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Um
dos melhores jogadores de sempre do noss clube, destacou-se nos
melhores períodos das décadas de trinta e de quarenta. Começa no nosso
clube aos 16 anos e ainda não conseguimos confirmar o ano de estreia na
primeira categoria, que terá sido em 1934/35, ou possivelmente até na
época anterior.
Fez
parte da equipa que conquistou o campeonato da 2.ª Liga, em 1936, cuja
linha atacante era constituída por Bengala, João Batista, Noberto
Cavém, Januário Nunes (o "Ginjão") e Francisco Palmeiro. Depois de um
desentendimento com um director rubro-negro, passa a jogar no nosso
rival Farense, onde se sagra campeão nacional da 2.ª Divisão, jogando
como avançado-centro. O seu antigo colega Ginjão também faz parte dessa
equipa, jogando na posição que outrora foi de Palmeiro, a de
extremo-esquerdo.
Joga depois em vários pontos do país, primeiro
no Sporting da Covilhã, regressa ao Olhanense mas novo desentendimento
(desta feita com o treinador) faz com que vá jogar para os alentejanos
do Moura (onde mais tarde seria treinador-jogador no final da carreira)
em 1941 vai cumprir o serviço militar em Ponta Delgada, nos Açores,
onde representa o União Micaelense.
Em 1943, quando o nosso
clube cumpria a terceira temporada no escalão principal, regressa ao
Olhanense para fazer parte de algumas das melhores equipas de sempre do
nosso clube que conseguem a melhor classificação de sempre (quarto
lugar em 1945/46) e chega à final da Taça de Portugal (em
1944/45). Palmeiro volta a ocupara posição de extremo
esquerdo, fazendo parte do temível quinteto atacante abaixo
fotografado, com Joaquim Paulo, Moreira, Cabrita e Salvador.
Em Setembro de 1949 emigra para o Brasil, sendo mais tarde
colaborador do jornal do nosso clube durante largos anos.
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