24ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

OLHANENSE, 0 - ESTORIL-PRAIA, 1

26 de Fevereiro de 2003
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Nélio Mendonça (AF Funchal)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Paulo Renato (Livramento, 82'), Lameirão, Mário Artur, Xavier e Branquinho; Carlos Alberto, Rui Andrade (José Maria, 72') e Fábio Felício; Paulo Sérgio (Romicha, 69') e Nélson Afonseca;
Treinador: Vítor Urbano
Amarelos: Paulo Renato (71') e Lameirão (90')

ESTORIL-PRAIA: Nuno Sampaio; Rui Duarte, Abadito, Dorival e João Pedro; Pinheiro (Vidais, 79'), Paulo Sousa, Diogo e Carlitos (Saavedra, 90'); Marcão e Marco Paulo (David, 87');
Treinador: Ulisses Morais
Amarelo: Paulo Sousa (57') 
Vermelho: Sousa (88')

GOLO:
Dorival (75')

COMENTÁRIO:
Por Pedro Marcelino
Em jogo a contar para a 24ª jornada da 2ª Divisão B Zona Sul, o Olhanense defrontou o actual (e cada vez mais) líder da classificação, o Estoril-Praia.

Apesar da partida se ter revelado bastante equilibrada, facilmente se consegue compreender o porquê do Estoril dominar a tabela classificativa. É que apesar de não possuir um futebol vistoso, recheado de talento, os "canarinhos" são sem dúvida a equipa mais coesa de toda a Zona Sul. É raro ver a defesa estorilense cometer erros, é raro ver o meio-campo falhar passes e é raro ver os avançados perdoarem em zonas mortais. De facto, uma equipa bastante equilibrada e difícil de bater.

Não se pense contudo que estes argumentos foram suficientes para atemorizar os rubro-negros. A equipa olhanense apresentou-se no relvado sem complexos, praticando um futebol de ataque (suportado no habitual esquema de jogo) e sem medo de errar. No entanto, boa vontade não chega, muito menos contra uma equipa como a do Estoril. Há que ir para lá da transpiração... Há que chegar à tão desejada inspiração. É neste ponto que o Olhanense falhou tanto hoje, como na jornada anterior. Por vezes, chega a ser gritante a falta de criatividade da equipa olhanense, esbarrando sempre no último obstáculo.

Assim, a partida desenrolou-se com normalidade, com ocasiões pontuais para um lado e para outro, sempre resolvidas quer pelos defesas, quer pelos guarda-redes (com especial destaque para Bruno Veríssimo, isento de culpa nos golos e com bom desempenho ao longo da partida). O golo do Estoril surgiu na sequência de um pontapé de canto, sendo este um lance um tanto ou quanto confuso, com a bola a saltitar na área até parar no pé do jogador forasteiro, que não se fez rogado e inaugurou o marcador. Até ao final do jogo viu-se um Olhanense lutador, mas incapaz de criar o tal lance que pudesse marcar a diferença.

Destaque mais uma vez para a claque "Mosh Side", a qual surgiu outra vez em bom número e desta feita "actuou" ao longo dos 90 minutos, chegando a levar jogadores como Zé Maria, Duarte e Bruno Veríssimo a saltar. Destaque também para a deslocação de alguns adeptos adversários.

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