[ 4.ª Feira, 05 de Outubro de 2005 ]

 

TAÇA DE PORTUGAL - 3.ª ELIMINATÓRIA

 

PONTERROLENSE, 1 - OLHANENSE, 2

Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras
Árbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)

PONTARROLENSE: João; Junior, Paulo César, Rui Miguel e Dário (Bruno Baptista, 63'); Bragança (César, 58'), Marco, Tetinha e Rogério; Chalita (Paulinho, 69') e Naco;

OLHANENSE: Cândido; V. Matos, Anselmo, Lameirão e Branquinho; Calu (Nicolas Alnoudji, 90'  01'); Ernesto, Hugo Faria (Ricardo Silva, 45'), Miranda e Hélder Costa; Pepa (Filipe Azevedo, 74');

TREINADOR: Vitor Martins TREINADOR: Paulo Sérgio

Amarelos: Dário (11'), Rui Miguel  (38'), Rogério  (54') e Tetinha  (86')

Amarelos: Hélder Costa (52'), Pepa  (52') e Cândido  (85')

GOLOS

0-1 por Hélder Costa (38', de g.p.)
0-2 por Hélder Costa (61')
1-2 por Tetinha (85', de g.p.)
 
 
 

COMENTÁRIO

Por: Pedro Sousa


Em jogo a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, o Olhanense deslocou-se ao campo Manuel Marques, em Torres Vedras (casa "emprestada" do Ponterrolense), e levou de vencida a equipa de Ponte do Rol por 2-1, num jogo que foi sofrível, ao qual não terá sido alheio o muito calor que se fez sentir durante todo o encontro.

Perante cerca de 1.500 espectadores, e apoiados pela "fanfarra" lá da terra, os briosos jogadores da Divisão de Honra da AF Lisboa entraram em campo dispostos a fazer frente aos rubro-negros, e na primeira metade dos 45 minutos iniciais tomaram conta das operações, gizando 2 ou 3 jogadas perigosas. Especial destaque para um falhanço de um jogador da casa isolado perante Cândido ou ainda um corte de Calú, que leva a bola a embater na trave.

O Olhanense parecia querer acordar da letargia, e aos poucos o meio-campo rubro negro (com Faria e Hélder Costa em bom plano), começa a tomar conta das operações, mas sem conseguir criar grande perigo, exceptuando um cabeçeamento de Ernesto (uma exibição muito apagada) que, na pequena área, consegue enviar a bola para a bancada quando era só escolher o lado.

Pouco antes de chegar o intervalo, surge o primeiro golo da partida, para o Olhanense. Pepa recebe a bola dentro da área, tenta rodar sobre o defesa e sofre um toque, suficiente para o "folclórico" Lucílio Baptista assinalar a respectiva grande penalidade. Hélder Costa encarregou-se da marcação da mesma e apontou o seu primeiro golo ao serviço dos rubro-negros.

A 2.ª parte começa com o (natural) maior domínio da equipa olhanense (já com Ricardo Silva no lugar de Faria), melhor preparada fisicamente que os visitados, mas o segundo golo teimava em não aparecer. Só aos 60 minutos chegaria o 2-0, com uma boa arrancada do improvisado lateral direito Vasco Matos que, cruzando para a área, encontra Helder Costa, que limita-se a encostar para a baliza, apesar da oposição de um defensor adversário.

Pensava-se que a partir daí os algarvios iriam partir para a goleada, até porque os jogadores ponterrolenses já tinham quebrado fisicamente, mas a realidade é que o Olhanense continuou a jogar a um ritmo moderado, como que gerindo o resultado e a condição física.

Já nos últimos minutos, uma jogada inofensiva do Ponterrolense, junto à linha final da grande área olhanense, origina uma grande penalidade a favor da equipa da casa, quando Cândido sai extemporaneamente dos postes ao encontro do atleta adversário, aparecendo o inevitável contacto entre guarda-redes e avançado. O golo de honra da equipa da casa era justamente alcançado e, num último fôlego, os homens de Ponte do Rol ainda procuraram o golo que lhes garantisse o prémio do prolongamento. E foi por muito pouco que não o conseguiram já nos acréscimos, quando perto da marca de grande penalidade, num remate de ressaca, a bola passa por cima da baliza, perante o desespero dos anfitriãos e dos seus ruidosos adeptos.

Pouco depois terminava o encontro com uma justa vitória do Olhanense que, apesar dos sustos por que passou, conseguiu manter sempre o controlo das operações, transparecendo sempre a ideia de que bastava ter colocado um pouco mais o "pé no acelerador" para o volume do marcador ser diferente.

Pela positiva destacaram-se as exibições de Anselmo, Hélder Costa e Pepa (com mais minutos nas pernas, pode vir a ser uma peça importante no último terço do terreno). A arbitragem de Lucíio Baptista foi o habitual. Um sem número de faltinhas assinaladas, cortando o ritmo à já de si lenta partida, mas bem na marcação de ambas as grandes penalidades.
 

Em: "A Bola"
ADEUS ORGULHOSO DO ÚLTIMO REPRESENTANTE DOS DISTRITAIS
PONTE CURTA, VISTA LARGA
Por: Gonçalo Guimarães

 

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