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Em jogo a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, o
Olhanense deslocou-se ao campo Manuel Marques, em Torres Vedras
(casa "emprestada" do Ponterrolense), e levou de vencida a equipa de
Ponte do Rol por 2-1, num jogo que foi sofrível, ao qual não terá
sido alheio o muito calor que se fez sentir durante todo o encontro.
Perante cerca de 1.500 espectadores, e apoiados pela "fanfarra" lá
da terra, os briosos jogadores da Divisão de Honra da AF Lisboa
entraram em campo dispostos a fazer frente aos rubro-negros, e na
primeira metade dos 45 minutos iniciais tomaram conta das operações,
gizando 2 ou 3 jogadas perigosas. Especial destaque para um falhanço
de um jogador da casa isolado perante Cândido ou ainda um corte de
Calú, que leva a bola a embater na trave.
O Olhanense parecia querer acordar da letargia, e aos poucos o
meio-campo rubro negro (com Faria e Hélder Costa em bom plano),
começa a tomar conta das operações, mas sem conseguir criar grande
perigo, exceptuando um cabeçeamento de Ernesto (uma exibição muito
apagada) que, na pequena área, consegue enviar a bola para a bancada
quando era só escolher o lado.
Pouco antes de chegar o intervalo, surge o primeiro golo da partida,
para o Olhanense. Pepa recebe a bola dentro da área, tenta rodar
sobre o defesa e sofre um toque, suficiente para o "folclórico"
Lucílio Baptista assinalar a respectiva grande penalidade. Hélder
Costa encarregou-se da marcação da mesma e apontou o seu primeiro
golo ao serviço dos rubro-negros.
A 2.ª parte começa com o (natural) maior domínio da equipa olhanense
(já com Ricardo Silva no lugar de Faria), melhor preparada
fisicamente que os visitados, mas o segundo golo teimava em não
aparecer. Só aos 60 minutos chegaria o 2-0, com uma boa arrancada do
improvisado lateral direito Vasco Matos que, cruzando para a área,
encontra Helder Costa, que limita-se a encostar para a baliza,
apesar da oposição de um defensor adversário.
Pensava-se que a partir daí os algarvios iriam partir para a
goleada, até porque os jogadores ponterrolenses já tinham quebrado
fisicamente, mas a realidade é que o Olhanense continuou a jogar a
um ritmo moderado, como que gerindo o resultado e a condição física.
Já nos últimos minutos, uma jogada inofensiva do Ponterrolense,
junto à linha final da grande área olhanense, origina uma grande
penalidade a favor da equipa da casa, quando Cândido sai
extemporaneamente dos postes ao encontro do atleta adversário,
aparecendo o inevitável contacto entre guarda-redes e avançado. O
golo de honra da equipa da casa era justamente alcançado e, num
último fôlego, os homens de Ponte do Rol ainda procuraram o golo que
lhes garantisse o prémio do prolongamento. E foi por muito pouco que
não o conseguiram já nos acréscimos, quando perto da marca de grande
penalidade, num remate de ressaca, a bola passa por cima da baliza,
perante o desespero dos anfitriãos e dos seus ruidosos adeptos.
Pouco depois terminava o encontro com uma justa vitória do Olhanense
que, apesar dos sustos por que passou, conseguiu manter sempre o
controlo das operações, transparecendo sempre a ideia de que bastava
ter colocado um pouco mais o "pé no acelerador" para o volume do
marcador ser diferente.
Pela positiva destacaram-se as exibições de Anselmo, Hélder Costa e
Pepa (com mais minutos nas pernas, pode vir a ser uma peça
importante no último terço do terreno). A arbitragem de Lucíio
Baptista foi o habitual. Um sem número de faltinhas assinaladas,
cortando o ritmo à já de si lenta partida, mas bem na marcação de
ambas as grandes penalidades.
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