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Padrão é um nome conhecido da "alta roda" do futebol português
nas décadas de 80 e 90. Defendeu as balizas
de vários clubes e conseguiu chegar, já na parte final da
sua carreira, a um "grande", o FC Porto, onde sagrou-se
campeão nacional (não obstante a sua pouca utilização,
compreensível pelo
"reinado" de Vitor Baía).
Chegou a jogar pelo Sporting, em juniores, mas quando
atingiu a idade de senior foi cedido ao então estreante
primodivisionário Riopele (equipa de uma fábrica do Concelho de
Famalicão).
No final da época 93/94 Padrão orientou, em parceira com o hoje
conceituado José Mota (então também ainda jogador), o Paços de Ferreira
nas últimas cinco jornadas, não evitando a despromoção do escalão maior.
Com 35 anos decidiu
terminar a sua carreira futebolística e estabelecer residência e
actividade profissional no Algarve. Continuou a praticar desporto, desta feita a nível amador,
no andebol (uma modalidade que já tinha praticado enquanto jovem,
em Angola).
Apesar de continuar a jogar com as mãos, agora não
alinhava entre os postes, mas sim como "pivot".
Derivado a lesões, na época 95/96 a equipa de futebol profissional do Olhanense
viu-se privada dos seus dois guardiões mais experientes (TOZÉ,
que em Dezembro saíria para o União de Lamas, e
RUI VALENTIM), ficando apenas disponível um jovem, de seu nome
BRUNO VERÍSSIMO.
Mais tarde
Bruno viria a ser, como todos sabemos, um guardião de créditos firmados,
mas na altura era um jovem quase desconhecido. Efectivamente já demonstrava
algumas qualidades, e embora algo "verde" (fazia a sua segunda
temporada como
senior, e a primeira no Olhanense, tendo a anterior sido nos
"Distritais" pelo Ginásio de Tavira), ia dando conta do recado.
Em algumas ocasiões o Olhanense teve mesmo de chamar guardiões
dos juniores para o "banco". Mas, conciliando a função de
"pivot" no Andebol do Marítimo, Carlos Padrão acederia integrar
também o plantel do Olhanense, sendo inscrito como amador.
Na época seguinte Padrão prosseguiu a prática de Andebol na nossa cidade, ao
serviço do Marítimo, quando o clube do Largo da Feira (que jogava quase
sempre num pavilhão da Fuseta...) dava os primeiros passos
na modalidade, sendo a grande maioria dos seus atletas provenientes do
Olhanense. |