[ Domingo, 20 de Abril de 2008 ]

 

27.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA / LIGA VITALIS

 

OLHANENSE, 0 - PORTIMONENSE, 1

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Pedro Correia, Javier Cohene, Paulo Vinicius, Steven Vitória e Fumo; Marco Couto (Gomis, 46'), Rui Duarte e Fellipe Cardoso (Jaime, 67'); Toy e Djalmir (Ricardo Silva, 64');

PORTIMONENSE: Mário Felgueiras; Ricardo Pessoa, Nuno André Coelho, Miguel Ângelo e Emídio Rafael; Wellington, Diogo Melo e Tarantini (Nuno Prata Coelho, 81'); Raphael Freitas (Vouho, 76'), Gonzalo (Carlitos, 68') e Paulo Sérgio;

TREINADOR: Diamantino Miranda TREINADOR: Vítor Pontes
SNU: Paulo Ribeiro (GR) e Loukima SNU: Nuno Ricardo (GR), Volkov, Solimar e Tchomogo
Amarelos: Steven Vitória (37'), Pedro Correia (40') e Fumo (69') Amarelos: Wellington (38'), Paulo Sérgio (67'), Miguel Ângelo (71') e Mário Felgueiras (88')

GOLOS

0-1 por Gonzalo (43')
 
 

RECORTES DE IMPRENSA

BARLAVENTINOS GANHAM COM JUSTIÇA E FICAM MAIS PERTO DA PERMANÊNCIA
Quem maismereceu...
Em: "Record" (www.record.pt)   Por: Armando Alves

CLÁSSICO MERCIA OUTRA QUALIDADE
Sem chama de campeões

Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: João José Pedro

Dérbi é quando ganha o fraco
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: A. M.


O Portimonense deu ontem um passo importante rumo à manutenção ao vencer o Olhanense, no dérbi algarvio, num fraco espectáculo de futebol no qual foram os visitantes a criar as melhores oportunidades ao longo de toda a partida. A equipa de Diamantino Miranda acusou o facto de ter apenas 16 jogadores disponíveis, com vários habituais titulares indisponíveis, e nunca conseguiu importunar o guarda-redes adversário, principalmente na primeira metade.

Começou melhor a turma de Portimão, que desde cedo assumiu o controlo do jogo e depois de Tarantini ver Bruno Veríssimo evitar o golo, aos 28', seria Gonzalo a marcar o único tento da partida, na recarga a uma defesa do guardião "rubro-negro", após remate de Diogo. Na segunda metade, o Olhanense parecia poder inverter o rumo dos acontecimentos mas sem obter resultados práticos, sendo que foram os visitantes que estiveram mais perto de marcar em jogadas de contra ataque. E Olhão mais longe da subida.

Diamantino Miranda: "Foi a nossa pior exibição da época, num jogo pobre em que ganhou a equipa menos má. Tivemos muitas ausências"

Vítor Pontes: "Felicito os meus jogadores pela excelente exibição. Foi um resultado justo, frente a uma boa equipa e bem orientada"

Vizinho arrasa sonho da subida
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)   Por: Edgar Pires


Um golo de Gonzalo foi suficiente para o Portimonense derrotar o Olhanense, no dérbi algarvio, por 0-1, e afastar-se da zona de descida, dando uma machadada nas intenções do adversário de ainda poder lutar pela subida.

A equipa de Portimão saiu de Olhão com os três pontos no bolso, merecendo uma vitória pela qual trabalhou mais que o conjunto rubronegro, que terá acusado, para além das ausências de peso – como Guga e Bruno Mestre –, a pressão de estar envolvido na “guerra” da promoção. Com o triunfo – depois de cinco jogos sem conhecer o sabor da vitória –, o Portimonense aumentou para quatro pontos a distância para a zona de despromoção, enquanto o Olhanense vê-se agora a seis pontos do duo da frente, desvantagem praticamente irrecuperável nas últimas três jornadas.

O técnico dos locais, Diamantino Miranda, voltou a apostar num sistema táctico com três centrais mas deixou um “buraco” no miolo – apenas Rui Duarte para pensar o jogo –, espaço que o adversário aproveitou da melhor maneira para impor o seu futebol. Apesar das raras oportunidades de golo, foi o Portimonense quem esteve mais próximo da baliza contrária: Tarantini ameaçou aos 28 minutos, antes de Gonzalo marcar o único golo da partida, a dois minutos do intervalo.

Na segunda parte, o treinador do Olhanense deixou no balneário o esquema com três centrais mas nem essa modificação contribuiu para um acerto ofensivo. Um remate de Rui Duarte por cima (57’) e um centro perigoso de Gomis (59’) foram os lances de maior perigo no período de maior assédio à baliza de Mário Felgueiras.

De resto, os locais revelaram-se uma autêntica nulidade em termos atacantes, pecando na falta de criatividade e não conseguindo quebrar uma muito bem fechada defensiva alvinegra. O Portimonense até esteve, em vários momentos, mais perto do segundo golo: Gonzalo, Carlitos e Diogo mostraram desacerto na hora de atirar à baliza. Ainda assim, nunca a vitória dos forasteiros esteve em causa…

Diamantino Miranda justificou a derrota e o fim do sonho com as contrariedades – tinha disponíveis apenas 14 jogadores de campo. “Era um jogo em que teríamos estar na máxima força, mas tudo nos aconteceu… Além das ausências que nos obrigaram a não poder formar um conjunto de 16 jogadores, dois jogadores acusaram dores antes do jogo, um por indisposição e outro devido a lesão antiga. Mas tinham de jogar, não havia mais opções…”, disse o treinador dos rubronegros. Tudo isto contribuiu para “uma pobre exibição, no pior jogo do ano na II Liga, em que ganhou o menos mau”, resumiu.

“A derrota e tudo o que possa acontecer no futuro não apaga esta excelente época, por isso quero dar os parabéns aos jogadores e à direcção”, ressalvou Diamantino Miranda, considerando “realisticamente impossível” poder pensar na subida. A meta passa pelo “melhor lugar de sempre do clube” no escalão, ou seja, acima do 5.º lugar.

O treinador do Portimonense considerou o resultado justo: “O que se passou não deixa dúvidas. Foi uma vitória justa, fizemos uma grande partida, perante um adversário difícil.” “Fizemos uma grande primeira parte, na segunda parte defendemos bem e optámos pelo contra-ataque, podíamos ter marcado mais um golo mas isso seria injusto para o Olhanense, pelo que trabalhou e lutou”, acrescentou Vítor Pontes.

 
 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 AVES 1  VIZELA 0
 FREAMUNDE 1  GIL VICENTE 2
 PENAFIEL 2  FÁTIMA 0
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