[ Domingo, 06 de Abril de 2008 ]

 

25.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA / LIGA VITALIS

 

OLHANENSE, 2 - FEIRENSE, 0

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Bruno Mestre (Gomis, 76’), Javier Cohene, Paulo Vinicius e Steven Vitória e Fumo; Guga, Marco Couto (Pedro Correia, 46’) e Rui Duarte (Ricardo Silva, 63’); Toy e Djalmir;

FEIRENSE: Hélder Godinho; Hernâni, Jorge Silva, Luciano e Serginho; Márcio, Gabi (Mamadi, 75’), Tales e Hélder Castro; André Soares (Tiago, 82’) e Jorge Leitão (Barge, 50’);

TREINADOR: Diamantino Miranda TREINADOR: Álvaro Magalhães
SNU: Paulo Ribeiro (GR), Mbida Messi, Loukima e Jaime SNU: William (GR), Bruno Sousa, Macaé e Lee
Amarelos: Steven Vitória (44') e Pedro Correia (69') Amarelos: Gabi (57') e Luciano (59' e 73')
Vermelho: Luciano (73', por acumulação)

GOLOS

1-0 por Djalmir (85')
2-0 por Gomis (90'+04')
 
 

RECORTES DE IMPRENSA

Chama acesa com vitória tirada a "ferros"
Região Sul" (www.regiao-sul.pt)   Por: Edgar Pires


Com uma vitória tirada a “ferros” nos últimos minutos, face a um adversário reduzido a dez elementos, o Olhanense manteve acesa a esperança de lutar pela subida de divisão, estando a cinco pontos do 2.º classificado da Liga Vitalis, o Rio Ave. A equipa de Diamantino Miranda mostrou mais futebol no segundo tempo, em que controlou as operações, e teve maior índice de eficácia, mas o Feirense deve queixar-se de si próprio: podia ter saído para o intervalo com uma vantagem tranquila.

O técnico da casa apostou num esquema de três centrais que fez a estreia em jogos caseiros, para tentar surpreender o conhecimento do seu homólogo da Feira (Álvaro Magalhães treinou os algarvios até final de 2007), mas o sistema “tremeu” muito no primeiro tempo, causando alguns calafrios.

Hélder Castro foi o primeiro a tentar, aos 4’, obrigando Bruno Veríssimo a ceder canto. Djalmir respondeu, três minutos depois, com um remate por cima. Depois de um período de equilíbrio, com a bola sem sair do meio-campo, um remate de Fumo às malhas laterais (31’) fez o público gritar golo. A partir daí, foi o Feirense a imprimir um forte ritmo ao encontro, falhando diversas ocasiões soberanas.

Em dez minutos, os forasteiros estiveram cinco vezes perto do golo: aos 35’, Jorge Leitão respondeu de cabeça a um canto, Fumo tirou em cima da linha final e, na recarga, Gabi atirou para defesa do guardião algarvio; aos 43’, Gabi cabeceou, sozinho, ao lado; um minuto depois, Bruno Veríssimo parou um tiro do isolado Márcio; e em cima dos 45 minutos, um corte mal efectuado de Paulo Vinicius rondou a linha de baliza…

No reatamento, o Olhanense surgiu com outra disposição, mais afoito e corajoso, e jogando sempre no meio-campo contrário. Diamantino Miranda mexeu ao intervalo e foi arriscando tudo o que pôde durante a segunda parte, período que Guga jogou na posição de “trinco”.

Bruno Mestre foi o primeiro a tentar, aos 50’, mas Hélder Godinho parou o remate do adversário, estando também em foco aos 63’, quando, com uma estirada, “sacudiu” um centro perigoso de Ricardo Silva. Mas foi a expulsão de Luciano, por acumulação de amarelos, aos 73 minutos, a contribuir para a forte pressão do Olhanense nos últimos minutos. Tudo se tornou mais fácil com o Feirense reduzido a dez elementos…

No livre que dá sequência à expulsão, Fumo atirou para defesa incompleta do guardião forasteiro e Toy, sozinho na pequena área, não teve rapidez de raciocínio suficiente para desviar para a baliza. Sempre em cima do opositor, o conjunto algarvio acabaria por chegar ao golo: Pedro Correia cruzou largo para Toy, que assistiu Djalmir, com este a “empurrar” para o primeiro golo da tarde.

Em período de descontos, uma excelente jogada de contra-ataque concluiu-se com o segundo golo dos locais, por Gomis, muito festejado pelos adeptos rubronegros, ainda a sonhar com a Liga…

O treinador do Olhanense, Diamantino Miranda, admitiu “uma primeira parte menos boa, mais por demérito nosso que por mérito do Feirense”. “Na segunda parte, tivemos total domínio, com algumas perdidas de golo. A expulsão trouxe facilidades, mas soubemos aproveitar porque explorámos a situação, marcando golos em jogadas bonitas”, comentou.

Por seu lado, Álvaro Magalhães considerou a partida “excelente” mas não reconheceu justiça no desfecho final. “Falhámos muitas oportunidades de golo e, depois de uma expulsão injusta, as coisas complicaram-se. Ganha quem marca, mas a vitória do Olhanense foi injusta.”


ALTERAÇÃO DO SISTEMA DÁ VITÓRIA
Algarvios ainda na luta

Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: João José Pedro

Subida ainda no horizonte do Olhanense
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: T. G.


O Olhanense aproveitou a superioridade numérica, conseguida no último quarto de hora, para resolver a partida com dois golos sem resposta, perante um Feirense pouco eficaz. Álvaro Magalhães regressou a uma casa que bem conhece (foi substituído por Diamantino Miranda em Janeiro), mas foi surpreendido pelo sistema de três centrais que o técnico rubro-negro apresentou. Depois de uma primeira parte amorfa, o segundo tempo trouxe mais domínio da equipa da casa. Depois de várias perdidas, Djalmir e Gomis fixaram o resultado, numa altura em que o Feirense tinha apenas 10 jogadores em campo. Com esta derrota, o Feirense começa a ver a linha de despromoção a aproximar-se, estando apenas quatro pontos acima do Fátima, penúltimo classificado.

Diamantino Miranda: "Tivemos uma primeira parte menos boa, mas no segundo tempo dominámos por completo o jogo. É um resultado justo"

Álvaro Magalhães: "Fizemos uma boa partida e criámos muitas oportunidades de golo, e, apesar de termos perdido, fomos os melhores em campo"

LOCAIS SÓ CHEGAM À VANTAGEM EM SUPERIORIDADE NUMÉRICA
Expulsão providencial
mantém esperança acesa

Em: "Record" (www.record.pt)   Por: Armando Alves


O sonho continua vivo em Olhão mas os algarvios precisaram de sofrer para levar de vencida o Feirense. A expulsão de Luciano (por acumulação de amarelos) revelou-se providencial, permitindo uma ponta final de grande pressão dos homens de Diamantino Miranda, traduzida em dois golos.

Os algarvios, a contas com problemas físicos de algumas unidades importantes (Messi fez um teste antes da partida e ficou de fora, sendo rendido por Marco Couto, que saiu ao intervalo), apresentaram um esquema táctico com três centrais, sem bons resultados. O Feirense esteve melhor na primeira parte e dispôs de várias ocasiões claras para abrir o marcador. Fumo evitou sobre a linha um cabeceamento vitorioso de Jorge Leitão e Gabi, por duas vezes, perdeu a possibilidade de festejar, assim como Márcio, que surgiu isolado e viu Bruno Veríssimo efectuar excelente defesa.

Após o descanso o Olhanense surgiu com melhor arrumação e mais “nervo”. A equipa tranquilizou-se do ponto de vista defensivo e assumiu o comando das operações, criando três situações de muito perigo.

A expulsão de Luciano, à entrada para o último quarto de hora, viria a revelar-se determinante. Os locais carregaram e foram premiados, com assistências de Toy para Djalmir (após cruzamento largo de Pedro Correia) e, depois, Gomis, num bonito lance de contra-ataque, fechando o jogo em festa.

ALGARVIOS DE OLHO NA SUBIDA
Golos renovam esperança

Em: "Correio da Manhã" (www.correiomanha.pt)   Por: Armando Alves


O Olhanense manteve intactas as esperanças na subida ao vencer com dificuldade o Feirense por 2-0. Os golos surgiram apenas na parte final do jogo, depois de o adversário ficar reduzido a dez unidades, por expulsão do defesa Luciano (acumulação de amarelos).

A contas com alguns problemas físicos no seio do grupo (Messi fez um teste antes do jogo e não pôde actuar e Marco Couto saiu ao intervalo), o técnico Diamantino Miranda apostou num esquema de três centrais que esteve longe de convencer: o Feirense foi melhor até ao intervalo e, para além de defenderem bem, os forasteiros mostraram gradual ousadia, dispondo de três ocasiões claras de golo, a mais flagrante das quais num lance em que Márcio surgiu isolado e Bruno Veríssimo evitou o 0-1 com enorme classe.

As alterações introduzidas ao intervalo conferiram uma maior arrumação ao conjunto algarvio e deram-lhe também mais alma: os locais passaram a dominar a partida, embora sem criar muitas ocasiões de golo. O guarda-redes Hélder Godinho foi colocado à prova em duas situações: num remate frontal, rasteiro, de Bruno Mestre e num cruzamento perigoso de Ricardo Silva.

A expulsão de Luciano deu uma boa ajuda à turma de Olhão: o Feirense perdeu coesão a meio-campo e passou a conceder mais espaços. Toy assistiu Djalmir após cruzamento largo de Pedro Correia no lance do 1-0 e, já em tempo de compensações, uma bonita jogada de contra-ataque conduzida por Toy foi concluída com perfeição por Gomis. A chama da subida continua acesa entre os olhanenses.

 
 

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