NOME

RICARDO Jorge Fernandes
Palma da SILVA

POSIÇÃO

Avançado

NATURALIDADE
Cacém
DATA DE NASCIMENTO
29/03/1977

CLUBES
(camadas jovens)

Atlético do Cacém?
(85/86 a 87/88)
SL Benfica (88/89 a 91/92)
Gin. 1.º Maio Agualva
(92/93 e 93/94)
Estoril-Praia (94/95)

CLUBES
(seniores)

Estoril-Praia (95/96) 0-0
Real Massamá (96/97) 22-8
Vitória de Setúbal (97/98) 5-0
* - até Dezembro
Olhanense (97/98) 19-5
* - a partir de Dezembro
Gil Vicente (98/99) 24-4
Boavista (99/00) 1-0
* - até Dezembro
Freamunde (99/00) 19-2
* - a partir de Dezembro
Santa Clara (00/01) 17-0
Santa Clara (01/02) 0-0
* - até Dezembro
O. Moscavide (01/02) 23-12
* - a partir de Dezembro
O. Moscavide (02/03) 37-15
O. Moscavide (03/04) 29-6
Olhanense (04/05) 27-10
Olhanense (05/06) 28-11
Olhanense (06/07) 12-1
Olhanense (07/08) 17-4
Olhanense (08/09) 1-0
* - até Dezembro
O. Moscavide (08/09) 12-2
* - a partir de Janeiro
Igreja Nova (09/10) 3-0
* - até Novembro
Atlético do Cacém (09/10)
* - a partir de Dezembro
Atlético do Cacém (10/11)
CLUBES
(como treinador)
Atlético do Cacém (11/12)
* - adjunto
Atlético do Cacém (12/13)
* - principal
 

Atacante de bons dotes técnicos e grande velocidade que passou pelo Olhanense em 97/98 (de Dezembro até ao final da época) cedido pelo Vitória de Setúbal, deixando boa imagem entre a massa associativa rubro-negra.

Seguiram-se algumas passagens por clubes de escalões superiores com algum sucesso (onde se destacam o título de campeão da Divisão de Honra pelo Gil Vicente e transferência para o Boavista), voltando depois à Zona Sul da 2.ª Divisão "B", para alinhar no Olivais e Moscavide.

Regressou a Olhão para reforçar o sector atacante quando o nosso clube regressou à Liga de Honra e foi um dos grandes destaques da equipa, sagrando-se o melhor marcador (com 10 golos), o que motivou o interesse de clubes de escalões superiores na sua contratação.

Na temporada seguinte voltou a ser o melhor marcador, melhorando a sua marca pessoal para 11 golos. Em 2006/07 passaria grande parte da temporada lesionado, só conseguindo fazer o gosto ao pé já na última jornada, apontando o golo que valeu o empate em Guimarães.

 
 
Na época 2007/08, após marcar o golo da primeira vitória em casa (fotografia acima), foi destaque num artigo no RECORD, onde falou do «enguiço quebrado» e também da grave lesão que sofreu: «O médico disse-me que aos 100 por cento não voltaria mais, mas a verdade é que cada vez me sinto melhor».

Quando parecia estar perto do seu melhor, voltou a ser perseguido pelas lesões. Destaque para que na segunda metade da temporada, já com Diamantino Miranda no comando da equipa, chegou a jogar a lateral direito, numa altura em que o técnico precisou de fazer várias adapatações devido a castigos e lesões.

Em 2008/09 começou a época como segunda opção no ataque para Jorge Costa, foi várias vezes suplente não utilizado (jogou apenas os últimos minutos dos jogos frente ao Santa Clara, na Taça da Liga, e na primeira jornada do campeonato, frente ao Estoril), e em Dezembro optou por rescindir o contrato, regressando ao Olivais e Moscavide.

Ricardo Silva terminou assim uma longa ligação ao noso clube, e decerto o que ficará na memória dos adeptos são os seus melhores momentos, nomeadamente as duas primeiras temporadas no regresso à Liga de Honra, onde foi o melhor marcador duas vezes consecutivas.
 
 
«Ricardo Silva deu os primeiros pontapés na bola nas escolinhas do Atlético Clube do Cacém, ingressou, depois, nos escalões jovens do Benfica e continuou a sua aprendizagem no Agualva e, a seguir, no Estoril.

Na época 96/97 cumpre o grande sonho de jogar na 1ª Liga ao vestir a camisola do Vit. Setubal. Tinha Ricardo 20 anos.Na altura, o técnico Manuel Fernandes apostou no talento do jogador do Real Massamá da II Divisão para competir ao mais elevado nível.Mas foi sol de pouca dura.

Com a entrada do espanhol José Barrios em substituição de Manuel Fernandes,Ricardo e dispensado. "Fui jogar para o Olhanense, na 2ª divisão B, durante meia época." Um percurso traçado entre glórias e fracassos, sonhos e desilusões, uma vida de saltimbanco, a que o futebol o obriga!? "O futebol é mesmo assim, há coisas boas e más, mas foi a vida que eu escolhi",afirmou o avançado.

Durante a sua caminhada passou ainda pelo Gil Vicente e pelo Boavista, mas a falta de regularidade, neste último, "fez-me aceitar uma proposta tentadora do Santa Clara. Logo no meu 1º ano fomos campeões da 2ª liga e o clube subiu à I Divisão. Na epoca seguinte, cinco minutos antes do plantel ser apresentado dispensaram-me. Depois de ficar 6 meses parado, em que nem treinar-me deixavam, fui emprestado para o Olivais e Moscavide e apesar de só lá ter ficado meia época fui melhor marcador da equipa com 13 golos e na época seguinte com 18 golos.Mas as coisas não correram bem e, agora só penso no Olhanense", reforçou o jogador durante o estágio em Fronteira.

Actualmente Ricardo Silva e o Olhanense têm feito uma excelente epoca e ao marcar 10 golos com 20 jornadas Ricardo demonstra ser um jogador imprescindível no ataque do Olhanense.»

 

 
 
Ricardo Silva renasce no Cacém

Avançado regressa ao clube para jogar no Distrital 25 anos depois! Depois da Champions e seis operações ao joelho ei-lo amador aos 33 anos. Verdadeira história de amor à camisola

Podem chamar-lhe paixão ou de verdadeira história de amor à camisola. Certo é que Ricardo Silva tinha um sonho que conseguiu cumprir esta época: regressar ao clube onde começou o seu percurso como futebolista... 25 anos depois.
Tinha apenas oito anos quando bem cedo ganhou o rótulo de esperança do Atlético do Cacém. Os golos, as fintas, as boas exibições despertaram o interesse do Benfica que depressa o contratou. Cumpriu a formação nos encarnados e as camisolas foram mudando de época para época. Passou por Agualva, Estoril, Real, V. Setúbal, Olhanense, Gil Vicente, Boavista, Santa Clara e Olivais e Moscavide.

Foram passagens que guarda com carinho, mas nunca deixou de acompanhar o seu Atlético. Essa a principal razão por ter aceite o convite para regressar agora ao Cacém, aos 33 anos.«É uma ligação diferente de todas as outras. Foi aqui fiz os primeiros jogos, que marquei os primeiros golos. Pensei que seria bonito terminar aqui o meu percurso. Cheguei até a recusar alguns convites para fora do País», conta o avançado, que, em quatro jogos pelo novo clube, já contabiliza um golo. O primeiro de muitos, diz: «Espero que sim. Trata-se de uma equipa renovada que trocou recentemente de treinador. Acredito que podemos fazer um bom trabalho e andar pelos primeiros lugares. O objectivo passa por subirmos novamente à III Divisão.»

Malditas lesões...
Ricardo Silva foi um dos jogadores que ajudou o Olhanense na subida à Liga. Chegou a ser peça importante na equipa algarvia, mas as lesões hipotecaram a continuidade.«Já fui operado seis vezes ao joelho esquerdo. Penso que esses problemas afectaram muito a minha evolução. Apesar de me sentir bem, em condições de jogar, os treinadores sentiam sempre receio em me colocar a jogar», afirma o reforço do Atlético do Cacém, recordando as más experiências seguintes:
«No Olivais e Moscavide também não correu bem e ainda me estão a dever dinheiro. Não foram correctos. Optei por sair e no início desta época assinei pelo Igreja Nova. Não comecei mal, mas voltei a sentir algumas dores no joelho pelo facto de jogarem em sintético. Pedi para manter a forma no Atlético do Cacém e fizeram-me o convite para ser inscrito. Não hesitei e assinei logo.»

Do armazém para o campo
A vida de Ricardo Silva é dividida agora no armazém onde trabalha e no campo do Cacém. O ritual diário não muda. Trabalha durante o dia e tem o prazer de jogar futebol ao cair da noite. Uma situação à qual, sublinha, já não está habituado.«Sinto-me bem e o mais importante é que continuo a jogar num clube que me diz muito. Quero continuar a jogar durante mais anos. Felizmente estou a sentir-me bem a todos os níveis, porque sinto que estou a ajudar a equipa. Até quando? Até as pernas aguentarem...»

Campeão das... subidas
Se o Atlético do Cacém contratou Ricardo Silva para subir à III Divisão... recrutou o homem certo. O avançado, no seu currículo, contabiliza três subidas: primeiro no Gil Vicente ao primeiro escalão, depois no Santa Clara onde se sagrou campeão da II Liga e, por fim, esteve no regresso do Olhanense à Liga principal. Momentos de festa aos quais acrescenta outro muito especial vivido no Estádio do Bessa. «Estive presente na primeira vitória do Boavista na Champions, num jogo em que vencemos o Borússia de Dortmund, por 1-0. Foi de facto um jogo que me marcou pela sua importância e porque joguei de início. Vou recordar sempre esses 90 minutos», finaliza o avançado, que agora está apenas concentrado no jogo de amanhã com o... Encarnacense.

 
     

 



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