[ Domingo, 19 de Novembro de 2006 ]

 

10.ª JORNADA - II LIGA DE HONRA

 

LEIXÕES, 0 - OLHANENSE, 1

Estádio do Mar, em Matosinhos
Árbitro: Elmano Santos (AF Madeira)

LEIXÕES: Beto; Marco Cadete, Elvis, Cleuber e Nuno Amaro; Jorge Duarte e Bruno China (Cristóvão, 73'); Pedro Cervantes (Leandro Tatu, 57'), Jorge Gonçalves e Pedro Moita (Hugo Morais, 57'); Roberto;

OLHANENSE: Bruno Veríssimo; Marco Airosa, Santamaria, Vasco Fernandes e Hugo Luz; Marco Soares e Nicolas Alnoudji; Narcisse (Zezinho, 57'), Rui Duarte e Branquinho; Bruno Mestre (Denis Mboudgui, 80');

TREINADOR: Vítor Oliveira TREINADOR: Álvaro Magalhães

Amarelos: Nuno Amaro (11') e Hugo Morais (84')

Amarelos: Narcisse (17'), Hugo Luz (66'), Santamaria (68') e Denis Mboudgui (90' + 03')

Vermelho: Jorge Gonçalves (47')

 

GOLOS

0-1 por Rui Duarte (12'), de G.P.
 
 
 

 

OUTROS JOGOS DA JORNADA

 CHAVES 0  PENAFIEL 0
 ESTORIL 1  V. GUIMARÃES 1
 TROFENSE 0  RIO AVE 0
 O. MOSCAVIDE 1  PORTIMONENSE 1
 GIL VICENTE 2  VARZIM 2
 FEIRENSE 0  GONDOMAR 0
 SANTA CLARA 2  VIZELA 1
 

CLASSIFICAÇÃO

 
 

RECORTES DE IMPRENSA

LOCAIS À DERIVA APÓS EXPULSÃO DE JORGE GONÇALVES
Desnorte acelerado
por Santo(s) inimigo
Em: "Record" (www.record.pt)   Por: André Morais


É certo que o Leixões não foi tão clarividente como devia, mas não é menos verdade que o desnorte resulta quase sempre da falta de tranquilidade. Nesse aspecto, a acção de Elmano Santos (arbitrou a polémica vitória leixonense em Portimão) foi decisiva para desestabilizar aquela que, em igualdade numérica, foi sempre a equipa mais empolgante em campo.

É de louvar a organização algarvia, mas só os da casa mereceram aplausos pela qualidade do futebol. O golo madrugar dos forasteiros surgiu de penálti, bem assinalado, mas o decorrer dos minutos indiciava um empate fácil, face à envolvência do ataque leixonense e ao volume de oportunidades construídas.

Um golo invalidado a Pedro Moita aos 28' deixou a dúvida no ar, mas o juíz madeirense fê-la pousar nos vinte minutos que se seguiram: tendeu para o Olhanense, recusou um canto sobre o intervalo e, na resposta aos assobios do reatamento, expulsou Jorge Gonçalves. O jogo ficou definitivamente condicionado.

Depois, o nervosismo apoderou-se dos leixonense e descambou em 40 minutos de muita confusão. No regresso à casa onde encerrou a carreira como jogador, Álvaro Magalhães conseguiu a primeira vitória desde que tomou conta da nova equipa.


Vítor Oliveira: "Até à expulsão fomos melhores. O árbitro quis ser a figura do jogo, mas os homens reagem bem às injustiças".

Álvaro Magalhães: "Foi uma vitória justa frente a uma grande equipa. O Olhanense esteve mais concentrado e não foi pelo árbitro que o Leixões perdeu".
 

INEFICÁCIA OFENSIVA DO PRIMEIRO TEMPO
SAIU CARA AOS MATOSINHENSES
Meste lançou a rede
Em: "A Bola" (www.abola.pt)   Por: Ricardo Meireles Santos

JOGO MUITO SOFRIDO PARA OS LOCAIS
Uma trama cheia de equívocos
Em: "O Jogo" (www.ojogo.pt)   Por: Cristina Aguiar


O Leixões perdeu e não foi por falta de oportunidades, sobretudo na primeira parte. Mais penalizante do que a derrota, a expulsão exagerada de Jorge Gonçalves, no arranque da segunda parte, precipitou os leixonenses para um sofrimento que começara com o penálti (aos 12') que ofereceu a vitória ao Olhanense e que se agudizara com a anulação do golo de Moita, por pretensa carga de Roberto sobre um defesa. No epicentro da polémica, o árbitro Elmano Santos - o mesmo que havia sido acusado de beneficiar o Leixões frente ao Portimonense, na terceira jornada - ignorou um derrube de Roberto na área (26´), pouco depois de ter rejeitado o tento dos leixonense, azedando os ânimos. O Olhanense geriu com inteligência a vantagem.

Apostando em Moita (estreou-se a titular) no corredor esquerdo e com Pedro Cervantes no centro, o técnico Vítor Oliveira contava que a persistência de Jorge Gonçalves acabasse por dar frutos. Mas as dificuldades na concretização persistem. Desta vez, o desempenho da equipa na primeira parte deu sinais mais positivos, quebrando já próximo do intervalo, que chegou após um remate de Marco Airosa (a única situação dos visitantes) a sair por cima da baliza, ficando por marcar um canto favorável ao Leixões.

Na segunda parte e em superioridade numérica, o Olhanense agiu com clareza, explorando o terreno com escassos ataques - e ainda viu um golo anulado a Denis sem razões aparentes -, mas os suficientes para contrariar o empenho dos leixonenses, apoiados por Hugo Morais e Leandro Tatu.
 

Vitória Oliveira Explica derrota
"Desperdiçamos oportunidades"

Vítor Oliveira apontou três factores que explicam a derrota do Leixões: "Primeiro, foi o golo que sofremos antecedido por um lance de bola parada, com muito tempo para nos organizarmos; segundo, as muitas oportunidades desperdiçadas na excelente primeira parte; e terceiro, a expulsão ridícula de Jorge Gonçalves num lance normal, interpretado de forma errónea".


Álvaro Magalhães Satisfeito com resultado
"Saborosíssimo"

Para o técnico do Olhanense, Álvaro Magalhães, a vitória em Matosinhos "foi saborosíssima". "Foi justa, contra uma grande equipa que representa um clube que muito respeito. O Olhanense esteve melhor, mais organizado e concentrado. Soubemos controlar, na segunda parte, pois sabíamos que não podíamos facilitar. Apesar de termos estado em superioridade numérica, respeitamos o Leixões".
 

Em: "Site dos Adeptos do Leixões" (www.leixoessc.com)


Vitória Oliveira:

Que análise faz da partida?
A partida fica marcada por três situações. A primeira tem a haver com o golo que sofremos, é imperdoável num lance de bola parada, com tempo mais que suficiente para nos posicionarmos, sermos surpreendidos daquela forma. Não discuto se foi pénalti ou não, mas não podemos ser surpreendidos assim. A segunda situação tem a haver com o grande número de oportunidades falhadas na primeira parte. Falhamos quatro ou cinco grandes situações, fizemos uma excelente primeira parte. A terceira situação ocorre aquando da expulsão do Jorge Gonçalves. É um lance que se vê com enorme frequência nos nossos estádios, é uma disputa de bola normal mas o árbitro decidiu ajuizar da forma mais errónea que podia fazer. Estas situações marcaram o jogo. Na segunda parte depois de ficarmos com dez, o Olhanense a ganhar por um a zero, controlou o jogo, tentamos aumentar a nossa agressividade mas não conseguimos. O Olhanense está de parabéns, mas a equipa do Leixões também está de parabéns pela excelente primeira parte que fez e pela entrega da segunda parte. Temos que reconhecer que a arbitragem foi notoriamente prejudicial para a equipa do Leixões. Há derrotas que por vez nos fazem perder a auto-estima, a confiança, até nos fazem duvidar das nossas capacidades e há derrotas que pelo contrário nos elevam a auto-estima, que nos fazem acreditar que estamos no caminho certo e não serão factores extra futebol que irão tirar o Leixões dos objectivos iniciais da temporada. Estas derrotas vão nos tornar mais fortes e com toda a certeza vamos continuar a lutar pelos nossos objectivos.

Esta derrota vai dar coragem e força de vontade?
O Leixões tem sido uma equipa de coragem e vai continuar a ser. Estas derrotas reforçam o espírito de grupo e um ser humano reage. Entendemos que este jogo foi uma injustiça e vamos reagir.

A falta de concretização preocupa-o?
A falta de concretização faz parte, não só do futebol português como do futebol internacional. Temos trabalhado para que isso seja minimizado, mas temos que reconhecer que falha à nossa equipa. Temos de conseguir aproveitar mais e materializar em golos o grande domínio, quase avassalador que tivemos na primeira parte.

Alguma ligação entre o jogo de hoje e o de Portimão?
Não fazemos juízos de valor nem fazemos comparações. Estou aqui para comentar este jogo, única e exclusivamente este jogo.

Será o árbitro o culpado da derrota do Leixões?
Os árbitros nunca são culpados. O culpado da derrota foi o jogador que marcou o golo, se não tivesse marcado com certeza que não teríamos perdido. As pessoas tem de compreender, eu não sou de me desculpar das arbitragens. Já referi anteriormente, há três situações que nos fizeram chegar a esta derrota. Duas culpa do Leixões e uma culpa da equipa de arbitragem. Nós não estamos a culpar o árbitro, agora não podemos branquear constantemente as situações, como noutras situações afirmei que o Leixões tinha feito primeiras partes péssimas, hoje o Leixões fez uma belíssima primeira parte. Só por má fé ou má educação é que se pode dizer que o Leixões jogou mal na primeira parte.




Álvaro Magalhães:

Vitória muito saborosa?
Saborosíssima. Vitória justa contra uma grande equipa. Um clube que eu respeito muito, uma massa associativa que gosta de ganhar mas hoje o Olhanense esteve melhor, uma equipa muito bem organizada e um justo vencedor.

No início da 2ª parte o Leixões ficou reduzido a dez. A partir daí tudo ficou mais fácil para o Olhanense?
Às vezes fica mais fácil, às vezes fica mais difícil, soubemos controlar o jogo. Foi um hino ao futebol na segunda metade, a equipa esteve muito personalizada, muito concentrada. Sabíamos que com mais um jogador não podíamos facilitar, os níveis de concentração foram elevadíssimos, e não há dúvida que, contra uma grande equipa, contra um adversário que luta pela subida de divisão, nós demonstrámos aqui que fomos a melhor equipa em campo, fomos a equipa com mais confiança. A ganhar por um a zero e com mais um jogador teve o cuidado de respeitar o adversário e jogar com muita cabeça e paciência. Os meus atletas estão de parabéns. Agora há que dar continuidade ao trabalho que temos vindo a fazer e pensar já no próximo jogo.

Como analisa o lance da expulsão de Jorge Gonçalves?
Sinceramente é um lance difícil. Os atletas saltaram os dois, eu nem me apercebi bem do lance, apenas vi o meu atleta no chão, não sei se foi cotovelada, mas penso que o árbitro teve muita personalidade. Penso que não foi pelo árbitro que o Leixões perdeu o jogo, a vitória é justíssima para a Olhanense pois foi a melhor equipa durante os noventa minutos de jogo.
 
 
 
 

 

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