao intervalo, em muito contribuiu o árbitro, ao não assinalar duas grandes penalidades evidentes sobre Paulo Sérgio, sensivelmente a meio e no final dos primeiros 45 minutos.
Fica no entanto na retina deste primeiro tempo, a boa circulação de bola do Olhanense e a excelente actuação da ala esquerda da equipa rubro-negra, por acção de Fábio Felício, sempre bem auxiliado por Branquinho.
Para a segunda parte, o Olhanense entrou de novo à procura do golo, que poderia ter chegado através de uma arrancada de Óscar pela esquerda, que com um belo remate permitiu uma boa defesa ao guarda-redes casapiano.
Foi então, que à passagem dos 10 minutos da segunda metade, numa jogada de insistência do ataque rubro-negro, o árbitro assinalou um penalty a punir uma mão de um defensor do Casa Pia em plena área, quando a bola se dirigia para o fundo da baliza, a remate de Livramento. Na conversão do castigo máximo, Fábio Felício, não facilitou e deu a vantagem ao Olhanense.
A equipa algarvia motivou-se com o tento e procurou o segundo golo, que por pouco não chegou após um bom remate de Óscar à entrada da área, correspondendo o guarda-redes contrário com uma bela defesa para canto. Seguidamente, por intermédio de Paulo Sérgio, os algarvios podiam ter chegado ao 2-0, o avançado do Olhanense, com uma boa rotação na área vê a bola esbarrar num defensor contrário quando esta se encaminhava para o fundo da baliza.
Quase no final da partida, também o recém entrado Romicha, podia ter dilatado o marcador ao realizar uma bela diagonal pela esquerda que culminou com um remate a passar um pouco ao lado do poste da baliza do Casa Pia.
Concluindo, é de realçar a actuação extremamente concentrada e madura desta equipa do Olhanense que
premiou as cerca de duas dezenas de adeptos que se deslocaram ao Estádio Pina Manique com uma exibição de sentido único, conseguindo uma excelente vitória. |
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