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OLHANENSE: Rodrigues; Alexandrino, Albino, Reina e Cordeiro; Madeira e
Poeira; Matias, Renato, Simões e Manuel (Edmar, 72');
PORTIMONENSE: Dionísio; Rosário, Carlos, Miranda e António Luís; José
António, Lino (Pina, 29'), Afonso e Ramos; Lecas e Pacheco; |
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O campeonato vai-se
aproximando do fim e a saturação dos jogadores, como a do
público, começa a surgir. Para uma partida de feição tão
especial como era o caso deste «derby» entre gentes do Algarve,
era de esperar uma maior moldura de público e uma mais positiva
actuação por parte de dois conjuntos do meio da tabela da
classificação.
Nem o estado do terreno, bastante pesado e lamacento, nem a
forte ventania que soprou poderão justificar cabalmente o
deficiente nível técnico do encontro. Tanto uma como outra
equipa apresentaram um futebol frouxo e desgarrado, em que se
sucediam jogadas defeituosas, com os passes para o adversário ou
para fora, os lances confusos de choque, tudo isto entremeado de
bolas por alto. Enfim, um futebol primitivo, inconsequente, em
que os lances de ataque eram pronta e facilmente anulados pelos
defesas.
Para procurar justificar os motivos de tão fraco rendimento por
parte de dois grupos, onde se encontra um punhado de bons
executantes, capazes de muito melhor produção, teremos a
lentidão de manobra das duas equipas e o congestionamento dos
jogadores a meio-campo, como consequência dos dispositivos
tácticos utilizados pelos técnicos.
Ao apresentar-se com um «4x4x2» bem demonstrativo das suas
intenções de procurar não perder, o Portimonense forçou Osvaldo
Silva a fazer descer os seus extremos para colaborarem na zona
central do rectângulo e para contrariarem a superioridade
numérica dos visitantes.
No meio de tudo isto, era o Olhanense que dominava
territorialmente e, ao fim e ao cabo, eram os donos da casa os
únicos a criarem situações de perigo, que a defesa portimonense
ou, em última instância, Dionísio, ou a trave, iam conjurando. E
viria a ser um médio que obteria o único tento da partida, ao
invadir fulgurantemente a área de Dionísio, para atirar um
pontapé forte e colocado.
Após a marcação do golo, vivamente contestado pelo Portimonense,
alegando pretensa falta de Madeira, que não descortinámos, a
turma da casa melhorou um pouco.
No Olhanense, Rodrigues, Alexandrino, Albino e Poeira foram os
melhores. Entre os barlaventinos, Dionísio, Carlos, Afonso e
Pacheco sobressaíram. Nota muito positiva para a actuação do
árbitro, que nos deu a ideia de ter o jogo sempre na mão. Após o
golo, quando os ânimos aqueceram, soube ser firme e autoritário. |