[ Domingo, 16 de Setembro de 2007 ]

 

4.ª JORNADA
II LIGA DE HONRA / LIGA VITALIS

 

OLHANENSE, 2 - SANTA CLARA, 2

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Bruno Mestre, Sandro, Javier Cohene e Hugo Luz; Marco Couto e Daniel Carriço; Toy, Rui Duarte (Mbida Messi, 76') e Fumo (Gomis, 75'); Guga (Djalmir, 88');

SANTA CLARA: João Botelho; Bruno Novo (Emerson, 82'), Accioly, Anselmo e Nuno Sociedade; Mozer (Vítor Silva, 65'), Kall, Joseílton a e Cleiton; Júlio César e Basílio (Henrique, 46');

TREINADOR: Álvaro Magalhães TREINADOR: Paulo Sérgio
SNU: Paulo Ribeiro (GR), Pedro Correia, Loukima e Ricardo Silva SNU: Fernando (GR), Portela, Mauro e Pacheco
Amarelos: Javier Cohene (28'), Fumo (69') e Sandro (83') Amarelos: Júio César (26')

GOLOS

1-0 por Guga (16')
1-1 por Bruno Novo (54')
2-1 por Sandro (60')
2-2 por Kall (69')
 

 

 

RECORTES DE IMPRENSA

Por culpa própria
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Manuel Luís


Mais uma vez por culpa própria, o Olhanense não conseguiu ganhar no seu terreno esta época. Nem a dualidade de critérios do juiz portuense em algumas faltas e foras-de-jogo junto à área da casa pode servir de desculpa para a equipa de Álvaro Magalhães. Cedo o estreante Guga consumou em golo o domínio dos leões de Olhão na primeira metade do jogo, mas o Olhanense tirou o pé do acelerador tentando segurar a vantagem, opção que se revelou negativa.

No regresso dos balneários, a equipa açoriana veio transformada para melhor, enquanto o Olhanense sentiu e consentiu a pressão visitante. Alguns erros defensivos e a meio-campo permitiram que o Santa Clara recuperasse das duas vezes que esteve em desvantagem, acabando por justificar o ponto que levou no bornal para o arquipélago.

Ainda para mais quando o artilheiro olhanense Djalmir entrou tarde na partida, e o explosivo ala-direito Ricardo Silva se ficou inexplicavelmente pelo aquecimento, enquanto Toy esteve apagado durante toda a partida.

Álvaro Magalhães, treinador do Olhanense: “Foi uma injustiça este resultado, porque fomos a melhor equipa em campo. Não gostei da arbitragem”

Paulo Sérgio, treinador do Santa Clara: “O árbitro falhou no segundo golo do Olhanense, precedido de falta. Merecíamos sair daqui com a vitória”

ALGARVIOS MAIS PERTO DA VITÓRIA
Empate soube a pouco
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: João José Pedro

FORMAÇÃO ALGARVIA ESTEVE A VENCER POR DUAS VEZES
Não saber gerir a vantagem

Em: "Record" (www.record.pt)   Por: José Mealha


O Olhanense continua sem vencer em casa na presente temporada, em jogos de competições oficiais. Depois de duas derrotas (uma para a Taça da Liga e outra para a Liga Vitalis), ontem, o conjunto orientado por Álvaro Magalhães não conseguiu ir além de um empate frente ao líder, Santa Clara, num jogo em que esteve na situação de vencedor por duas vezes.

Começou bem a equipa algarvia, chegando cedo ao golo, por intermédio do estreante Guga, que assim entrou com o pé direito na formação olhanense. No entanto, não bastou para que a sua equipa somasse os desejados 3 pontos. Por duas razões: primeiro, porque o conjunto algarvio não tirou partido da fraca exibição efectuada pelos açorianos no primeiro tempo; segundo, porque no período complementar não soube gerir a vantagem no marcador. E por duas vezes deixou fugir uma situação de vantagem.

Se na primeira parte o Santa Clara merecia estar a perder, na segunda fez jus ao empate. Por isso, o resultado acaba por se aceitar, mas muito por culpa dos algarvios.

No entanto, o Olhanense pode queixar-se também do árbitro, já que Rui Costa teve dualidade de critérios prejudicando a equipa da casa, especialmente em faltas assinaladas junto à sua área, nascendo duma delas o segundo golo açoriano. Ao invés, em faltas junto à área visitante, fez vista grossa.

Onda de desperdício
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)   Por: Edgar Pires

 
À quarta jornada, e com dois encontros já disputados em casa, o Olhanense continua sem vencer no José Arcanjo. Frente ao Santa Clara, os algarvios podem queixar-se de si próprios, pois desperdiçaram, por duas vezes, a vantagem.

Por seu lado, os açorianos – orientados por Paulo Sérgio, que regressou a Olhão e no fim trocou alguns “mimos” com Álvaro Magalhães – perderam os seus primeiros pontos da época, mas mantiveram a liderança isolada da Liga Vitalis.

O conjunto algarvio arrancou da melhor maneira, com um golo do estreante Guga, aos 16 minutos, a materializar um bom quarto de hora dos locais, mais móveis e dinâmicos no ataque.

Contudo, depois do golo, o Olhanense “encolheu-se” em vez de partir em busca do segundo golo. Uma atitude negativa que permitiu aos açorianos um maior ascendente até ao intervalo: Cleiton atirou duas vezes por cima, aos 29’ e 36’.

O Santa Clara veio dos balneários com a mesma vontade e, merecidamente, chegou ao empate, com o lateral-direito Bruno Novo a aproveitar, aos 54’, uma desatenção dos defesas rubronegros.

Poucos minutos depois (60’), o Olhanense colocou-se de novo em vantagem, desta vez por Sandro, depois de uma confusão na área açoriana em que os forasteiros não foram expeditos a afastar a bola, que sobrou para o central marcar.

Mas o Olhanense voltaria a deixar fugir a vantagem. Num livre directo, aos 69’, Kall rematou em “jeito” a quase 30 metros da baliza, numa execução perfeita.

O Santa Clara teve maior domínio mas o Olhanense foi eficaz, o que ajuda a explicar o resultado, que as duas equipas tentaram desfazer até ao apito final, com remates de longe sem perigo dos açorianos e uma cabeçada perigosa de Djalmir parada por João Botelho.
 
Polémica
No final do jogo, Álvaro Magalhães e Paulo Sérgio envolveram-se numa troca de “mimos” e, não fosse a pronta intervenção de vários elementos, teriam chegado a vias de facto.

Na conferência de imprensa, o técnico do Santa Clara acusou Álvaro de “ofender” os seus jogadores: “Os seus jogadores, ele pode tratá-los da forma que entender; agora, não permito que ofenda constantemente e trate mal os meus. Foi isso que lhe disse…”

O treinador do Olhanense desmentiu as acusações. “Nada se passou, aliás, nunca tratei mal ninguém. As pessoas conhecem-me, sabem quem eu sou: nunca fui expulso na minha carreira de atleta de alta competição. Não fui um atleta qualquer”, declarou.

Sobre o jogo, opiniões divergentes. Paulo Sérgio achou o resultado injusto, porque a sua equipa teve “mais futebol” e fez uma segunda parte “muita boa”. Para Álvaro Magalhães, houve injustiça no final, pois o seu conjunto foi o “melhor” ao longo dos 90 minutos, desperdiçando “enormíssimas oportunidades” para marcar.
 
 

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 ESTORIL-PRAIA 3  FREAMUNDE 2
 FEIRENSE 2  FÁTIMA 2
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