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NOME |
| SALVADOR
Carmo dos Santos |
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POSIÇÃO |
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Interior
Esquerdo |
| DATA
DE NASCIMENTO |
31/03/1920 (Portimão) |
| DATA
DE FALECIMENTO |
14/11/2007
(Faro) |
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CLUBES
(como jogador) |
| Boa Esperança (36/37) |
| Boa Esperança (37/38) |
| Boa Esperança (38/39) |
| ? (39/40) |
| Chelas
FC (40/41) |
| Chelas
FC (41/42) |
| Olhanense
(42/43) 18-10 |
| Olhanense
(43/44) 17-12 |
| Olhanense
(44/45) 10-3 |
| Olhanense
(45/46) 21-17 |
| Olhanense
(46/47) 22-8 |
| Olhanense
(47/48) 23-10 |
| Olhanense
(48/49) 17-12 |
| Olhanense
(49/50) 12-2 |
| Portugal
de Benguela (1950) |
| Portugal
de Benguela (1951) |
| (...) |
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CLUBES
(como treinador) |
| (...) |
Portugal
de Benguela
(camadas jovens nos anos 70) |
| (...) |
Olhanense
(camadas jovens) |
| (...) |
| Barreirense? (80/81) |
| (...) |
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|
Em
cima uma imagem de Salvador na selecção, e abaixo
num jogo de veteranos, com Joaquim Paulo e Fernando Cabrita
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Um
dos melhores jogadores que passaram pelo Olhanense (para alguns
adeptos o melhor), fez parte do célebre ataque com Moreira,
Joaquim Paulo, Cabrita e Palmeiro.
Essa era a alinha avançada da equipa que disputou a final
da Taça de Portugal com o Sporting, competição
onde Salvador foi o autor dos três golos no jogo da 2.ª
mão das meias -finais dessa mesma competição,
no Padinha, frente ao Vitória de Setúbal (na 1.ª
"mão" os sadinos tinham vencido por 2-0 no Bonfim).
É-lhe atribuida uma "internacionalização"
pela selecção principal contra a RFA, no segundo
livro da história do nosso clube, que está incorrecta:
desse famoso ataque rubro-negro, Cabrita foi chamado para a Selecção
principal e Salvador para a Selecção do Exército,
alinhando por essa equipa frente à RAF (Royal Air Force)
britânica, em 1946. Depois de oito temporadas ao serviço
do nosso clube, Salvador emigrou para Angola, onde jogou e treinou
o Portugal de Benguela. |
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| A
morte desta grande glória do futebol algarvio foi destaque
em comunicados do nosso clube e da AF Algarve, abaixo reproduzidos,
ambos resumindo a vida de Salvador, evocando os pontos mais altos
da sua carreira desportiva. |
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COMUNICADO DO SCO,
A 15/11/2007
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Salvador do Carmo Santos nasceu
em Portimão e faleceu ontem, com 86 anos, no Hospital Distrital
de Faro.
Salvador como era conhecido estreou-se pelos rubros-negros em
1942/43, e actualmente vivia na cidade de Olhão, cidade
que viu o seu talento até à época 1949-50,
altura em que foi para o Portugal de Benguela, em Angola. Quando
terminou a sua carreira ficou por lá até à
reforma, trabalhando na Câmara da cidade.
O ex- jogador do S. C. O. alinhou no 11 da final da Taça
de Portugal contra o SCP e foi ele que deu o acesso à final
no jogo da 2ª eliminatória da meia final com o Vit.
Setúbal marcando os 3 golos da partida, quando o Olhanense
ía com uma desvantagem de 2 golos.
O seu talento fez com que fosse chamado Selecção
das Quinas, disputando mesmo um jogo com a antiga R.F.A..
Este marco do Clube e da vida pessoal do jogador, é um
exemplo entre muitos outros momentos especiais que se passaram
na vida desta nossa antiga glória.
A seu lado no antigo Estádio Padinha jogaram por exemplo
Grazina, Cabrita, Abraão, entre muitos outros. Todos eles
fizeram deste Clube, um Clube histórico, o que poucos se
podem gabar. O cortejo fúnebre terá lugar amanhã
pelas 14h00 partindo da Igreja da Soledade.
O Sporting Clube Olhanense deixa aqui o seu voto de pesar e sentidas
condolências à família, amigos e ex-colegas. |
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COMUNICADO DA AFA,
A 15/11/2007
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Decorre amanhã em Olhão
(cerimónia religiosa na Igreja da Soledade e cortejo para
o cemitério local, a partir das 14h00) o funeral de Salvador
do Carmo Santos, antigo jogador do Olhanense, tendo feito parte
de uma das mais célebres equipas do clube, a que disputou
a final da Taça de Portugal em 44/45.
Salvador, natural de Portimão, faleceu ontem à noite
no Hospital de Faro e deixa para a memória um rasto de
talento, tendo evidenciado ao serviço do Olhanense qualidades
que fizeram dele uma das maiores figuras do futebol algarvio e
nacional do seu tempo.
Ainda jovem Salvador foi viver para Olhão e aí fez
a sua carreira de futebolista, que incluiu, na recta final, uma
passagem pelo Portugal de Benguela, em Angola, onde viveu até
atingir a idade da reforma (como funcionário da Câmara
local), voltando depois a Olhão.
Da equipa que disputou a final da Taça de Portugal em 44/45
(derrota com o Sporting, por 1-0), resta vivo apenas um elemento,
Fernando Cabrita.
A Associação de Futebol do Algarve endereça
os sentido pêsames à família enlutada e ao
Sporting Clube Olhanense. |
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