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NOME |
Luis
MIGUEL Brito
Garcia Monteiro |
| NATURALIDADE |
Lisboa
(Internacional sub-21 e AA) |
| DATA
DE NASCIMENTO |
| 04/01/1980 |
POSIÇÃO |
Lateral Direito / Médio Ala |
CLUBES
(camadas jovens) |
| Sporting CP
(89/90 a 93/94) |
FC Alverca (94/95)
* - até Dezembro
Loures (94/95)
* - a partir de Dezembro |
| Olhanense
(95/96) |
Olhanense
(96/97)
* - até Novembro
Estrela da Amadora (96/97)
* - a partir de Dezembro |
| Estrela da Amadora (97/98) |
| Estrela da Amadora (98/99) |
CLUBES
(séniores) |
Olhanense
(96/97) 0-0
* - ainda com idade de juvenil |
| (...) |
Estrela da Amadora (98/99) 4-0
* - ainda com idade de junior |
Estrela da Amadora (99/00) 28-0 |
| Benfica
(00/01) 23-1 |
Benfica
(01/02) 27-6
Benfica
B (01/02) 2-2 |
| Benfica
(02/03) 29-1 |
| Benfica
(03/04) 30-2 |
| Benfica
(04/05) 22-2 |
| Valência
- ESP
(05/06) 30-0 |
| Valência
- ESP
(06/07) 30-0 |
| Valência
- ESP
(07/08) 26-1 |
| Valência
- ESP
(08/09) 29-0 |
| Valência
- ESP
(09/10) 24-0 |
| Valência
- ESP
(10/11) 24-0 |
| Valência
- ESP
(11/12) 11-0 |
Maccabi Telavive - ISR (12/13)
* - a partir de Fevereiro |
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O lateral direito da
Selecção Nacional no Euro2004 e no Mundial2006 passou pelos juvenis
do nosso clube, na época 95/96. A passagem por Olhão não correu muito
bem desportivamente a Miguel. Apesar disso, no início da época 96/97,
quando ainda era juvenil, foi convocado pelo treinador dos seniores,
Fernando Mendes (que já o conhecia do Sporting), para o jogo da primeira
jornada da Zonal Sul contra o Juventude, em Évora. Ficou no "banco"
mas não chegou a ser utilizado. Algum tempo depois, nessa mesma temporada,
voltou para a zona de Lisboa (foi representar o Estrela da Amadora).
No clube da Reboleira destacou-se, sendo contratado pelo Benfica
logo na primeira época como sénior (estreou-se na formação principal ainda junior). Na Luz como médio-ala foi sempre
uma esperança adiada, e só a adaptação a defesa lateral direito
(uma aposta de Fernando Chalana) faz dele um valor seguro do futebol português
e internacional, quando mais tarde se transferiu para o Valência.
Abaixo pode ler uma reportagem do jornal "Record" que faz uma
retrospectiva da carreira de Miguel, então no Benfica, nas vésperas
de um encontro com o seu primeiro clube, o Sporting |
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Miguel: Era uma vez um 'anão' que se tornou grande
BENFIQUISTA FOI DISPENSADO PELO
SPORTING DEVIDO À SUA BAIXA ESTATURA
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Autor: ANTONINO
RIBEIRO (Quinta-Feira, 1 de Maio de 2003)
in http://www.record.pt/noticia.asp?id=214460&idCanal=11 |
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Tímido, triste e revoltado. Todos
aqueles que conheceram Miguel na sua adolescência não hesitam em
utilizar estes adjectivos para definir o lateral-direito do Benfica.
Se a timidez é da sua natureza, a tristeza e a revolta foram
herdadas em Alvalade depois de ter vivido momentos de grande
felicidade no Sporting. Miguel era ainda um menino quando aprendea
correr todos os dias para o estádio dos leões. A sua felicidade
resumia-se a muito pouco, a uma bola que saltitava à sua frente e
que ele tratava com muito carinho. Começou nas escolas, passou pelos
infantis e chegou aos iniciados. A vida corria-lhe de feição e
estava longe de ser, naquela altura, o rapazinho triste em que viria
a tornar-se.
O desencanto, a desilusão, a lágrima no olho vieram depois. Parece
que foi ontem, mas já aconteceu há dez anos. Com Carlos Dinis e
Manoel Miluir como treinadores, numa equipa da qual faziam parte
Simão Sabrosa e Filipe Cândido, entre outros, Miguelito, como era
então conhecido, começou a sentir o outro lado de uma glória que, no
futebol e na vida, teima em ser efémera. Pouco utilizado, Miguel
acabou por deixar Alvalade numa fase da sua vida em que ainda não
pensava no futuro, numa fase em que as memórias de suprema
felicidade ainda estavam bem presentes. Com o argumento de que media
pouco mais de metro e meio e não tinha arcaboiço para aguentar com
os mais crescidos, Miguel viveu a primeira decepção, um momento que
haveria de marcar a sua vida e moldar-lhe a personalidade.
No próximo sábado, Miguel recorda Alvalade, já o admitiu, sem
alimentar qualquer desejo de vingança. Mas no seu íntimo, o
lateral-direito dos encarnados não pode calar o sentimento de
revolta que sempre o acompanhou desde a saída do Sporting. O mesmo
sentimento que o levou a recusar um convite dos leões quando, em
1997, assinou o primeiro contrato como profissional com o Estrela da
Amadora. A proposta dos leões era superior ao que lhe oferecia o
clube da Reboleira, mas nem assim Miguel aceitou. Uma questão de
princípio. |
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As alegrias de um leão |
A imagem parece um prenúncio: Eusébio, o grande Eusébio, sorriso
estampado no rosto, cumprimenta carinhosamente o pequeno Miguelito,
o número 10 do Sporting, de uma equipa que momentos antes vencera o
Benfica num dos jogos do conceituado Torneio da Pontinha. Estávamos
em Abril de 1992, por altura da Páscoa, e Miguel, muito
envergonhado, quase nem sabia como olhar a câmara no saudoso António
Capela.
Não foram muitos os “derbies” em que Miguel participou, mas há, pelo
menos, registos de cinco. E desde logo uma constatação salta à
vista: o actual lateral-direito, na altura médio-ala, não perdeu um
único. O primeiro, sempre no escalão de infantis, teve lugar em
Fevereiro desse mesmo ano, um encontro relativo à terceira jornada
da fase final do Campeonato da Associação de Futebol de Lisboa. Como
treinadores, de um lado o falecido Osvaldo Silva; do outro Arnaldo
Teixeira. Um empate a zero foi o resultado final e Miguelito foi o
único jogador a ver um cartão amarelo, aos 17 minutos.
A diferença de golos, no final da prova, haveria de ser favorável ao
Benfica, mas uma semana depois do Sporting perder o título regional
a vingança foi servida. No campo nº 2, em Alvalade, logo na ronda
inaugural (Série F) da primeira fase da Taça Nacional de Infantis, o
árbitro Sepa Santos testemunhou uma vitória expressiva (5-0) dos
pequenos e terríveis leões – e Miguel foi o autor de um dos golos,
aos 28 minutos.
Três semanas mais tarde, na Luz (campo nº 4), o Sporting repetiu o
triunfo e garantiu a qualificação para a fase final. Os meninos de
Osvaldo Silva venceram por 2-0 e Miguel, ao marcar um golo (ver
declarações no final do jogo), aos 19 minutos, através de "um remate
seco, rasteiro e colocado", foi um dos heróis do dia.
O derradeiro encontro com os encarnados, ainda em 1992, mas em
Junho, teve como palco o Estádio Municipal da Quarteira, no Torneio
Internacional de Loulé. O Sporting venceu por 2-1, conquistando o
troféu, mas Miguelito não marcou, ao contrário do que fizera nos
dois jogos anteriores – um golo ao Huelva (5-1) e outro ao V.
Setúbal (1-1). |
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Melhor em campo numa final emotiva |
Se Miguel recuar para recordar momentos marcantes, a época de 91/92
será sempre uma referência. Pela primeira vez, o Sporting conquistou a
Taça Nacional de infantis, numa final emotiva, na Marinha Grande,
com o FC Porto. Miguel foi, nesse dia, um menino feliz, quando ainda
nem sequer imaginava o que estava para lhe acontecer. Tinaia, agora
no Alverca, marcou primeiro, aos 20", mas Miguel empatou, aos 44", e
foi eleito o melhor jogador em campo. "Quando tenho possibilidades
de rematar, procuro sempre fazer o melhor possível, como sucedeu
neste lance. Estou muito satisfeito porque o meu golo contribuiu
para anular a desvantagem da nossa equipa", afirmou Miguelito ao
jornal "Sporting".
Após um empate no final dos 60 minutos, num jogo apitado por
Lourenço Ferreira, o Sporting foi mais feliz na lotaria dos
"penalties". Mas Miguelito falhou, quando foi chamado a marcar.
"Fiquei um pouco triste quando enviei a bola à barra. Mas o destino
foi-nos favorável e alcançámos a desejada vitória", disse ainda o
pequeno.
Em Dezembro de 95, Miguel regressou a Alvalade. José Manuel Prata
lembra-se bem desse dia. "Ao intervalo, perante a perspectiva de
entrar na 2ª parte, senti que estava eufórico. E, uma vez em campo,
fez a diferença, marcando o nosso único golo (1-4)." Fernando Mendes
era na altura o treinador dos seniores dos algarvios e chegou a
chamar Miguel, ainda juvenil, para um jogo. "Conhecia-o do Sporting
e, por isso, convoquei-o para um encontro com o Juv. Évora (II
Divisão). Não passou do banco para não ficar preso ao clube. Ele
queria sair." |
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Passagem por Olhão |
Do Sporting, Miguelito passou para o Alverca. Mas a tristeza
enchia-lhe a alma e não tardou muito a mudar-se para o Loures, nessa
mesma época. Para ele, o futebol tinha perdido todo o encanto. Até
que apareceu José Manuel Prata, grande figura do Olhanense, um
sportinguista muito ligado ao futebol de formação.
"Tinha visto uma final da Taça Nacional de infantis, na Marinha
Grande, e reparei no miúdo. Como era muito amigo do Aurélio Pereira
(treinador do Sporting) perguntei-lhe, um dia mais tarde, o que era
feito do Miguelito, o tipo de jogador que, pelas suas
características, daria muito jeito ao Olhanense." Miguel aceitou: o
clube pagava os estudos, a alimentação e dava-lhe ainda um
apartamento que haveria de dividir com Afonso, um jovem que, por via
de uma lesão, abandonou bem cedo o futebol. Miguel estudava na
Escola Paulo Nogueira, naquela cidade algarvia, mas raramente ia às
aulas.
"Era um menino triste e um revoltado. Depois dos jogos, ia logo para
Lisboa. Aparecia e desaparecia com muita facilidade. Mas nunca
perdeu a humildade", recorda José Manuel Prata. |
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29 golos |
Em 91/92, o Sporting realizou 29 jogos (27 vitórias e dois empates),
marcou 219 golos e apenas sofreu cinco. Miguelito apontou 29, atrás
de Filipe Cândido, com 73, e foi o terceiro jogador mais utilizado
(1675 minutos). |
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Autor: ANTONINO
RIBEIRO (Quinta-Feira, 1 de Maio de 2003)
in http://www.record.pt/noticia.asp?id=214460&idCanal=11 |
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