
E N T R E V I S T A
[ Janeiro de 2004 ]
«O
OLHANENSE
DEVIA SONHAR MAIS ALTO» |
Moraes é um
daqueles Brasileiros que veio para o nosso país e acabou por
ficar. Este antigo lateral ou médio direito chegou directamente
para o Alentejo (Évora, mais concretamente) mas fez o resto da
sua carreira em clubes Algarvios. Olhanense e Farense no auge da
sua carreira (clique
AQUI para ver
a ficha completa), e depois o Campinense, Fuzeta e
Moncarapachense numa fase mais "veterana", digamos assim.
Hoje, aos 51 anos de idade, reside na nossa cidade, onde é uma
figura conhecida e querida, tal como os seus filhos. É
funcionário da DOCA PESCA, tal como vários antigos jogadores rubro-negros. Tivemos a oportunidade de fazer-lhe uma curta mas
elucidativa entrevista, onde recorda o seu passado no futebol
Português e também fala do presente (e futuro) dos dois
principais emblemas do Algarve que representou. |
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Veio para Portugal para o Juventude de Évora e chega ao
Olhanense exactamente a seguir à ultima época na 1.ª Divisão.
Recorda-se de como veio parar ao Olhanense?
Vim para o Olhanense porque na altura
conheci um jornalista do jornal "A Bola", o Sr. Pinto Correia,
que, por sua vez era também empresário, e fez-me o convite para
jogar no Olhanense.
Depois saiu para o grande rival, o Farense. Como reagiram os
seus amigos de Olhão?
No principio não reagiram muito bem devido
à grande rivalidade que existia nessa altura. Depois foram se
habituando.
Ainda vai ao futebol? Actualmente Farense e Olhanense estão na
mesma divisão, como observa o actual momento de cada um desses
clubes?
Não, já não vou. O Farense na minha
perspectiva está a pagar por muitos erros que foram cometidos,
em várias épocas em termos de gestão. O Olhanense tem continuado
regular durante épocas sucessivas, mas deveria sonhar um pouco
mais alto. Mas nesta época 2003/2004 espero que tenham sucesso e
subam de Divisão. Os seus adeptos bem o merecem.
Jogou em vários clubes, mas estabeleceu-se em Olhão. Por alguma
razão em especial?
Devido à minha família ser natural de
Olhão. Isso foi o mais importante para me estabelecer nesta
cidade.
Se tivesse tido a possibilidade, jogaria pela Selecção
Portuguesa como o Deco? Ou apenas aceitaria jogar pelo país onde
nasceu?
Gostaria mesmo era de jogar pela "minha"
Selecção Brasileira, mas se não fosse possível aceitaria, com
todo o gosto, jogar pela Selecção Portuguesa.
Qual foi o momento mais alto da sua carreira?
Foi logo após o 25 de Abril de 74. Estava
a jogar pelo Juventude e subimos de divisão. Viveram-se
grandes momentos de euforia. Para ter uma noção, no dia
seguinte foi decretado feriado na cidade de Évora.
Quer partilhar com os visitantes do nosso site alguma história
engraçada da sua carreira desportiva?
Recordo-me de estar a jogar pelo Olhanense
e ter ido jogar a Lisboa. Ficámos num centro de estágio e
encontrei lá um Brasileiro que tinha vindo para Portugal jogar
futebol, mas como não conseguiu clube, o empresário colocou-o no
Atlético a jogar basquetebol. Foi uma das histórias que nunca mais
esqueci.

Uma
equipa do Olhanense com Moraes no "onze"
titular.
(É o segundo em baixo, a contar da esquerda) |
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Alinhando
de rubro-negro, frente ao Farense,
clube que também viria a representar.
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Com
a camisola do Juventude de Évora,
o seu primeiro clube em Portugal

No
Campinense de Loulé, na parte
final da sua carreira. Alinhou
ainda pelo Fuzeta e pelo Moncarapachense.
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