[ Domingo, 07 de Janeiro de 2007 ]

 

4.ª ELIMINATÓRIA DA TAÇA DE PORTUGAL

 

CAMACHA, 1 - OLHANENSE, 0

Complexo Desportivo da Camacha, na Camacha
Árbitro: Paulo Costa (AF Porto)

CAMACHA: Adirano; Márcio Abreu, Agrela, Paulo Sérgio e Carlos Manuel; Tiago, José Paulo, Dragan e Diop (Daniel, 90' + 02'); Ludgero (Nivaldo, 75') e Humberto;

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Zezinho, Dorival, Vasco Fernandes  e Branquinho; Alexandre (Djalmir, 45'), Marco Soares e Nicolas Alnoudji; Narcisse (Jaime, 85'), Rui Duarte e Mbida Messi (Diogo Cunha, 63');

TREINADOR: Leonarado Jardim TREINADOR: Álvaro Magalhães

Amarelos: Agrela (40') e Diop (47')

Amarelos: Alexandre (09'), Branquinho (27') e Jaime (86')

GOLO

1-0 por Humberto (90' + 02')

 
 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Insulares sempre superiores aos Algarvios
Sob a lei do mais fraco
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: José Roquelino


Apesar de ter sido um jogo em que o futebol praticado foi pouco atractivo, o Camacha superiorizou-se sempre ao Olhanense. Cumprida a primeira meia hora, que serviu para as equipa se estudarem, o pessoal de Leonardo Jardim dominou , pertencendo à equipa madeirense as melhores situações de golo. Aos 48 minutos, por exemplo, Diop fez Bruno Veríssimo brilhar com excelente defesa. O Olhanense só exerceu pressão no período de compensação, mas uma falta dentro da área sobre o mesmo Diop levou os visitados À vitória. Humberto converteu a grande penalidade e assegurou a passagem à quinta eliminatória.
 

PENÁLTI DECIDE ENCONTRO NA MADEIRA
Golo tardio traz justiça
Em: "Record" (www.record.pt)   Por: M.F.


A Camacha segue em frente graças ao golo de Humberto, já nos descontos, através de um penálti que suscitou bastantes críticas dos algarvios. Tratou-se de um triunfo justo pois a equipa da casa foi a que praticou um futebol de melhor qualidade.
 

Direito por linhas tortas
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Edmar Fernandes


Uma grande arrancada de Diop impediu o Olhanense de sonhar. O senegalês acordou os homens de Álvaro Magalhães do sono profundo a que haviam sido remetidos durante o tempo regulamentar e fez justiça!

Apesar de terem andado sempre distantes do brilhantismo, os camachenses foram os únicos que quiseram ganhar a contenda, e, mais do que um castigo para os atletas de Olhão, a grande penalidade transformada por Humberto, já em período de compensação, acaba por premiar o domínio exercido pelo conjunto de Leonardo Jardim.

Um penálti que parece ter sido mal assinalado, já que Diop – depois de ter ganho, em força e velocidade, a três adversários – foi carregado fora da grande área, apesar de ter caído dentro. Paulo Costa assim não o entendeu, e escreveu-se direito por linhas tortas...
 

Poderio de Diop arrumou a questão
Em: "Jornal da Madeira" (www.jornaldamadeira.pt)   Por: Edmar Fernandes

 

Humberto acabou por não “tremer” nos segundos que antecederam a marcação da grande penalidade e, indissociavelmente, ficará ligado ao triunfo dos camachenses como o autor do tento que catapultou a equipa para a 5.ª eliminatória da Taça de Portugal.


Uma grande arrancada de Diop impediu o Olhanense de sonhar, pelo menos, durante mais trinta minutos. O avançado senegalês acordou os homens de Álvaro Magalhães do sono profundo a que haviam sido remetidos durante os 90 minutos regulamentares e colocou justiça ao que realmente tinha sucedido durante a partida.
 
Apesar de ter andado sempre distante do brilhantismo, os camachenses foram os únicos que quiseram ganhar a contenda e, mais do que um castigo para os atletas de Olhão, a grande penalidade transformada por Humberto já em período de compensação acaba por premiar o dominío exercido pelo conjunto de Leonardo Jardim.

Penalti que, em abono da verdade, parece ter sido mal assinalado já que Diop — depois de ter ganho em força e velocidade a três adversários — começa a ser carregado fora da grande-área apesar de só ter caído dentro. Paulo Costa assim não o entendeu e escreveu-se direito por linhas tortas...

Em traços gerais, a emoção andou quase sempre arredada do relvado da Nogueira, com o esférico a deambular quase invariavelmente pela zona intermediária. Só assim se explica que o único lance de relativo perigo no primeiro período tenha surgido através de um cabeceamento defeituoso de Diop em cima no minuto 40.

Ainda assim, o sinal mais em termos territoriais acabaria por ser dos azuis e brancos e assim continuaria na etapa complementar. Da cabeça de Diop acabaria por surgir novo lance de perigo no início do segundo período e o mesmo atleta teve no pé esquerdo a melhor ocasião de golo a meio desta etapa, mas o guardião forasteiro respondeu a preceito. Senegalês que foi o homem do jogo ao “cavar” o penalti da verdade nos últimos segundos!

 
 

Leonardo Jardim queria mais um golo
enquanto Álvaro Magalhães esperava pelo prolongamento

 

“Já que o FC Porto já não pode ser, que venha o Sporting ou Benfica”. Leonardo Jardim, técnico da Camacha, espera que o sorteio da próxima etapa da Taça lhe ofereça um embate ante um dos grandes do futebol português. Isto depois de ter carimbado de forma “justa” a passagem à fase seguinte. “A Camacha foi superior a todos os níveis e, se bem me recordo, o Adriano fez apenas um intervenção durante todo o jogo. O golo só veio colorir o maior empenho e qualidade dos meus jogadores. Tinha dito que seria um jogo equilibrado, mas fomos mais fortes e até acho que o 2-0 se adequaria melhor às incidências do desafio” aludiu. Quanto ao penalti, entende que Diop “sofre uma primeira carga e depois é derrubado dentro da área”. O mesmo não percebeu Álvaro Magalhães que considera que a falta “começou fora da grande-área”, numa altura em que já “pensava no prolongamento” onde a “maior experiência do Olhanense podia fazer a diferença”.

 
 

Festa da Taça só para quem pode!

 

O chavão é amplamente difundido: Taça de Portugal é sinónimo de festa. Mas os festejos são somente os jogadores dos chamados “tomba-gigantes” que os fazem, a avaliar pelo preço dos ingressos praticados ontem na Camacha. 14 euros (!) para assistir à contenda é obra... Preço imposto pela FPF e que, como é facilmente depreensível, impediu que muitos apoiantes dos camachenses comparecessem no recinto de jogo.
Os sócios do clube, esse, pagaram a “módica” quantia de 7 euros que, valha a verdade, é ainda algo exagerada para quem paga atempadamente as suas quotas. É este o futebol em Portugal e por aqui se explica — nem que se ja um pouco — a razão dos estádios estarem às moscas. O futebol é e sempre foi um desporto do povo mas os homens que o norteiam neste momento parecem elitistas...

 
 
 

 

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