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11ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

Foto: www.diarioinsular.com

 

LUSITÂNIA, 3 - OLHANENSE, 3

01 de Dezembro de 2002
Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo
Árbitro: Pedro Maia, da AF Porto
LUSITÂNIA: Luis Miguel; Nuno Lima, Rui Manuel, Nelson e Rui Gil; Cunha, Rúben I ("cap."), (Milton, 61'), Luizinho, (Pombo, 83') e Hélder; Brito e Veredas (Neno, 67');
Treinador: Francisco Carvalho
Suplentes não utilizados: David, Rúben II e Pablo
Amarelos: Cunha (28'), Nélson (41') e Rui Manuel (45')
OLHANENSE: Ivo; Emerson, Xavier, Mário Artur ("cap."), e Eufigénia (Branquinho, 45'); Ricardo Jorge (Adilson, 45') e José Maria; Amaral, Carlos Alberto (Nelson Afonseca, 80') e Fábio Felício; Paulo Sérgio;
Treinador: Vítor Urbano
Suplentes Não Utilizados: Tiago (g.r.), Paulo Renato e Lameirão
Amarelos: Xavier Xavier (25'), Paulo Sérgio (26'), Ricardo Jorge (44'), Carlos Alberto (44'), Ivo (45'), Mário Artur (66') e Amaral (86')
GOLOS:
0-1 por Paulo Sérgio (22')
1-1 por Brito (25', de G.P.)
2-1 por Luizinho (40')
3-1 por Luizinho (83')
3-2 por Rui Manuel (93', A.G.)
3-3 por Branquinho (95')
CHAMADA NA PÁGINA DE ENTRADA DO JORNAL "DIÁRIO INSULAR":

TÍTULO: «Lusitânia Sem Olhão»

COMENTÁRIO:
«Depois de operar a reviravolta no marcador, o Lusitânia desconcentrou-se nos momentos finais, sofrendo dois golos em dois minutos. É a segunda vez consecutiva que os lusitanistas consentem que o adversário marque no período de descontos.»
ARTIGO NO JORNAL "DIÁRIO INSULAR":
(O jornalista açoreano confundiu os nomes de alguns jogadores olhanenses, "Paulo Silva" é Paulo Sérgio e "Edilson" é, obviamente, Adílson)

TÍTULO:
«Perder pontos que estavam no bolso»

COMENTÁRIO: «Depois do brilhante desempenho que o Lusitânia conseguira diante do primodivisionário Vitória de Setúbal para a Taça de Portugal, esperava-se uma galvanização colectiva na equipa de Angra. Para testar os efeitos psicológicos desse jogo, os comandados de Francisco Carvalho apanharam uma equipa da Olhanense recheada de jogadores experientes, alguns deles com passagens duradouras pela I Liga.

Do equilíbrio emergiu Hélder
Como vem sendo habitual, os lusitanistas optaram pelo esquema 4:3:3 com Brito a ser o playmaker qualificado no sentido de criar o máximo número possível de situações favoráveis para os avançados facturarem. A primeira contrariedade foi precisamente a maneira como os continentais se dispuseram em campo. Optaram por marcações individuais cerradas aos homens do miolo e do ataque, forçando muitas vezes o Lusitânia a recorrer aos passes compridos sem que estes saíssem com as medidas adequadas.
Com Ricardo Jorge mais junto dos centrais, Carlos Alberto e José Maria faziam dupla em terrenos mais avançados, prendendo Rúben I e Nélson a missões de marcação. Este simples facto desligou o fio de jogo dos terceirenses que pareciam não encontrar antídoto para o estratagema adversário.
Logo no início, saltou à vista a grande valia técnica e velocidade do extremo Fábio Felício que cada vez que embalava deixava Nuno Lima á beira de um ataque de nervos. E foi de uma incursão deste buliçoso jogador algarvio que nasceu o primeiro golo do encontro apontado de cabeça por Paulo Silva, depois de fugir sorrateiramente à marcação de Rui Manuel.
Praticando um futebol mais ligado e a vencer, o Olhanense parecia desenhar uma vitória segura. Mas passados três minutos apenas da inauguração do marcador, Luizinho rasurou o desenho ao ganhar uma grande penalidade que Brito converteu em golo.
Com as equipas empatadas, voltou-se à fórmula inicial, ou seja, ao equilíbrio, mas com o Lusitânia a subir de rendimento.
As jogadas começaram a ser feitas com cálculos mais exactos e principalmente recorrendo às alas. Com o jogo do Lusitânia a ficar mais largo, ganharam protagonismo os pontas Veredas e Hélder que passaram a ser presenças inquietantes para os laterais de Olhão. Foi, então, que Hélder, mudado para o flanco direito, abriu o livro perto do intervalo e assinou duas acções individuais que puseram os cabelos em pé aos defensores negro-rubros. A segunda delas deu, inclusive, origem ao segundo tento dos verde-brancos quando a bola rematada por Hélder foi devolvida pelo poste, permitindo a recarga vitoriosa a Luizinho.

Síndrome dos descontos
Ao intervalo, Víctor Urbano deixou nas cabinas Eufigénia e Ricardo Jorge - dois atletas de características defensivas - e colocou no seu lugar Branquinho e Edilson. No caso de Branquinho, a intenção terá sido fortalecer a oposição aos raids tanto de Hélder como de Veredas. Quanto a Edilson, chegou-se mais para junto de Paulo Silva, ficando o Olhanense a actuar com, praticamente, dois avançados-centro. Esta remodelação táctica passou pelo recuo de José Maria e a entrega a Carlos Alberto de toda a coordenação do jogo ofensivo dos algarvios.
Estas mudanças enfraqueceram os forasteiros, não porque José Maria tenha comprometido nas tarefas defensivas mas por aquilo que deixou de fazer enquanto jogador de cariz atacante.
Francisco Carvalho apercebeu-se da perda de poder do meio campo contrário e trocou Rúben I por Milton no sentido de anular Carlos Alberto, intenção que foi bem sucedida. Com o adversário partido, o Lusitânia assumiu as despesas do jogo, controlando o encontro e dando-lhe a velocidade que bem entendia. Corolário desse domínio, os lusitanistas conseguiram marcar o terceiro golo, resultado de um excelente cruzamento de Rui Gil e um cabeceamento mortífero de Luizinho.
Estávamos a sete minutos dos noventa regulamentares. Pensou-se, e com lógica, que o vencedor estava encontrado. Este pressuposto baseava-se não só na diferença no marcador mas na forma em como o Lusitânia exercia um certo ascendente.
Mas como o futebol não é uma ciência exacta, eis que surgiu o imprevisto no tempo inesperado. No terceiro dos cinco minutos suplementares dados pelo árbitro, na fase de desespero do Olhanense, Rui Manuel em lance infeliz introduziu a bola na sua própria baliza. Mas o pior ainda estava para vir. No último minuto do jogo, um livre na zona da meia lua a favor do Olhanense foi transformado em golo por Branquinho.
Um enorme desalento abateu-se sobre os atletas lusitanistas e a assistência incrédula em tamanha fatalidade.

Arbitragem
O portuense Pedro Maia foi bastante infeliz na sua actuação, com maior incidência na primeira parte. E o pior que se lhe pode apontar é que os seus principais erro tiveram influência directa no resultado final. O seu primeiro grande equívoco aconteceu no lance de que resultou a grande penalidade a favor do Lusitânia, em que Luizinho caiu na área sem que ninguém lhe tocasse.
Outro erro de bradar aos céus aconteceu na jogada que originou o tento do empate do Olhanense bem em cima do apito final. O seu assistente Sérgio Azevedo assinalou posição irregular a José Maria, mas ele ignorou a indicação do seu auxiliar; na sequência surgiu a falta que deu o livre que Branquinho transformou em golo.
2 Estrelas!»

 

 

     

 

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