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18ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

OLIVAIS E MOSCAVIDE, 2 - OLHANENSE, 1

19 de Janeiro de 2003
Estádio Alfredo Marques Augusto, em Moscavide
Árbitro: João Roque, da AF Portalegre
OLIVAIS E MOSCAVIDE: Néné; Miguel Ferreira, Nélson Silva, Vilela e Paulo Dias; Travassos (Rui Filipe, 67'); Semeano, Serginho e Hugo Santos (Ricardo Silva, 48'); Sandro (Simão, 80') e Catarino;
Treinador: João Santos
Amarelos: Miguel Ferreira
(52'), Simão (82'), Nené (87') e Paulo Dias (88')
OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Emerson, Xavier, Lameirão, e Branquinho (Mário Artur, 87'); José Maria (Amaral, 67'), Carlos Alberto e Rui Andrade; Paulo Sérgio, Nélson Afonseca e Romicha (Fábio Felício, 46');
Treinador: Vítor Urbano
Amarelos:
Romicha (45'), Paulo Sérgio (50'), Xavier (59') e Rui Andrade (90')
GOLOS:
0-1 por Xavier (23')
1-1 por Catarino (34')
2-1 por Catarino (56')
COMENTÁRIO:
Por Pedro Sousa
O Olhanense perdeu injustamente por 2-1 nesta sua deslocação a Moscavide. Num jogo maioritariamente disputado a meio campo, com muita luta e pouca arte dos dois conjuntos, especialmente por parte da equipa da casa, o Olhanense chegou à vantagem por intermédio de Xavier, aos 23 minutos, num lance com muitas culpas para o guarda-redes adversário. Foi um golo que coloriu a até aí maior superioridade rubro-negra, dotados de maior técnica e capacidade individual, com especial incidência para Rui Romicha, que foi estranhamente substituído ao intervalo.

Contra a corrente do jogo, e num lance de bola parada, o Olivais e Moscavide alcançou o empate por Catarino (ex-Olhanense). Foi o primeiro remate à nossa baliza. Este golo teve o condão de mexer com os homens da casa, que apertaram os rubro-negros até ao final da primeira parte, mas sem criarem real perigo. Ao intervalo, Vítor Urbano colocou Fábio Felício no lugar de Romicha, que estava a ser a unidade mais eficaz na frente de ataque, e o que é certo é que durante os primeiros 10 minutos da etapa complementar Fábio pôs completamente a cabeça em água aos defesas contrários, mas sem que daí viesse mudança no marcador.

Mais uma vez, e sem que nada o prevesse, numa jogada pelo lado direito, com grande permeabilidade de Branquinho, Travassos consegue cruzar para Catarino finalizar, com grandes culpas para os defesas centrais, muito "duros de rins" e completamente distraídos, permitindo ao ex-Olhanense marcar como bem quis.

Até final, o jogo repartiu-se pelas duas balizas, tendo o Olhanense perdido uma oportunidade soberana, quando Paulo Sérgio desperdiçou uma grande penalidade muito bem assinalada pelo árbitro da partida.
Esse lance influenciou em muito a capacidade de reacção olhanense, pois até final já não foram capazes de colocar em perigo a baliza de Nené, ao passo que o Olivais e Moscavide pôde lançar alguns contra-ataques venenosos.

Em resumo, foi um jogo em que o Olhanense não teve a sorte do jogo (e talvez também pouca capacidade de sacrifício) para bater a equipa do Olivais e Moscavide, claramente mais fraca que a rubro-negra. O árbitro foi em alguns lances demasiado caseiro, principalmente por não marcar mais de meia dúzia de faltas sobre o ponta-de-lança Paulo Sérgio, mas esteve muitíssimo bem no lance da grande penalidade.
COMENTÁRIO:
Por Luís Miguel Quinta Gomes
Numa excelente tarde para a prática do futebol, com um relvado em boas condições, o Olivais e Moscavide logrou uma vitória suada mas merecida frente a um Olhanense que não se mostrou nada esclarecido no último reduto do terreno.

O jogo teve no seu início uma fase de estudo das duas equipas, pautando-se por um equilíbrio a meio do terreno, mas com uma ligeira supremacia dos homens da casa embora sem criar lances de golo iminente. Foi então que aos 23 minutos Xavier, com uma excelente elevação, marcou de cabeça na sequência de um livre marcado no lado esquerdo do ataque rubro-negro.

Face ao golo sofrido, o Olivais e Moscavide tentou responder e dispôs de algumas jogadas com perigo para a baliza de Bruno Veríssimo. Quando os homens de Olhão pareciam equilibrar de novo o jogo, o Olivais e Moscavide na cobrança de um livre na zona central do terreno chegou ao empate por intermédio de Catarino, a 11 minutos do intervalo.

Para a segunda metade, Vítor Urbano fez entrar Fábio Felício a substituir o apagado Romicha, e o Olhanense começou da melhor maneira fruto da irreverência e criatividade do nosso n.º 10, dispondo de uma excelente oportunidade para marcar através de um remate de Carlos Alberto que passou a poucos centímetros da barra.

Quando se esperava a todo o momento o golo do Olhanense, o Olivais e Moscavide adiantou-se no marcador à passagem do minuto 56, depois de um contra-ataque pela direita que findou num cruzamento para o centro da pequena área, onde surgiu Catarino que sem dificuldade empurrou a bola para o fundo das malhas da baliza do desamparado Bruno Veríssimo.

Eis que o nosso treinador, na necessidade de jogar a toda a largura do terreno fez entrar Amaral para refrescar a ala direita, e o Olhanense acercou-se da área do Olivais e Moscavide sendo que na hora da finalização os nossos dianteiros nunca tiveram o esclarecimento necessário. Foi num desses lances de "pressing" do Olhanense que surgiu uma grande penalidade que poderia ditar a viragem do jogo. Quando Fábio Felício se preparava para marcar o "penalty", Paulo Sérgio (como que para se redimir do fraco jogo que fez) pediu ao jovem nº 10 para ser ele a fazê-lo, mas, com um remate fraco e ao lado, acabou por desperdiçar esta soberana ocasião de golo.

A partir deste momento até ao fim do jogo, o Olhanense não se encontrou mais, acusando de certa forma a grande penalidade falhada, sendo mesmo o Olivais e Moscavide a equipa que poderia ter dilatado o resultado.

 

 

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