21ª JORNADA
2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03
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MAFRA, 2 - OLHANENSE, 1
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09 de Fevereiro de 2003
Campo dr. Mário da Silveira, em Mafra
Árbitro: Mário Santos (AF Aveiro) |
MAFRA:
Cuca; Coelho, Tozé, Lima e Joaquim José; Lapinha,
Mauro, Alfama (Carlos Leitão, 75'), Miranda e Lapa
(Nélson, 73'); Gabriel (Didi, 89');
Treinador: Vítor Moia
Amarelos: Gabriel
(29'), Miranda (39' e 90'), Joaquim José (52')
Vermelho: Miranda (90'), por acumulação |
OLHANENSE:
Bruno Veríssimo; Emerson, Xavier, Lameirão,
e Branquinho; José Maria (Fábio,
53'),
Carlos Alberto e Rui Andrade (Amaral, 74'); Paulo
Sérgio, Nélson Afonseca e Romicha;
Treinador: Vítor Urbano
Amarelos: Paulo
Sérgio (16') e Rui Andrade (65') |
GOLOS:
1-0 por Lima (14')
2-0 por Miranda (50')
2-1 por Branquinho (52'), de grande penalidade |
COMENTÁRIO:
Por
Pedro Sousa
Em jogo realizado num terreno com
péssimas condições para a prática do futebol (com
medidas mínimas e num relvado que do qual só tinha
o nome), o Olhanense sofreu mais uma derrota, desta
feita frente ao Mafra.
Os primeiros 15 minutos decorreram
a meio campo, mas com ligeira supremacia dos homens
rubro-negros, mais dotados tecnicamente, mas com
grande dificuldade para trocarem a bola num terreno
tão mal cuidado. No entanto, e sem que nada o fizesse
prever, o Mafra consegue chegar ao golo, através
de um pontapé de canto, com largas culpas para Bruno
Veríssimo, que não foi capaz de socar a bola, indo
a mesma chegar aos pés de Lima, completamente isolado
junto ao segundo poste, que se limitou a encostar
para o fundo das redes.
O Olhanense não desaminou, e procurou novamente
tomar as rédeas do encontro, mas sem que daí adviessem
efeitos práticos, exceptuando um remate de Branquinho,
que passou rente ao poste esquerdo da baliza de
Cuca, guardião mafrense. A equipa da casa procurava
criar perigo em contra-ataque, através de lançamentos
longos, única forma de se conseguir jogar num campo
tão pequeno e mal tratado.
A segunda parte começou na mesma toada, com o Olhanense
a tentar chegar à baliza adversária, e o Mafra a
procurar criar perigo através de jogadas rápidas
e passes longos. Assim, e na sequência de mais um
pontapé de canto, a bola ressalta para a entrada
da área onde Miranda, completamente sozinho (uma
gritante falta de marcação rubro-negra), tem tempo
para preparar o remate, indo a bola anichar-se no
canto esquerdo da baliza de Bruno Veríssimo, sem
qualquer hipótese de defesa.
O Olhanense sentiu o golo, mas não
baixou os braços, e dois minutos depois tem a seu
favor uma grande penalidade muito bem assinalada
pelo árbitro, após mão na bola de Joaquim José.
Um infantilidade cometida pelo jogador mafrense,
mas à qual Branquinho não se fez rogado, aproveitando
a oportunidade para reduzir a desvantagem, e reacender
a chama da recuperação.
No entanto, até final, e apesar dos esforços dos
jogadores rubro negros (bem apoiados por umas boas
dezenas de adeptos), o resultado não sofreu alteração,
sendo ainda o Mafra a dispor da oportunidade mais
flagrante, quando Gabriel acerta no poste esquerdo
da baliza olhanense.
Concluindo: foi um jogo atípico do Olhanense, num
campo onde os nossos jogadores não tiveram a possibilidade
de pôr em prática toda a sua capacidade técnica
(claramente superior à do Mafra), e onde a equipa
da casa acaba por ser uma justa vencedora, por se
ter adaptado melhor às condições e por ter sabido
aproveitar as poucas oportunidades de golo criadas.
A arbitragem, apesar de ter sido um pouco caseira,
não teve influência no resultado final.
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