Bruno Bodião, ou apenas Bodião como gosta de ser conhecido, é
o "capitão" de equipa da formação Júnior rubro-negra
que tão boa campanha efectuou em 2003/04, classificando-se na
segunda posição do "Distrital" e, como tal, garantindo a
presença na 2.ª Divisão "Nacional" do escalão, cuja disputa
iniciar-se-á na próxima temporada.
A um mês de cumprir 18 anos, este defesa-central de 1.86m, e que
curiosamente veste a camisola sete, é já uma forte "promessa" do futebol Algarvio,
que já representou a respectiva Selecção.
Fique agora a conhecer um pouco mais deste jogador, a quem
começámos por pedir que nos contasse um pouco da sua carreira desportiva
desde o início até hoje:
Comecei a jogar muito novo, tinha apenas
cinco anos. Fui para o Olhanense, mas após dois ou três
treinos mandaram-me embora por ser muito novo. Mas não
desmotivei
e fui para o Marítimo, onde joguei durante três anos. Depois fui
convidado por duas pessoas, os
técnicos Sales e Leonardo, para jogar no
Olhanense, aceitei, e desde aí nunca mais sai.
Que significado tem para ti ser "capitão"?
Desde os iniciados que sou "capitão".
Essencialmente penso que significa ser responsável e defender a equipa.
É o que tento ser, apesar
das coisas nem sempre correrem como queremos. Não sou
"mandão", gosto que os meus colegas dêem as suas opiniões, pois
somos um
grupo e devemos ser unidos.
Este ano fizeram uma excelente temporada. Que
razões encontras para essa excelente campanha e o que tiveram
este ano que terá faltado nos outros?
Fizemos uma época extraordinária devido à
equipa técnica que tivemos. O "mister" Herculano foi o melhor que tive
até
hoje. Na época anterior a culpa foi essencialmente dos jogadores, que
deveriam
ter se esforçado mais nos treinos e nos jogos. No fundo deveriam
ter desfrutado mais do
que estavam a fazer, pois jogar futebol é o que nós gostamos de fazer. Este ano fomos um grupo unido e forte como uma
família. Com o esforço de todos os envolvidos
(jogadores, dirigentes, técnicos, etc.) conseguimos subir
ao "Nacional".
O que achas do Olhanense como "escola de formação"?
Temos, provavelmente, a melhor do Algarve. Mas, na minha opinião, ate poderia ser
melhor, pois tem tudo a ver com as verbas disponíveis, que definem
as condições de trabalho. E essas, no nosso clube, penso que até
já são muito boas para o que temos.
Queres descrever o sentimento de ser chamado à Selecção do
Algarve?
A primeira vez que fui chamado tinha 13 ou 14 anos
e estava algo nervoso, mas também nada de
especial. Apesar de ser muito novo gostei bastante da
experiência, e recordo-me que até
vencemos o torneio em que participámos. Agora, sendo mais velho, aproveitei melhor a
experiência. Já
conhecia os colegas das outras equipas e além de termos jogado
juntos, divertirmo-nos e confraternizámos. Passámos bons tempos juntos
na Madeira, foi
espectacular. Foi nessa altura que comecei a pensar em ir um pouco mais
longe no futebol,
pois estava entre os melhores da Região.
Todos os jovens futebolistas sonham ir mais além, mas nem sempre seguem uma
carreira desportiva, optando por entrar no mercado profissional
ou
prosseguir estudos. Como vês o teu futuro nesse sentido?
Quero continuar a jogar, e existem mil e
uma razões para isso acontecer e as mesmas para
não acontecer. Tem muito a ver com sorte, mas sobretudo com
esforço, muito esforço. Se não der, já estou no 12.º ano (que pretendo
concluir
este
ano), e então tentarei continuar os estudos ou seguir uma carreira profissional
na Polícia ou no Exército. Agora resta-me esperar, para ver no que
dá.
Imagina que consegues chegar a profissional de futebol e, num
campo hipotético, qual o jogador ou jogadores com quem gostarias
de jogar, se pudesses escolher?
(Risos) Neste momento acho que gostava de jogar ao lado do Nesta do AC
Milan, isto é, dentro da posição em que actuo. É um dos jogadores que
mais admiro.
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Nome:
Bruno Rafael Reis Bodião
Naturalidade:
Olhão
Data de Nascimento:
15-05-1986
Posição:
Defesa Central
Clubes:
CD Marítimo Olhanense
SC Olhanense |
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Na época 2000/01,
em que o SCO foi
campeão de Iniciados
sem derrotas e com
apenas um empate |
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