[ Domingo, 11 de Março de 2007 ]

 

21.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

OLHANENSE, 2 - OLIVAIS E MOSCAVIDE, 1

Estádio José Arcanjo, em Olhão
Árbitro: Carlos Duarte (AF Porto)

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Zezinho (Ricardo Silva, 69’), Vasco Fernandes, Dorival e Hugo Luz; Bruno Mestre, Marco Couto, Rui Duarte e Branquinho (Gomis, 87’); Djalmir e David Nuñez (Narcisse, 46’);

O. MOSCAVIDE: Nené; Luís Dias, Nuno Abreu, Carlos Marques e André Marques; Hugo Pina; Laurindo (Zambujo, 59’), Paulo Teixeira e Saleiro (Hélio Roque, 81’); Cléo (Falardo, 73’) e Tavares;

SNU: Mijanovic (GR), Santamaria, Mbida Messi e Alexandre

SNU: Márcio (GR), Duarte, Fábio Paim e Tiago Ribeiro

TREINADOR: Álvaro Magalhães TREINADOR: Rui Dias
Amarelos: Djalmir (24’), David Nuñez (41’), Vasco Fernandes (68’) e Rui Duarte (85’) Amarelos: Nuno Abreu (24’), Saleiro (27’) e Hugo Pina (39’)
GOLOS
1-0 por Narcisse (55’)
1-1 por Tavares (64’)
2-1 por Djalmir (89’)
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 GONDOMAR 3  CHAVES 0
 PORTIMONENSE 1  VARZIM 2
 TROFENSE 1  LEIXÕES 0
 VIZELA 0  PENAFIEL 0
 RIO AVE 2  SANTA CLARA 0
 V. GUIMARÃES 1  GIL VICENTE 0
 ESTORIL 2  FEIRENSE 2
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

ALGARVIOS VOLTAM ÀS VITÓRIAS
Crédito no banco
Em: "Record" (www.record.pt)


O Olhanense regressou às vitórias 6 jogos depois de ter derrotado em casa o V. Guimarães. Desta vez, a vítima foi o Ol. Moscavide, num jogo equilibrado, no qual Álvaro Magalhães voltou a acertar nas substituições, pois foram do banco que saltaram os principais responsáveis pelo triunfo.

Primeiro foi Narcisse quem substituiu o apagado David Nunez, e demorou 12 minutos para inaugurar o marcador. Depois foi Gomis, que entrou na ponta final do jogo e 2 minutos depois cruzou para o cabeceamento certeiro de Djalmir.

Pelo meio, os visitantes, que somaram a 4.ª derrota consecutiva, chegaram ao empate, num lance infeliz da defensiva algarvia.

ÁLVARO MAGALHÃES ACERTOU NAS SUBSTITUIÇÕES
Banco rendeu juros
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Jorge Anjinho

Álvaro foi ao banco
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Manuel Luís


A vitória dos "leões" de Olhão sobre o Olivais e Moscavide, obtida aos 88', por Djalmir - o "cliente" mais habitual das balizas adversárias -, traduz na perfeição quão suada e sofrida foi a conquista dos três pontos por parte dos pupilos de Álvaro Magalhães.

Num jogo de muita transpiração e pouca inspiração, especialmente a meio do terreno, aceita-se a vitória dos anfitriões, mas a verdade é que também podia ter sorrido aos visitantes, que desperdiçaram algumas oportunidades.

O treinador do Olhanense voltou a ser feliz nas substituições, tendo em conta que Narcisse marcou um golo e Gomis fez o passe para Djalmir sentenciar a partida. Os algarvios revelaram lacunas graves nas faixas laterais e no ataque, situações que o técnico promete "explicar no final da época".

Álvaro Magalhães, treinador do Olhanense: "As equipas jogaram com grande empenho, mas nós fomos justos vencedores, porque conseguimos finalizar as oportunidades"

Rui Dias, treinador do Olivais e Moscavide: "O resultado mais honesto seria o empate. O Olhanense teve quatro ataques perigosos e consequiu ter melhor aproveitamento"

Mexidas valem golos
Em: "Região Sul" (www.regiao-sul.pt)    Por: Edgar Pires


O triunfo sobre o Olivais e Moscavide, por 2-1, sacudiu a “pressão” dos lugares de perigo que a equipa de Olhão começava a sentir. Com 26 pontos – mais oito que o Portimonense, que ocupa o 15.º lugar –, o Olhanense ultrapassou o seu adversário de hoje na tabela classificativa da Liga de Honra, sendo agora 10.º.

A acção de Álvaro Magalhães no banco do Olhanense – duas apostas, Narcisse e Gomis, estiveram nos golos do conjunto – foi decisiva para a vitória dos algarvios, que quebraram uma série de cinco encontros sem ganhar e fugiram aos lugares de despromoção.

No entanto, os primeiros minutos revelaram uma equipa forasteira mais perigosa e a conduzir o encontro, seguros por uma muralha defensiva eficaz e a apostar em contra-ataques rápidos.

O avançado Cléo abriu as hostilidades com uma falha clamorosa: aos 4 minutos, dentro da grande área e sem oposição contrária, rematou ao lado. Pouco tempo depois, Tavares atirou de cabeça por cima, após um pontapé de canto.

No primeiro tempo, o Olhanense pouco fez para alterar o rumo dos acontecimentos, demonstrando enorme falta de criatividade a meio-campo – não havia quem pensasse o jogo e fizesse chegar a bola, em boas condições, a terrenos mais avançados.

Um desvio torto de Djalmir, aos 17 minutos, e um lance em que, na área, Branquinho se enrolou com a bola, à passagem da meia hora, são as jogadas mais perigosas que a turma da casa conseguiu criar.

O técnico dos locais, Álvaro Magalhães, para dar a volta ao jogo, mexeu no “onze” e a aposta em Narcisse não podia ter sido mais certeira, com o médio ofensivo a inaugurar o marcador dez minutos depois.

A jogada iniciou-se em Rui Duarte, que, do meio-campo, fez um passe longo para a área, onde estava Djalmir. Este tocou de cabeça e Narcisse, de primeira e à meia volta, com o pé direito, “estoirou” sem hipóteses para Nené.

Mas a vantagem do Olhanense foi “sol de pouca dura” – aos 64 minutos, após um livre, Tavares rematou fraco, a bola ressaltou num defesa rubro-negro e enganou Bruno Veríssimo, em desequilíbrio para o sentido contrário ao da bola.

Dois minutos depois, Tavares teve nos pés o 1-2 mas Bruno Veríssimo correspondeu com uma excelente defesa. O jogo parecia totalmente controlado pelos forasteiros até que Álvaro Magalhães procedeu a nova substituição – novamente com sucesso, como tem sido hábito nos últimos jogos em casa, nomeadamente Varzim e Guimarães.

A um minuto do fim, o recém-entrado Gomis, numa jogada pela esquerda, centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Djalmir, que, de regresso aos tentos, fez o golo da vitória.

“Hoje, além do empenho e da atitude que temos revelado, conseguimos concretizar as oportunidades de que dispusemos – tem-nos faltado alguma sorte nesse capítulo nos últimos jogos –, culminando num resultado justo”, resumiu Álvaro Magalhães. .

Para Rui Dias, técnico do Ol. Moscavide, o Olhanense “foi demasiado feliz” num jogo “em que as duas equipas se equivaleram em tudo”.

 

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