[ Outubro de 2008 ]

JOSÉ FERNANDES: «FOI UMA HONRA JOGAR
NESSE CLUBE COM UM HISTORIAL INVEJÁVEL»

Como jogador José Fernandes foi um avançado formado nas camadas jovens do Portimonense que também actuou no nosso clube, na temporada 1979/80 (veja AQUI a ficha completa da sua carreira), e como técnico já orientou várias equipas da nossa região, mas está sem clube desde 2006/07 quando treinou o Imortal de Albufeira.

Nos tempos de jogador foi internacional júnior quando ao serviço do clube de Portimão, fez parte de uma geração onde pontificavam os guarda-redes Zé Beto e Justino, e os jogadores de campo Santana, Bastos Lopes, Simões, Tómas, Vitinha, Quim Vitorino, Rui Nascimento, Diamantino Miranda, Adão ou Galvanito, treinados por Peres Bandeira, que tinha como adjunto Jesualdo Ferreira. Esta selecção esteve presente no Mundial da categoria disputado no Japão.
O filho de José Fernandes, Ruben, seguiu-lhe as pegadas e apesar de não ser avançado, mas sim defesa, também foi internacional nas selecções jovens e, curiosamente, estreou-se pela equipa principal do Portimonense ainda com idade júnior na primeira jornada da época 2004/05 em... Olhão, frente ao nosso clube. Está desde a temporada passada no Varzim, e como poderá ler neste entrevista, esteve próximo de representar o Olhanense esta temporada.

Esta é uma conversa que já tinhamos agendada há algum tempo, mas agora que Olhanense e Portimonense se vão defrontar, achámos que era a altura ideal para trocar algumas impressões com o melhor marcador rubro-negro na longínqua época de 1979/80.

olhanense.net:
Depois da primeira época como sénior no Portimonense, veio para Olhão. O que o levou naquela altura a trocar de clube?
José Fernandes: O que motivou a transferência foi que nesse ano o Portimonense subiu para a 1.ª Divisão e eu vi que teria poucas hipóteses de jogar, então optei por ir para Olhão (na altura na 2.ª Divisão) e para mim foi um honra jogar nesse clube com um historial invejável.

olhanense.net: Apesar de ter sido o melhor marcador da equipa no ano em que jogou em Olhão, o nosso clube acabou por descer ao terceiro escalão. Quer recordar o que aconteceu para os nossos leitores?
José Fernandes: Nessa época existiram muitas mudanças no comando técnico (Júlio Amador, Miguel Vinueza e Hélder Pereira orientaram a equipa) e as coisas começaram a correr mal. Ainda por cima eu em Março fui chamado a cumprir serviço militar e deixei de jogar, muma altura em que eu era o melhor marcador. A situação dos resultados negativos manteve-se igual até final com grande tristeza para mim.

olhanense.net: Apesar do insucesso desportivo, guarda boas recordações de Olhão?
José Fernandes: Sim, sem dúvidas, Olhão para mim marcou o inicio de uma carreira positiva, e além disso as pessoas foram espectaculares para comigo. Destaco na altura o Sr. Júlio Favinha, e tenho outras boas recordações de Olhão e dessa massa associativa espectacular, que é bairrista a 100 por cento. um abraço para todos eles.

olhanense.net: O seu filho, Ruben Fernandes, foi formado no Portimonense e igualmente internacional nas camadas jovens, apesar de actuar numa posição distinta (defesa). Curiosamente, tal como o José Fernandes, também continuou a carreira no norte do país. Como vê essas semelhanças entre as duas carreiras?
José Fernandes: A nível de características temos algumas diferenças. Ele é esquerdino e eu não, mas no jogo aéreo somos muito parecidos. A nível de percurso e de ele ter ido jogar para o norte, aí também está a seguir as pegadas do pai e num clube com grande mística como é o Varzim, tal como o Leixões, onde eu estive. Espero que tenha sucesso.

olhanense.net: No final da época passada foi publicado na imprensa que o seu filho poderia trocar o Varzim pelo Olhanense, para reencontrar Diamantino Miranda, técnico que o orientou na Póvoa e em Portimão. Como encararia esse "cenário", o seu filho seguir os seus passos mais uma vez?
José Fernandes: Sim, essa notícia tinha a sua veracidade, só não foi consumada porque o Diamantino Miranda acabou por não ficar, e depois com o atraso na escolha do seu sucessor o Ruben optou por ficar novamente no Varzim. Mas encaro a hipótese de ele um dia jogar no Olhanense com grande satisfação e orgulho porque sei que irá estar no clube certo e que lhe dará prestigio.

olhanense.net: Depois de ter treinado várias equipas da nossa região com bons resultados, temos indicação que a última foi o Imortal de Albufeira. Neste momento pretende voltar a treinar?
José Fernandes: Sim, essa hipótese está sempre em aberto, eu vivo o futebol com grande paixao. O "bichinho" está sempre vivo, estou sempre a aguardar convites, mas nunca com o objectivo de ultrapassar colegas de profissão de forma incorreta.

olhanense.net: Tem acompanhado o Portimonense e o Olhanense esta temporada? O que pensa de cada uma das equipas?
José Fernandes: Sim, tenho visto o Portimonense nos jogos em casa e o Olhanense na televisão. O Portimonense é uma equipa muito modificada em relação à época anterior, mas penso que irá fazer um campeonato tranquilo e acima da média. O Olhanense tem uma equipa mais compacta, porque a maioria dos jogadores são do ano anterior, e com a entrada de alguns reforços penso que fez uma boa equipa, que vai andar a lutar pelos lugares de subida.

olhanense.net: Arrisca um prognóstico para o dérbi de Sábado?
José Fernandes: O prognóstico que arrisco é que o resultado final vai ser diferente do das duas últimas épocas. Um abraço a todos os leitores do vosso site.

Ademir Vieira
Como técnico do Imortal,
na época 2006/07
 
Ademir Vieira
Como jogador do nosso clube,
na época 1979/80
 

O COLEGA QUE URINOU
ATRÁS DO FISCAL DE LINHA...

Nas entrevistas que temos feito ao longo da "vida" do nosso site, pedimos sempre aos nossos entrevistados que recordem histórias curiosas ou engraçadas que se passaram na sua carreira, se possível relacionada com o Olhanense. José Fernandes recorda uma que aconteceu num jogo disputado no velho Padinha: «estava a decorrer a partida e um colega nosso, que era avançado, o Peres, teve vontade de urinar. Saíu do campo para fazer a dita necessidade... atrás do fiscal de linha! Foi uma situação insólita e a gargalhada geral!»
 
Ademir Vieira
O filho Ruben, que joga
actualmente no Varzim
   



A equipa rubro-negra de que o nosso entrevistado fez parte, no dérbi em Faro na temporada 1979/80.
Em cima: João Poeira, José Fernandes, Cirilo, Hilton, Lima e Fernando
Em baixo: João Tito, Miguel Alvarez, Neto, Moraes e Luciano Fernandes

 

 

 

 

 

 

 

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