2000/2001

Notícias relevantes sobre o clube durante a época
(in
RECORD 14.08.2000)

AO EXTREMO SURGIU POUCO EM JOGO, MAS UM «RAID» BASTOU
Marco Nuno faz golo da vitória frente ao Olhanense
Um árbitro já reformado (!) dirigiu o encontro e pediu ao treinador do Farense para retirar Rubio do campo, depois de uma entrada sobre Tonanha. Mas Pitico, autor de uma agressão, ficou estranhamente em jogo
Rivais de outros tempos, Olhanense e Farense proporcionaram domingo um espectáculo enfadonho, com poucos motivos de interesse. A turma liderada por Manuel Balela já havia ensaiado em Sevilha a estratégia a utilizar frente ao Sporting, na primeira jornada do campeonato, e o ensaio com a formação de Olhão serviu essencialmente para rodar todos os elementos do plantel. Por outro lado, refira-se, o conjunto da casa, sem ter as soluções da temporada anterior, revelou enormes insuficiências.

Neste quadro, com o Farense a não acelerar muito, a partida decorreu sempre a baixo ritmo – em parte devido ao forte calor – e só os ”raids” de Marco Nuno quebraram a monotonia instalada.

O extremo surgiu pouco em jogo mas acabou por revelar-se decisivo, ao oferecer o único golo da tarde a Carlos Costa, depois de uma ”escapada” pela direita. Minutos depois, Marco Nuno engrenou de novo a ”quinta”, mas, desta feita, Besirovic (que já havia desperdiçado uma outra oportunidade) atirou à figura do guarda-redes Rogério.

Até então, apenas um remate torto de Gervino e um cabeceamento de Fernando Porto (desviado por Alemão sobre a linha) haviam provocado algum “frisson”, com o Farense a mostrar segurança na retaguarda e boa organização a meio campo, faltando poder de fogo na frente.

Isto porque Carlos Costa, a exemplo do que aconteceu em Sevilha, actuou a ponta-de-lança e até deu boa conta do recado (marcou o único golo da partida, através de um desvio fácil junto à baliza), mas foi, seguramente, uma solução de recurso. Recorde-se que o marroquino Hassan e Fernando de los Rios estão a recuperar de lesões, enquanto Zegarra só chega hoje ao Algarve para se juntar ao plantel

DESINTERESSE AUMENTA

Na segunda parte, o jogo foi ainda mais desinteressante, face às inúmeras substituições operadas pelos treinadores, e além disso o árbitro, já reformado (não tinha emblema e, possivelmente, pelo que se assistiu, não levou cartões...), quis ser protagonista.

Exemplo disso é um lance ocorrido aos 68 minutos: na sequência de uma entrada ríspida de Rubio sobre Tonanha, o árbitro pediu ao responsável técnico pelo Farense para retirar o defesa, mas Pitico, que agredira o espanhol a murro, ficou, estranha e surpreendentemente, em campo.

Neste período, o Farense começou melhor mas o irrequietismo de Fábio e Jean Paulista em nada de palpável se traduziu, devido à falta de um homem na área. Isto porque Carlos Costa recuou no terreno, após o intervalo.

Foi precisamente nesta altura que o Olhanense criou várias ocasiões. Na parte final do encontro, a equipa de Olhão conseguiu criar algumas situações onde poderia ter empatado o jogo, mas, no cômputo geral, a exibição foi pobrezinha e deixa preocupados os adeptos locais.

Autor: ARMANDO ALVES
Data: Segunda-Feira, 14 de Agosto de 2000 00:37:00

(in RECORD 14.08.2000)

 

 

 

 

 

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