14ª JORNADA
2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03
CAMACHA, 3 - OLHANENSE, 1 |
08 de Janeiro de 2003
(na data inicialmente marcada, 22 Dezembro de 2002, o jogo foi adiado devido ao mau tempo)
Campo da Nogueira, na Camacha (Madeira)
Árbitro: Paulo Alves, da AF Leiria |
CAMACHA: Moura; Agrela, Guido, Chinguila e Jerónimo;
Manuel (Quintas, 46'), Tiago, Bruno Abreu (Rogério, 76') e Vasco Varão (Rui César,
80'); José Paulo e Gabriel;
Treinador: João Santos
Amarelos: Manuel (44') e Tiago (69') |
OLHANENSE: Ivo; Emerson, Lameirão, Mário Artur e
Branquinho (Paulo Renato, 79'); Carlos Alberto, José Maria e Rui Andrade (Nélson
Afonseca, 72'); Romicha, Paulo Sérgio e Amaral (Adilson, 80');
Treinador: Vítor Urbano
Amarelos: Romicha (66'), Emerson (78') e Lameirão (84') |
GOLOS:
1-0 por Bruno Abreu (09')
1-1 por Carlos Alberto (50')
2-1 por Gabriel (60')
3-1 por Guido (83') |
ARTIGOS EM JORNAIS MADEIRENSES |
"DN
MADEIRA"
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"JORNAL
DA MADEIRA"
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| Foto "DN
MADEIRA" |
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Foto "JORNAL DA MADEIRA" |
Por Nélio
Gomes
TÍTULO: «Brindes algarvios facilitam a Camacha»
SUB-TÍTULO: «Na segunda metade, o Olhanense surgiu com outra disposição e,
com naturalidade, chegou à igualdade. Carlos Alberto, de cabeça, aproveitou uma falha de
marcação dos defensores locais.»
COMENTÁRIO: «Sem que possa estar em causa a justiça da formação
orientada por João Santos, não se poderá escamotear que o triunfo ontem alcançado
pelos madeirenses fica directamente ligado às fífias dos defensores contrários.
De resto, o resultado começou a ser construído logo aos nove minutos, com Bruno Abreu a
tirar partido de uma perfeito amortecimento da bola por parte de Branquinho.
Inesperadamente, com a bola à sua disposição, o médio insular apenas teve de empurrar
a bola para o fundo das redes. Este foi um tento que abalou a estrutura dos visitantes
que, nos minutos que se seguiram, poderiam ter comprometido o resultado. Festa
feita foi Emerson a deixar passar a bola sob a sua bota, com José Paulo a desperdiçar a
oferta, rematando para fora quando o mais fácil seria mesmo aumentar o marcador.
Com o decorrer dos minutos, os algarvios recompuseram-se e a metade inicial terminaria
mesmo com a bola a beijar o poste esquerdo da baliza de Moura, na sequência
de um bom remate de Romicha.
Na segunda metade, o Olhanense surgiu com outra disposição e, com naturalidade, chegou
à igualdade. Carlos Alberto, de cabeça, aproveitou uma falha de marcação dos
defensores locais.
E foi numa altura que a turma de Vítor Urbano tinha a situação controlada e ameaçava
passar para a frente dos acontecimentos que surgiu novo brinde forasteiro.
Emerson tentou fintar nas imediações da sua área, Jerónimo foi mais rápido
retirando-lhe a bola, daí surgindo um cruzamento que Gabriel, de cabeça, não
desperdiçou.
A partir daí, tudo ficou resolvido, com a Camacha a justificar, posteriormente, a
vantagem, inclusive, ampliando-a, com um tento do central Guido após um pontapé de canto
apontado por Rui César.
Ricardo Ladeira, adjunto de João Santos, não denotou dúvidas na análise dos
acontecimentos: Efectuámos um excelente jogo e a nossa vitória é justíssima. Se
o adversário cometeu erros, isso deve-se à pressão exercida pelos nossos
jogadores, considerou Ladeira. O técnico considerou ainda a vitória de muito
importante, pois numa prova como esta é decisivo vencer os jogos em casa. Não poderei
dizer se estamos, ou não, numa posição mais consentânea com o nosso valor, pois isso
é muito relativo. Todavia, sempre acrescentou: Parece-me que estamos no
caminho certo.
Leitura distinta dos madeirenses teve Vítor Urbano: Fomos a melhor equipa,
estivemos mais perto da vitória, mas de facto erros como os que aqui foram cometidos
pelos meus jogadores pagam-se muito caro. Inconformado, Urbano adiantou ainda que
oferecemos a vitória ao adversário, realçando, contudo, que a Camacha
acabou por ter mérito em aproveitar os nossos erros.» |
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Por David
Spranger
TÍTULO: «"Brindes" decidiram»
SUB-TÍTULO: «Dois monumentais erros defensivos abriram caminho a um
triunfo difícil da Camacha
Duas falhas tremendas dos defesas do Olhanense revelaram-se determinantes na vitória
obtida pela Camacha, num jogo equilibrado e que se encontrava em atraso da 14ª jornada.»
COMENTÁRIO: «Não estavam ainda cumpridos 10 minutos, quando surgiu o
primeiro disparate: Branquinho foi displicente no atraso a Ivo, oferecendo o golo a Bruno
Abreu, que, naturalmente, aproveitou. Três minutos depois, foi a vez de Emerson
escorregar e deixou José Paulo isolado, mas este deslumbrou-se e atirou para fora, quando
tinha tudo para fazer o golo.
Após este desnorte, a equipa de Vítor Urbano conseguiu assentar o jogo, revelando mesmo
uma ligeira superioridade sobre os madeirenses. No entanto, as oportunidades de golo,
apesar de raras, dividiram-se por ambas as balizas. A mais flagrante surgiu aos 43
minutos, quando Romicha atirou forte, de fora da área, ao poste esquerdo da baliza de
Moura.
O Olhanense continuou mais perigoso após o reatamento. Depois de Moura ter evitado o golo
a centro-remate de Emerson, os algarvios empataram mesmo, num cabeceamento de Carlos
Alberto, após um livre. Os visitantes mostravam-se mais esclarecidos, contudo um
monumental erro de Emerson, que perdeu a bola em zona proibida, permitiu a Jerónimo
servir Gabriel para o segundo golo da Camacha. E, para além de oferecer golos, o
Olhanense não aproveitava os "brindes" contrários, como sucedeu aos 61
minutos, quando Paulo Sérgio errou o chapéu após saída em falso de Moura.
Mais esclarecida na fase final do jogo, a Camacha foi controlando um adversário que
denotava já alguma quebra, acabando mesmo por chegar ao terceiro golo, num bom
cabeceamento de Guido.
Vitória que se aceita da equipa que menos erros cometeu. Arbitragem de bom nível.
Ladeira satisfeito, Urbano resignado
O treinador-adjunto da Camacha, Ricardo Ladeira, considerou que a sua equipa fez «um
excelente jogo e pressionou durante todo o tempo, frente a uma grande equipa»,
sublinhando que «os erros que o Olhanense cometeu foram provocados por nós e pela
pressão que os nossos jogadores fizeram». Realçando o facto de «o resultado ser
bastante justo», Ladeira considera que a sua equipa «podia ter marcado mais um golo,
embora também o Olhanense o pudesse ter feito».
Do outro lado, Vítor Urbano era um homem desalentado, mas resignado com os contornos
desta derrota. «Em alta competição os erros pagam-se muito caros», começou por dizer
o antigo treinador do União, lamentando que a sua equipa tenha «oferecido dois golos».
De resto, não obstante «a Camacha ter trabalhado muito ao longo do jogo», Urbano
considera que «a melhor em equipa em campo foi a nossa» (...)»
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