[ Sábado, 07 de Abril de 2007 ]

 

24.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

SANTA CLARA, 1 - OLHANENSE, 0

Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada
Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

SANTA CLARA: João Botelho; Portela (Bruno Novo, 83’), Anselmo (Zeca, 29’), Gomes e Nuno Sociedade; Paulo Vinicius e Kall; Maurinho, Vítor Silva e Júlio César; Mateus (Prieto, 75’);

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Bruno Mestre, Vasco Fernandes, Dorival e Hugo Luz; Santamaria e Loukima (Rui Miguel, 82’); Marco Airosa (Narcisse, 67’), Rui Duarte e Branquinho (Ricardo Silva, 78’); Djalmir;

SNU: Mijanovic (GR), Dorival, Mbida Messi e Alexandre

SNU: Barbosa (GR), Nuno Gomes, Campinho, Tiago e Luca

TREINADOR: Paulo Sérgio TREINADOR: Álvaro Magalhães
Amarelo: Júlio César (67'), Portela (82') e João Botelho (90'+03') Amarelo: Marco Airosa (67'), Vasco Fernandes (77') e Rui Miguel (89')
GOLOS
1-0 por Kall (8’)
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 LEIXÕES 2  GONDOMAR 0
 GIL VICENTE 2  VIZELA 1
 CHAVES 1  VARZIM 3
 TROFENSE 1  PORTIMONENSE 3
 FEIRENSE 0  V. GUIMARÃES 0
 O. MOSCAVIDE 1  PENAFIEL 2
 ESTORIL 1  RIO AVE 2
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

EQUIPA NÃO EVITOU SOFRIMENTO APESAR DO DOMÍNIO GERAL
Três pontos na aflição
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Acácio Mateus

Kall resolveu muito cedo
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Susete Rodrigues


Um golo marcado aos 9' relançou o Santa Clara na luta pela subida, ultrapassando o Guimarães e mantendo-se a três pontos do Leixões. Os açorianos entraram fortes, conseguiram o golo, por Kall, e trataram de defender a vantagem, uma vez que o Olhanenses respondeu bem e procurou a igualdade. Aliás, o Santa Clara experimentou bastantes dificuldades para conseguir segurar a diferença, situação a que o árbitro também "ajudou" ao não assinalar um penálti, favorável aos açorianos, quando Bruno Mestre jogou a bola com a mão na área. Assinalou outro, a castigar derrube de Vasco a Vítor Silva - quem assinalou foi o árbitro-assistente, que o juiz mandou seguir o golo -, que Vítor Silva desperdiçou.


Paulo Sérgio: “Fizemos um mau jogo, mas conseguimos o mais importante, que eram os três pontos”

Álvaro Magalhães: “Fomos a melhor equipa em todos os apectos, merecíamos ganhar”

AÇORIANOS PERTO DA SUBIDA
Golo de Kallidade
Em: "Record" (www.record.pt)   Por: Luís Pedro Silva


O Santa Clara venceu ontem o Olhanense e isolou-se no terceiro lugar da tabela, continuando na luta pela subida.

Num jogo com poucas oportunidades, foram os açorianos que criaram os melhores lances de perigo. Aos 8’, o médio Kall, num remate de longe, forte e colocado, apontou o único golo da partida.

O Olhanense só conseguiu incomodar os açorianos na segunda parte. O Santa Clara ainda beneficiou de uma grande penalidade, que Júlio César acabou por desperdiçar.

Dez que valeram pelos noventa!
Em: "cdantaclara.pt" (www.cdsantaclara.pt) Por: D.S.P.


Entrada forte do Santa Clara resultou na obtenção de um golo que ditou a conquista dos três pontos na recepção ao Olhanense e o terceiro lugar isolado na Liga Vitalis.

Se dúvidas existiam, elas hoje ficaram desfeitas. Jogar bem na Liga de Honra não é sinónimo de vitória, pois o Santa Clara, com uma das exibições menos conseguidas da época, arrecadou os três pontos frente ao Olhanense e isolou-se no terceiro lugar da classificação, deixando para trás o Vitória de Guimarães. Os insulares praticaram bom futebol durante dez minutos e foi nesse curto período de tempo que conseguiram marcar o golo que ditou o resultado que mais lhes interessava, defendendo depois com convicção e espírito de sacrifício a magra vantagem.

A entrada forte do Santa Clara obrigou o Olhanense a actuar muito recuado, não encontrando soluções para suster as rápidas investidas laterais dos “encarnados”. Logo aos quatro minutos, e após subida de Gomes no terreno que provocou desequilíbrios, Vítor Silva foi servido na lateral direita, tirou o cruzamento com conta, peso e medida e Júlio César, mais forte que o marcador directo, cabeceou colocado, proporcionando a Bruno Veríssimo uma boa defesa para canto. Estava dado o mote para o ataque ao triunfo, vitória que se desenharia ao minuto nove: livre sobre a direita, junto à bandeirola de canto, Portela optou pelo passe atrasado para Kall que, a cerca de 25 metros da baliza, recebeu o esférico, preparou o remate e atirou forte e colocado sem hipóteses de defesa para o guardião contrário.

Inexplicavelmente, depois do golo o Santa Clara desapareceu do jogo em termos atacantes. Sem se entender com a resposta do Olhanense à desvantagem, os locais começaram a actuar sobre brasas. A segurança defensiva não tinha a devida correspondência no ataque, com Mateus a revelar-se incapaz de segurar a bola, Vítor Silva e Júlio César não conseguiam embalar e Maurinho, muito marcado por Loukima, já não tinha o mesmo espaço para pensar o futebol de ataque insular. No entanto, apesar de ter mais bola, os de Olhão só criaram uma oportunidade de golo nos primeiros 45 minutos, e foi pouco depois do tento sofrido. Aos 17 minutos, Djalmir entrou rápido sobre a direita, mas o remate cruzado saiu ao lado. Depois, foi cerca de meia-hora de domínio territorial inconsequente.


Nem de penalidade!
O Santa Clara esteve quase 20 minutos no balneário, mas o descanso e as indicações dadas por Paulo Sérgio não foram traduzidas no terreno. Se em termos defensivos a equipa continuava a travar as investidas do Olhanense, no ataque as dificuldades eram as mesmas. Só que com o passar dos minutos previa-se que os visitantes conseguissem chegar ao empate, algo que não sucedeu por manifesta falta de jeito dos atacantes às ordens de Álvaro Magalhães, pois o último passe raramente saiu em condições.

Numa das poucas vezes que saiu para o ataque, os visitados poderiam ter sentenciado a partida. Vítor Silva foi derrubado em falta por Vasco na grande área, penalidade que o árbitro não quis ver, mandando jogar. Valeu o seu auxiliar que, peremptório, assinalou o castigo máximo. Júlio César teve no pé direito a possibilidade de conferir total tranquilidade à equipa para o último quarto-de-hora, mas atirou ao lado. O sofrimento continuou e aos 89 minutos João Botelho realizou a sua única intervenção digna de registo, ao negar o golo a Ricardo Silva. Estava selado o triunfo e a conquista de três importantes pontos. A exibição para encher o olho do sócio fica adiada para segundas núpcias.

Em termos de arbitragem, causou alguma estranheza o comportamento de Hugo Miguel. Não assinalou a falta de Vasco sobre Vítor Silva, passível de grande penalidade, valendo na circunstância a acção do seu auxiliar quando a responsabilidade de apontar para a marca dos 11 metros era do árbitro; optou por um critério largo em termos de lei da vantagem, mas nem sempre o soube utilizar da melhor forma, em prejuízo dos açorianos e, também flagrante, a forma como permitiu que um defesa do Olhanense apontasse um livre na zona defensiva 20 metros mais à frente do local da falta, permitindo ainda que muitas reposições fossem feitas com a bola em andamento...


Pontos são o mais importante
Paulo Sérgio reiterou, no final do jogo com o Olhanense, a importância da vitória e dos três pontos. O Santa Clara continua a dever uma boa exibição aos seus adeptos e nem no período quaresmal o conjunto às ordens de Paulo Sérgio conseguiu obsequiar os sócios e simpatizantes com futebol de primeira linha. A vitória sobre o Olhanense, por 1-0, além de tangencial foi sofrida e o espectáculo ficou, mais uma vez, aquém das expectativas.

Mas o treinador já tinha avisado que nesta fase há que dar prioridade aos pontos em detrimento do futebol bonito que nem sempre se traduz na conquista dos três pontos, rendendo-se aos factos: 1-0 é igual a três pontos. Se Manuel Cajuda já havia pedido aos adeptos do Guimarães para esperarem mais dois meses para verem futebol espectáculo, Paulo Sérgio também rendeu-se à frieza dos números e mais do que jogar para encher os olhos dos espectadores, o técnico da turma açoriana quer manter-se na luta pela subida. Nesse sentido, os três pontos conquistados na recepção ao Olhanense souberam muito bem. “Realizamos um mau jogo. Não foi o que gostávamos de ter feito, mas fizemos o que era mais importante, ou seja, conquistamos os três pontos. Estou mais feliz agora do que estava há duas semanas atrás quando jogamos melhor que o Guimarães e perdemos”, referiu.

Paulo Sérgio gostou do comportamento defensivo do conjunto que orienta, mas em termos atacantes “não demos uma boa resposta”, justificada em parte com “algumas adversidades”, como foi o caso da lesão de Anselmo que obrigou ao recuo de Paulo Vinícius para central, deixando o meio-campo sem um dos “pulmões”. O técnico também não gostou do comportamento do árbitro, embora não tenha referido directamente o nome de Hugo Miguel. “Estamos a incomodar muita gente e ainda hoje (sábado) isso viu-se. Não gostei do que vi e não digo mais”.

 

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