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2ª ELIMINATÓRIA

TAÇA DE PORTUGAL - 2002/03

Nesta edição fomos eliminados na primeira "ronda" em que participámos (2ª eliminatória)

LUSITÂNIA, 1 - OLHANENSE, 0

06 de Outubro de 2002
Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo
Árbitro: Vasco Santos, da AF Porto
LUSITÂNIA: Luis Miguel; Nuno Lima, Alex, Nelson e Rui Gil; Brito (Ruben I aos 80'), Cunha, Pedro Santos (Márcio aos 62') e Milton; José Eduardo e Pablo (Neno aos 90');
Treinador: João Eduardo
Suplentes Não Utilizados: David, Ruben II, Veredas e Pombo
Amarelos: Márcio, Hélder, Ruben I, Alex e Cunha
OLHANENSE: Ivo; Paulo Renato, Xavier, Mário Artur, e Eufigénia; Emerson, Ricardo Jorge (José Maria aos 69'), Rui Andrade (Adilson aos 69') e Fábio Felício; Amaral (Nelson Afonseca aos 49') e Paulo Sérgio;
Treinador: V. Urbano
Suplentes Não Utilizados: Bruno Veríssimo (g.r.), Nuno Sousa e Lameirão
Amarelos: Xavier e Adilson
GOLOS:
1-0 por Pablo (65')
RETIRADO DO JORNAL AÇOREANO "DIÁRIO INSULAR":

TÍTULO: «Vitória justa e importante no momento certo»

COMENTÁRIO: «Com um interregno no campeonato, jogou-se no passado fim de semana para a taça. Ditou o sorteio que o Lusitânia fosse o anfitrião, no João Paulo II, da formação do Olhanense, comandada pelo conhecido Victor Urbano.

O Lusitânia surgia aos olhos dos seus associados sob o comando de João Eduardo, que substituiu no banco Rui Gorriz nesta sua curtíssima passagem pelo futebol terceirense. No final, João Eduardo, um homem da casa, levou a nau a bom porto, vencendo o desafio e colocando a equipa na terceira eliminatória. Acima de tudo, conquistou uma importante vitória, numa altura em que o conjunto bem necessitava para readquirir os índices de confiança, visando o duro campeonato que tem pela frente.

Com o forte vento que se fez sentir na tarde do passado Domingo no João Paulo II, coube à equipa anfitriã jogar ao longo do primeiro período com o vento pelas costas. Com este forte aliado a favor, o Lusitânia poderá dizer-se que assentou arraiais no meio campo do adversário que, por seu turno, em função das condições climatéricas, também permitiu tal situação com o intuito de aguentar e ver o que dava o primeiro tempo. Isto para depois, na etapa complementar, com o vento a favor, tentar construir um resultado que lhe satisfizesse, daí que, ao longo da primeira parte, a bola tenha rolado só numa parte do terreno (meio - campo do Olhanense), contando-se pelos dedos as vezes em que esta transpôs a divisória que separa o terreno de jogo.

Com uma grande concentração de atletas para lá da divisória do meio - campo, os espaços encontravam-se praticamente todos tapados, sobrando, portanto, poucas abertas para quem atacava em fazer chegar com êxito a redondinha junto das redes do atento Ivo. Desta forma e pese todo o empenhamento do colectivo verde, que tudo fazia para se desenvencilhar do adversário, através de um futebol envolvente e de passe curto, as situações de golo não correspondiam ao domínio leonino. Só através dos lances de bola parada, nomeadamente a marcação de cantos, muito bem apontados e a retirar proveito do vento, o Lusitânia conseguia criar lances de frisson.

Em futebol jogado, a equipa movimentava-se bem e até conseguia lances bem conseguidos, mas no ataque faltou profundidade. Aliás, à semelhança daquilo que o conjunto vem demonstrando em jogos anteriores. Como tal, chegou-se ao fim do primeiro tempo sem que o marcador funcionasse.»
Na etapa complementar, e agora com o vento a seu favor, o Olhanense arriscou um pouco mais. Subindo no terreno numa primeira fase, sem arriscar muito, jogando mais pela certa; enquanto que o Lusitânia continuava à procura do golo. Porém, se por um lado com a subida do adversário no terreno os espaços eram maiores, por outro os cuidados defensivos eram maiores pela mesma razão.

Desta forma, a equipa apanhou um valente susto quando Mário Artur, de cabeça, atirou ao ferro da baliza de Luís Miguel. Estava dado o alerta. Era preciso atacar, mas não descurar a defensiva.
Já com Márcio em campo, o Lusitânia iria chegar ao golo. Cruzamento da direita para a área, Márcio amortece de cabeça para Pablo efectuar a rotação para o golo. Estava, finalmente, inaugurado o marcador.

Depois, bom depois, foi aguentar e sofrer até ao apito final do árbitro. O Lusitânia lutou imenso. Foi humilde e abnegado na procura de uma vitória que o grupo de trabalho perseguia e merecia. Nem uma nova bola no ferro e os quase oito minutos dados a mais, fizeram tremer a nau leonina que venceu com justiça e está com mérito próprio na terceira eliminatória da taça.

Arbitragem:Vasco Costa utilizou um critério largo, deixando jogar nos limites durante quase todo o encontro e soube-o fazer na perfeição. Pena foi que, na parte final do encontro, tivesse mudado a sua postura. Aí poderá dizer-se que, em matéria disciplinar, os verdes saíram a perder porque, para faltas iguais ou mais graves do que no primeiro tempo, o adversário passou impune. Exagerado o tempo de compensação de cinco minutos que, na pratica, saldou-se por sete minutos e quarenta e nove segundos. Um exagero.»

 

 

     

 

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