[ Domingo, 02 de Março de 2008 ]

 

21.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA / LIGA VITALIS

 

OLHANENSE, 1 - ESTORIL-PRAIA, 2

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Bruno Mestre, Marco Couto, Javier Cohene e Racine Diouf (Sandro, 40'); Paulo Vinicius (Gomis, 76'), Rui Duarte e Guga; Toy, Djalmir e Ricardo Silva (Fumo, 46'); ESTORIL-PRAIA: Ernesto; Marco Silva, Miguel Oliveira, Dejan e Eduardo (Pedro Duarte, 72'); Alexandre; Paulo Tavares (Luís Carlos, 76'), Marco Bicho e André Cunha (Varela, 57'); Leandro e Dagil;
TREINADOR: Diamantino Miranda TREINADOR: Manuel Tulipa
SNU: Paulo Ribeiro (GR), Pedro Correia, Mbida Messi e Fellipe Cardoso SNU: Márcio Ramos (GR), Dorival, Cesinha e Carvalho
Amarelos: Bruno Mestre (58'), Javier Cohene (59'), Paulo Vinicius (70') e Sandro (89') Amarelos: Eduardo (21'), Marco Silva (50'), André Cunha (52'), Paulo Tavares (74') e Ernesto (85')
Vermelho: Fumo (68)

GOLOS

0-1 por Leandro (04')
0-2 por Paulo Tavares (42')
1-2 por Rui Duarte (52')
 

 

 

RECORTES DE IMPRENSA

CANARINHOS REFORÇAM CANDIDATURA E ALGARVIOS FICAM MAIS LONGE
Expulsão de Fumo apaga esperanças

Em: "Record" (www.record.pt)   Por: Armando Alves


A expulsão de Fumo, pouco depois de o Olhanense ter reduzido para 1-2, apagou as esperanças dos algarvios na recuperação. Ao atingir um adversário, sem bola, o internacional moçambicano deixou a sua equipa sem argumentos para manter a pressão sobre um Estoril que só passou por sérias dificuldades na metade inicial do segundo tempo.

Os primeiros 45 minutos foram integralmente dominados pelo Estoril, que marcou cedo (Leandro aproveitou uma falha de marcação de Diouf) e poderia ter ampliado a vantagem por várias ocasiões, valendo-se da apatia e de erros defensivos da turma de Olhão. O 0-2 (recarga de Paulo Tavares após remate de Dagil) acabou por chegar com toda a naturalidade, tendo em conta a melhor produção do conjunto forasteiro.

O Olhanense mostrou outra atitude na fase inicial do segundo tempo: a uma maior pressão a meio-campo, a turma algarvia juntou um discernimento que até aí não havia evidenciado nas movimentações ofensivas, e uma boa abertura de Toy rendeu um belo golo a Rui Duarte e deixou o jogo em aberto.

A turma da casa parecia capaz de mais e o Estoril tomou precauções (entrou mais um central, Varela) quando Fumo, numa situação de todo escusada, levou o árbitro a exibir-lhe o cartão vermelho.

Com menos uma unidade, o Olhanense foi incapaz de manter o ritmo e o Estoril conseguiu, sem sobressaltos de maior, gerir até ao fim a preciosa vantagem de um golo. De resto, em contra-ataque, os forasteiros estiveram por mais de uma vez à beira do 1-3. Bruno Veríssimo rubricou duas excelentes intervenções e, já perto do último apito, uma excelente iniciativa de Luís Carlos levou a bola a embater na barra.

ALGARVIOS IRRECONHECÍVEIS ESCORREGAM NA LUTA PELA SUBIDA
Brindes com passadeira
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: João José Pedro

Canarinhos voam
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)
   Por: Alexandre Moura


O Estoril mantém-se na luta pela promoção ao tirar partido da péssima exibição do Olhanense, principalmente na primeira metade do jogo, e interrompeu um ciclo de três vitórias consecutivas do Olhanense no Estádio José Arcanjo. Na primeira parte, os algarvios apresentaram-se muito desinspirados e cometeram vários erros defensivos. Logo aos 4', e numa jogada desenhada pelo lado direito do ataque, Leandro inaugurou o marcador. Diamantino Miranda ainda arriscou, colocando três centrais, mas seriam os forasteiros a marcar novamente. Os canarinhos desperdiçaram, inclusive, várias oportunidades para ampliar a vantagem, com Dagil e Miguel Oliveira em destaque, mas iriam aproveitar novo erro defensivo para cimentar a contagem.

Na segunda parte, o Olhanense regressou dos balneários com outra atitude depois de Rui Duarte ter estado perto do golo, aos 51', depois, o mesmo jogador iria reduzir a vantagem, após jogada de entendimento com Toy. Aos 68', a expulsão de Fumo iria revelar-se decisiva para as aspirações da equipa algarvia e o Estoril aproveitou para assumir uma estratégia mais defensiva, garantindo a quarta vitória na condição de visitante. E só já dista um ponto da promoção.

Diamantino Miranda, treinador do Olhanense: "A equipa não existiu na primeira parte, frente ao melhor ataque do campeonato"

Tulipa, treinador do Estoril: "O resultado foi escasso face à superioridade do Estoril ao longo de todo o jogo"

Lugares cimeiros mais longe
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)   Por: Edgar Pires

O Olhanense deu ontem um sério golpe nas hipóteses de poder lutar pela subida de divisão à Liga, ao ser derrotado, em casa, pela primeira vez em 2008, ante o Estoril (1-2).

A equipa de Diamantino Miranda vinha de três sucessos consecutivos caseiros, mas deitou tudo a perder com um início de jogo apático, que valeu a vantagem aos estorilistas, muito superiores durante o primeiro tempo, e com a expulsão de Fumo, já na segunda parte.

Logo aos 4 minutos, os forasteiros abriram o marcador, aproveitando uma desatenção de Diouf: Dagil tocou de cabeça para Leandro, que se isolou ante Bruno Veríssimo e atirou a contar. Entrando a marcar, o Estoril continuou sempre por cima nos minutos seguintes, ante um Olhanense claramente a acusar bastante nervosismo: exemplo disso aconteceu aos 12 minutos, quando um erro de Marco Couto quase permitia o segundo golo adversário, contudo, Dagil atirou por cima de forma escandalosa.

A equipa da casa tentou reagir mas, até ao intervalo, não criou qualquer perigo. E, aos 42’, foi o Estoril a aumentar a vantagem: por Paulo Tavares, em recarga a defesa de Bruno Veríssimo a um remate de Dagil.

Após o reatamento, os locais surgiram mais afoitos e chegaram rapidamente ao 1-2: após passe de Toy, que isolou Rui Duarte, este marcou o seu quinto golo da temporada. A equipa de Olhão ia tentando pressionar o adversário, ainda que sem se superiorizar muito, mas acabou traída pela atitude irreflectida de Fumo, que pontapeou um adversário e viu o consequente vermelho.

Com menos um elemento, o Olhanense “acabou” para o jogo, ante um Estoril que defendeu sempre melhor e até esteve à beira de aumentar o pecúlio, não fosse Bruno Veríssimo fazer duas excelentes defesas e o poste evitar um remate de Luís Carlos.

Diamantino Miranda ficou descontente com o início de jogo da sua equipa: “Apesar dos avisos de que iríamos defrontar uma boa equipa, com o melhor ataque da prova, estranhamente, a nossa equipa quase não existiu no primeiro tempo. Foi mais por demérito nosso que o Estoril estava a vencer ao intervalo”, comentou.

Na segunda parte, o “momento-chave” da partida foi a expulsão de Fumo, considerou o técnico do Olhanense. “Não se compreende que um jogador saiba que o jogo está difícil e, mesmo depois de reduzir a desvantagem, tenha uma atitude irreflectida, deitando tudo a perder.”

 
 

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