10ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

 

OLHANENSE, 0 - CASA PIA, 1

17 de Novembro de 2002
Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Luís Reforço (AF Setúbal)
OLHANENSE: Ivo; Paulo Renato (Adilson, aos 70'), Xavier, Mário Artur e Branquinho; Ricardo Jorge (Paulo Sérgio, aos 45') e Carlos Alberto (Amaral, aos 70'); Rui Romicha, Rui Andrade e Fábio; Nélson Afonseca;
Treinador: Vítor Urbano
Amarelos:Fábio (58')
Vermelho: Rui Andrade (89')
CASA PIA: Beto; Rui Duarte (Teixeira, aos 63'), Calado, Meireles e Sampaio; Dário, Gonçalves, Nuno e Daniel (Furtado, aos 62', Yano, aos 87'); Colaço e Diogo;
Treinador: Lívio Semedo
Amarelos: Diogo (16' e 52'), Daniel (55'), Rui duarte (60'), Colaço (74'), Gonçalves (79'), Sampaio (87') e Yano (89')
Vermelho: Diogo (52', por acumulação)
GOLOS:
0-1 por Gonçalves (03')
COMENTÁRIO:
Num jogo em que o Olhanense teve jogar com a sua camisola alternativa para que não se confundisse com a do árbitro (!), teve o azar de ter entrado na partida praticamente a perder. Uma incrível apatia nos primeiros instantes, deixando o adversário jogar, fez com que o Casa Pia se adiantasse no marcador, através de um bom remate à entrada da área, praticamente sem oposição.

Os pupilos de Vítor Urbano não baixaram os braços, antes pelo contrário, e de seguida arrancaram para uma das melhores exibições da época, pelo menos no que se refere à primeira parte. Trocando bem (e rapidamente) o esférico, o Olhanense poderia ter dado a volta ao marcador logo nos minutos seguintes, falhando duas ou três ocasiões “escandalosas”. Talvez esse facto tenha vindo a inibir os jogadores, que continuaram a criar boas oportunidades ao longo da partida, nunca as conseguindo concretizar. No primeiro tempo toda a equipa se cotou em bom plano, e só os centrais Xavier e Mário Artur é que “complicaram” de quando em vez, facilitando um ou outro contra-ataque forasteiro.

No segundo tempo entrou mais um ponta-de-lança (Paulo Sérgio), saíndo um “trinco” (Ricardo Jorge) e, apesar de com menor discernimento e fluidez, a toada de ataque manteve-se, sendo que o Casa Pia apenas se limitou a defender e a praticar um descaradíssimo anti-jogo, simulando lesões em praticamente todas as jogadas. E como não há maca para entrar no José Arcanjo, os “gansos” descobriram um verdadeiro filão para “queimar” tempo, com a complacência do árbitro, há que dizê-lo.

As oportunidades desperdiçadas seguiam-se, mas o ritmo diminuía, e quando faltavam vinte minutos para o final Vítor Urbano apostou tudo, tirando Paulo Renato e Rui Romicha (dois dos melhores jogadores do primeiro tempo), entrando Adílson, mais um ponta-de-lança, e o experiente Amaral, que na reviravolta contra o Oriental havia sido decisivo.

Apesar de nunca ter desistido, tentando o golo até ao último minuto, o Olhanense perdeu discernimento, e a equipa acabou a jogar muito desequilibrada. Vítor Urbano apostou forte, mas podia ter acautelado alguns pormenores. Ficou com três pontas-de-lança “fixos” em campo, é certo, mas isso normalmente não é sinónimo de maior caudal atacante, principalmente se não houverem médios-ala... Com demasiados médios centrais e sem extremos, o inesgotável Branquinho “fazia” todo o corredor esquerdo e no outro lado não havia ninguém (pois além de ter saído Paulo Renato saiu também Romicha, o único homem que seria capaz de fazer o corredor todo), o que acabou por sair caro, quando Rui Andrade se viu obrigado a compensar essa ausência, cometendo uma falta desesperada para evitar o 0-2, quando um casapiano se escapava pela direita da defensiva olhanense. Obviamente foi expulso.

Do livre, aparentemente perigoso, nada resultou, até porque os forasteiros abdicaram autenticamente de tentar aumentar a vantagem, de tanto esforço que fizeram em defendê-la. No seguimento, e já no final dos míseros seis minutos de compensação naquele que poderá ter sido o jogo da época com mais interrupções, o Olhanense dispôs de uma ocasião soberana, num livre indirecto dentro da área adversária (pé em riste de um defesa do Casa Pia), concluído por Fábio Felício, um jovem muito esclarecido tecnicamente na condução de bola e no drible, é certo, mas que precisa melhorar bastante no capítulo da finalização, tantos foram os remates falhados, quer de bola corrida quer na marcação de livres.

Um jogo verdadeiramente angustiante para todos os olhanenses, pois a sua equipa apesar de não ter jogado mal, não conseguiu concretizar as inúmeras oportunidades criadas. Foi um daqueles dias em que se costuma dizer que se o jogo durasse mais duas horas, mesmo assim o Olhanense não conseguiria . Um dia “não”, que esperamos venha a ser rectificado já na próxima jornada, nos Açores, frente ao Lusitânia, um dos últimos classificados e que, relembramos, nos afastou da Taça de Portugal.
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