Osvaldo Silva foi um médio de ataque ou interior como se dizia na
altura, embora também fosse capaz de jogar a extremo. Era um jogador
cheio de talento e um excelente driblador, muito rápido e explosivo e
com grande visão de jogo.
Descoberto
por Yustrich, que o conhecera no Brasil, chegou a Portugal em 1957 para
jogar no FC Porto, mas depois de duas temporadas em que ganhou uma Taça
e foi Campeão, acabou por ser dispensado ao Leixões, pagando a factura
de ter defendido o técnico austríaco entretanto despedido.
Vingar-se-ia
dois anos depois, quando foi às Antas disputar uma Final da Taça de
Portugal e marcou um dos golos da vitória com que os homens de
Matosinhos surpreenderam o País e fizeram história, derrotando o
poderoso FC Porto na sua própria casa.
A
19 de Julho de 1962, já com 28 anos, Osvaldo ingressou no Sporting,
onde em quatro temporadas realizou 113 jogos e marcou 42 golos,
conquistando mais uma Taça de Portugal e outro Campeonato Nacional.
Mas
foi em 1964 que ganhou um lugar na história do Sporting Clube de
Portugal como um dos heróis da conquista da Taça das Taças, para a qual
contribuiu com exibições memoráveis, especialmente no inesquecível jogo
em que o Sporting ganhou por 5-0 ao Manchester United com três golos de
sua autoria, e no desempate das meias-finais, em que foi dele o golo
com que o Sporting derrotou por 1-0 o Lyon, que chegou a oferecer uma
fortuna pelo seu passe.
Na
temporada de 1965/66 ainda ajudou o Sporting a ser Campeão, mas já
jogava menos, pelo que resolveu sair iniciando então com 32 anos uma
nova fase da sua carreira como treinador-jogador, primeiro no Olhanense
e depois no Académico de Viseu.
Mais
tarde regressou ao Sporting para treinar os Juniores, e em 1973/74 foi
treinador adjunto de Mário Lino numa época memorável, em que o Clube
conquistou a "dobradinha", consumada no Jamor com Osvaldo Silva a
comandar no banco, depois da inesperada saída do chefe da equipa
técnica, em vésperas de uma Final que o Sporting ganhou ao Benfica por
2-1.
Na época seguinte, ficou
como adjunto de Alfredo Di Stefano, do qual herdou o comando da equipa
ainda no início do Campeonato, que não completou sendo substituído por
Fernando Riera.
Passou
então a treinar os infantis e conquistou vários títulos contribuindo
para a formação de grandes atletas, com um jeito muito próprio e
bem-disposto de ensinar, que deixou marca em todos os que trabalharam
com ele.
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