5ª JORNADA

2ª DIVISÃO B - ZONA SUL - 2002/03

ESTORIL-PRAIA, 3 - OLHANENSE, 3

29 de Setembro de 2002
Campo António Coimbra da Mota, na Amoreira
Árbitro: Carlos Amado, da AF Leiria

ESTORIL-PRAIA: Bruno Sampaio; Tita (Pinheiro, aos 25'), João Pedro, Dorival e Abadito; Paulo Sousa, Carlitos (Marco Paulo, aos 46') e Diogo (Luís Carlos, aos 60'); Henrique, Quinzinho e Marcão;
Treinador: Ulisses Morais
Amarelos: Henrique (16'), Paulo Sousa (48') e Diogo (60')

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Paulo Renato, Xavier, Mário Artur, Lameirão e Eufigénia; Carlos Alberto (Emerson, 82'), Ricardo Jorge e Rui Andrade; Romicha (Nelson Afonseca, aos 73') e Paulo Sérgio (Adilson, aos 73');
Treinador: V. Urbano
Suplentes Não Utilizados: Ivo (g.r.), Nuno Sousa, Duarte e Amaral

GOLOS:
0-1 por Romicha (18')
0-2 por Romicha (31')
1-2 por Marcão (51')
2-2 por Quinzinho (72')
3-2 por Quinzinho (80')
3-3 por Adilson (86')

FOTOGRAFIAS DO JOGO

Clique na imagem para aumentá-la (pedimos desculpa
pela qualidade, mas foi o que se conseguiu arranjar...
e, afinal de contas, este é um site não oficial)

Fotos: Pedro Marcelino

_sp10.gif (54 bytes)
Clique na imagem para aumentá-la Clique na imagem para aumentá-la Clique na imagem para aumentá-la Clique na imagem para aumentá-la Clique na imagem para aumentá-la
O 1º golo
olhanense
Festa do 1º
golo olhanense
O 2º golo
olhanense
Fase de jogo Fase de jogo

COMENTÁRIO:
Eis um jogo que decerto ficará na memória dos olhanenses que se deslocaram à Amoreira. A equipa de Vítor Urbano, sem ter feito especialmente por isso, poderia muito bem ter saído com uma vitória confortável, mas desaproveitou a oportunidade. Também, há que dizê-lo, muito por culpa do Estoril que, especialmente na segunda parte, nunca baixou os braços, "massacrando" a defesa rubro-negra.

Na visita ao terreno de um dos mais sérios candidatos à subida (relembremos que além da bem apetrechada equipa em campo, os homens fortes dos "canarinhos" são Manuel Damásio e José Veiga...), Vítor Urbano armou uma equipa diferente do habitual, nem o habitual 4-3-3, nem o 4-4-2 dos dois últimos jogos, mas sim um 5-3-2, com três centrais de raiz.

Durante a primeira parte, efectivamente, a estratégia resultou. O Estoril assumiu o comando do jogo, mas nunca causou perigo de maior e no contra-ataque os "rubros-negros" pareciam estar sempre à espreita, principalmente através da velocidade de Rui Romicha. Foi ele a inaugurar o marcador, concretizando quase sobre a linha de golo uma recarga a um bom remate de Carlos Alberto sobre a direita, ainda não estavam decorridos vinte minutos de jogo. Cerca de dez minutos volvidos, o ex-Operário fez o segundo golo, com um excelente remate de fora da área, após boa jogada individual. Sem fazer quase nada por isso, o Olhanense via-se com uma confortável vantagem no marcador. Até aí o Estoril pouco havia feito, apesar de lhe ter pertencido sempre o domínio do jogo, mas até ao final da segunda parte ainda dispôs de algumas oportunidades, valendo um punhado de boas intervenções de Bruno Veríssimo.

Após o intervalo tudo mudaria. O Estoril deu tudo por tudo, e Vítor Urbano demoraria a mexer na equipa. Apesar disso, parecia que a sorte e Bruno Veríssimo protegeriam a baliza olhanense, mas não logo no início os homens da casa conseguiram reduzir a vantagem, num lance em que defesa rubro-negra foi demasiado permissiva. 

Quase de seguida, o Olhanense voltou a ter a sorte do jogo do seu lado, mas desperdiçou-a. O árbitro teve a coragem de marcar uma falta dentro da área dos da casa, uma carga sobre Carlos Alberto que a maioria dos comentadores desportivos da nossa praça considerariam insuficiente para castigo máximo, mas efectivamente uma falta... é uma falta, e o penalty foi (bem) assinalado. Paulo Sérgio é que não conseguiu concretizar, rematando forte, mas por alto. O experiente avançado até aí não estava a efectuar um má partida, mas após esse lance pareceu ressentir-se animicamente.

O não concretizar desta oportunidade que poderia ter "matado" o jogo (algo injustamente para os locais, há que dizê-lo), levou a uma reacção ainda mais enérgica da equipa da casa, e seria na única falha (uma hesitação ao sair de entre os postes) de um jogo quase perfeito de Bruno Veríssimo , que os estorilistas chegariam ao empate. 

A estratégia que Vítor Urbano havia montado para a primeira parte foi interpretada na perfeição pelos jogadores, mas na Segunda parte o técnico demorou demasiado tempo a mexer na equipa, que com a entrada de cada vez mais atacantes adversários parecia cada vez mais perdida. Os três centrais pareciam confundir-se uns aos outros e os laterais ressentiam-se da ausência de médios-ala, visto que normalmente têm à sua frente Branquinho e Romicha (dois trabalhadores incansáveis), mas com a ausência do esquerdino e com Romicha como segundo ponta-de-lança, Paulo Renato e Eufigénia não conseguiam chegar para as encomendas, até porque os três centrocampistas (Rui Andrade, Ricardo Jorge e Carlos Alberto) eram todos médios-centro e apesar de terem estado em plano razoável, falharam na cobertura ás laterais.

Após o golo do empate, Vítor Urbano fez duas substituições, mas não mudou a equipa, trocando apenas os avançados: o apagado Paulo Sérgio e o esgotado Romicha por Afonseca e Adilson. Nada mudou, e o Estoril seguiu carregando, e novamente numa falha defensiva, o angolano Quinzinho aproveitou para colocar a sua equipa pela primeira vez em vantagem. Era o desespero entre os olhanenses e o delírio do público da casa (em bom número e bastante apoiante).

Após a viragem do resultado o ex-portimonense Emerson ainda se estreou ao substituir Carlos Alberto, e quando tudo parecia perdido, a sorte voltou a estar do lado do Olhanense: Rui Andrade arrancou um bom remate de fora da área, que embateu na defensiva estorilista e fez o esférico sobrar para Adilson, que sem a deixar cair, de pronto rematou à meia-volta, fazendo um "golaço" que levaria ao rubro os adeptos olhanenses presentes no António Coimbra da Mota. Do mal o menos, o Olhanense apesar de não ter "merecido" (se é que existe tal coisa no futebol...), conseguiu um empate que só não é mais saboroso porque efectivamente tivemos o pássaro na mão...

VER RECORTE COM DECLARAÇÕES DOS TÉCNICOS

VER RECORTE DE RECORD (COMENTÁRIO AO JOGO)

VER RECORTE DE A BOLA (COMENTÁRIO AO JOGO)

 

     

© 2002 - OLHANENSE.NET - Página não oficial do S.C. Olhanense