26ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

OLHANENSE, 4 - LUSITANO VRSA, 1

09 de Março de 2003
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Nuno Mende (AF Algarve)
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Emerson, Lameirão, Mário Artur, e Branquinho; Carlos Alberto e Rui Andrade; Rui Romicha (Nélson Afonseca, 78'), Óscar (Livramento, 61') e Fábio Felício; Paulo Sérgio;
Treinador: Hélder Rocha (Rui Gorriz ainda não podia estar no "banco")
Amarelos: Carlos Alberto (70')
Suplentes Não Utilizados: Ivo (GR), Zé Maria, Alberto e Eufigénia
LUSITANO VRSA: Rogério; Esquita, Hélder, Barão e Dário; Vito; Abílio, Daniel Gomes (Pedro Estrela, 53'), Luís Lopes (Calita, 86') e Vitinha (Cabrita, 53'); Abel;
Treinador: José Évora (por impedimento de Floris Schaap)
Amarelos: Cabrita (55') e Luís Lopes (82')
GOLOS:
1-0 por Paulo Sérgio (22')
2-0 por Fábio Felício (50')
3-0 por Fábio Felício (75')
3-1 por Abel (79'), de grande penalidade
4-1 por Paulo Sérgio (80')
COMENTÁRIO:
Por Miguel Saial
No jogo de estreia de Rui Gorriz à frente da equipa (que tal como o técnico forasteiro, Floris, teve de ficar fora do "banco", ficando os respectivos adjuntos) o Olhanense venceu justamente, num jogo em que primeiro golo marcou a toada da partida.

Aos vinte e dois minutos, quando ainda não havia sido efectuado praticamente qualquer remate a qualquer uma das balizas, Paulo Sérgio (até aí bastante desastrado) marca o primeiro golo ao seu melhor estilo, de cabeça, finalizando um bom centro de Branquinho, após investida individual de Fábio pela esquerda.

Até final da primeira parte "só deu" Olhanense, que poderia mesmo ter aumentado a vantagem, novamente num remate de cabeça, desta feita de Romicha. O Lusitano só causou perigo num "chapéu" por pouco mal calculado de Abel a Bruno Veríssimo, na sequência de um bom toque de calcanhar de Luís Lopes, sem dúvida o jogador visitante mais esclarecido tecnicamente (até à entrada do olhanense Pedro Estrela, na segunda parte, que mereceu mesmo algumas palmas dos seus conterrâneos).

A segunda parte começa praticamente com o segundo golo rubro-negro, num bom remate de Fábio no "coração" da área, concluindo bom cruzamento de Carlos Alberto. Quando parecia que o resultado estava sentenciado, Fábio voltou a marcar, em jogada semelhante, mas desta vez finalizada de cabeça a centro de... Paulo Sérgio.

O Luistano reduziria através de uma grande penalidade algo forçada, porventura existente, assinalada por um árbitro que demonstrou um critério muito confuso na marcação de faltas, gerando constantemente protestos dos espectadores.

Se ainda houvesse alguma réstia de esperança nos forasteiros, a "dupla" que produziu o primeiro golo fecharia a contagem: centro largo de Branquinho, e Paulo Sérgio, já em esforço, insere o esférico pelo "buraco da agulha", desta feita com o pé direito.

Destaque para o regresso de Óscar, que apesar do pouco ritmo, demonstra já alguns pormenores do que o público de Olhão (e não só) lhe reconhece. A defesa pareceu finalmente não "tremer" (Lameirão esteve bastante bem, a defender e nos vários passes longos, e Emerson parece agora mais acostumado à posição de lateral-direito, e do outro lado, a palavra
incansável assenta que nem uma luva a Branquinho), Rui Andrade e Rui Romicha apesar de não terem estado no seu melhor revelaram grande sentido competitivo, e Fábio, esse sim, parece estar próximo dos seus melhores tempos da época passada (como comprovam os dois tentos obtidos). Em suma, uma exibição que, apesar de não de ter sido brilhante, Gorriz deve ter apreciado.

"Recortes" na comunicação social sobre este jogo:

> A BOLA

> ATLÂNTICO FM

> CORREIO DA MANHÃ
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