27ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

ORIENTAL, 3 - OLHANENSE, 2

16 de Março de 2003
Campo Engenheiro Carlos Salema, em Lisboa
Árbitro: Vasco Santos (AF Porto)
ORIENTAL: João; Sampaio, Tomás, Hélder e Serpa (M. Pereira, 62'); Miguel, Quaresma, Quim (Pedro, 89') e Melo; J. Mendes e Ramalho (N. Gaio, 45');
Treinador: Carlos Eduardo
Amarelos: Quim (64') e J. Mendes (88')
 
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Emerson, Mário Artur, Lameirão e Branquinho; Carlos Alberto e Rui Andrade (José Maria, 72'); , Romicha (Nélson Afonseca,57'), Óscar (Livramento, 57') e Fábio; Paulo Sérgio;
Treinador: Rui Gorriz
Amarelos:
Emerson (71') e Branquinho (85')
GOLOS:
1-0 por Melo (38')
2-0 por Quim (55')
3-0 por N. Gaio (70')
3-1 por Lameirão (88')
3-2 por Livramento (90')
COMENTÁRIO:
Por Pedro Sousa

Num jogo disputado perante algum público e num relvado em boas condições, o Olhanense perdeu mais um jogo fora de casa, desta vez frente ao Oriental. 

O jogo começou repartido a meio campo, e nos primeiros 20 minutos de jogo, nenhumas das equipas conseguiu acercar-se da baliza adversária com real perigo. No entanto, a partir desse período inicial de estudo mútuo e de muito contacto físico, o Olhanense começou a tomar conta do jogo e a gizar algumas jogadas de ataque, fruto do bom jogo de Rui Andrade e da classe e técnica de Fábio, que pôs o defesa direito orientalista com a cabeça em água. Durante este período saliência para dois remates perigosos de Fábio, bem defendidos pelo guardião adversário.
 
Quando nada o fazia prever, o Oriental chega ao golo, após uma falha clamorosa dos dois centrais rubro-negros que se desentendem, e permitem a Melo isolar-se perante Bruno Veríssimo e rematar certeiro para o primeiro golo da partida. O intervalo chegou pouco depois com um sabor muito amargo para as hostes rubro-negras. 

A segunda parte não trouxe alterações, o Olhanense continuou a controlar o jogo, mas numa jogada que parecia inofensiva, Gaio cruza do lado direito da defesa rubro-negra (onde Emerson foi um autêntico "passador" ao longo dos 90 minutos), onde perante a passividade dos nossos centrais, Quim cabeceia sem hipóteses para o guarda-redes algarvio.
 
O Olhanense não baixou os braços, mas a verdade é que continuou a desperdiçar oportunidades de golo, ao passo que o Oriental partia para venenosos contra-ataques. Foi assim que chegou ao terceiro golo, por intermédio de Gaio que aproveitou a "auto-estrada" que era o lado direito da defesa olhanense para bater mais uma vez o desamparado Bruno Veríssimo. 

Entretanto, já Gorriz tinha tentado modificar o rumo dos acontecimentos com a entrada de Livramento e Afonseca, para os lugares dos apagados Romicha e Oscar, e Zé Maria para o lugar de Rui Andrade, mas a verdade é que por uma razão ou por outra a bola teimava em não entrar.
 
Só a 5 minutos do final, e fruto do relaxamento dos jogadores da casa, o Olhanense conseguiu reduzir por Lameirão, na sequência de um livre muito bem apontado na esquerda por Fábio. Já no último minuto de compensações, Livramento aproveitou a falha de marcação na zona central da defesa do Oriental para, de pé direito, responder afirmativamente ao cruzamento de Fábio. 

Em suma, um resultado que acaba por saber a pouco, visto que o Olhanense foi a equipa que mais oportunidades de golo criou, mas não as soube aproveitar, enquanto que o Oriental, com um onze de futebol mais musculado e mais directo, soube tirar partido das gritantes fragilidades defensivas rubro-negras, para construir um resultado volumoso, só atenuado nos instantes finais. 

Na exibição olhanense realce para a exibição de Fábio, um autêntico "número dez", dotado de excelente técnica. Foram dele as melhores jogadas rubro-negras, e pena é que não consiga manter uma bitola constante ao longo dos 90 minutos, mas é dono de um pé esquerdo fabuloso. 

Livramento também entrou muito bem no jogo, dando outra alma ao flanco direito (onde Romicha esteve totalmente "ausente"), vendo coroada a sua presença em campo com o golo que marcou. 
Pela negativa, claramente a defensiva rubro-negra. Percebeu-se em Marvila porque razão já temos quarenta e cinco golos sofridos: o defesa direito (Emerson) não "existe", os centrais são demasiado lentos e têm dificuldade em acertar com as marcações aos avançados contrários, e só mesmo Branquinho consegue escapar um pouco à mediocridade geral. Desta forma, Bruno Veríssimo pouco mais pode fazer, perante as facilidades que são concedidas pelos seus colegas de sector.

 

 

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